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Giro da Saúde: variante Mu e vacinas; gelatina anti-Alzheimer; e mais!

·6 minuto de leitura

A semana passada foi recheada de novidades relacionadas ao coronavírus, suas variantes e a luta contra a COVID-19. Mas também tivemos notícias importantes relacionadas a neurociência e até aos nossos intestinos, considerados pela ciência como nosso "segundo cérebro". A gente resume os principais destaques para você começar uma nova semana bem informado no assunto saúde. Valendo!

Variante Mu pode escapar das vacinas

Nova variante pode driblar imunidade vacinal (Imagem: Fusion Medical Animation/Unsplash)
Nova variante pode driblar imunidade vacinal (Imagem: Fusion Medical Animation/Unsplash)

Na segunda-feira passada (30), a OMS fez uma nova classificação de variante de preocupação do coronavírus: dessa vez, o caso remete à cepa identificada pela primeira vez na Colômbia, e que foi batizada de variante Mu. A nova variante está aumentando em prevalência em várias áreas e tem mutações que provavelmente afetam as características virais, como transmissibilidade ou gravidade da doença. Essas mutações indicam propriedades potenciais de escape imunológico, segundo a OMS, ou seja: pode driblar as vacinas.

Após coletar as primeiras amostras e analisá-las em laboratório, pesquisadores mostram que os anticorpos gerados em resposta à vacinação contra COVID-19 são menos capazes de neutralizar a variante Mu. Entretanto, ainda é necessário fazer mais pesquisas nesse sentido. Vale, ainda, dizer que a variante Mu compartilha algumas mutações com a Beta e foi detectada em 39 países, sendo os mais afetados na América do Sul e na Europa.

Anvisa suspende uso e importação de proxalutamida

Remédio importado da China é usado contra câncer de próstata (Imagem: HalGatewood/Unsplash)
Remédio importado da China é usado contra câncer de próstata (Imagem: HalGatewood/Unsplash)

Na quinta-feira (2), a Anvisa comunicou a suspensão do uso da proxalutamida, droga bloqueadora de hormônios masculinos (como a testosterona) importada da China pelo país. A principal indicação do medicamento é o tratamento de câncer de próstata. Para além da suspensão das importações e do uso, a Anvisa ainda vai investigar quaisquer produtos desenvolvidos a partir do remédio disponíveis no país. A suspeita é de infração sanitária nos documentos apresentados pelos importadores, o que deixaria o medicamento irregular para o uso em humanos.

O bloqueador hormonal também é defendido pelo presidente da república, Jair Bolsonaro, como um possível tratamento contra COVID-19. A proxalutamida foi aprovada para o desenvolvimento de estudos científicos, inclusive tendo participado de ensaios cujo objetivo foi a tentativa de neutralizar o coronavírus.

Variante Delta é responsável por mais internações que a Alfa

Em pesquisa britânica, hospitalizações pela Delta aumentam consideravelmente (Imagem: Pressmaster/Envato Elements)
Em pesquisa britânica, hospitalizações pela Delta aumentam consideravelmente (Imagem: Pressmaster/Envato Elements)

De acordo com um recente estudo conduzido por cientistas da Universidade de Cambridge (Reino Unido), pessoas infectadas pela variante Delta da COVID-19 têm mais chances de serem hospitalizadas do que as contaminadas pela Alfa. De acordo com a pesquisa, o risco de internação hospitalar era 1,45 vez maior em pessoas que foram diagnosticadas com a COVID-19 provocada pela variante Delta, em comparação com a Alfa.

Foram analisados os dados de 43.338 pessoas contaminadas por ambas as cepas entre 29 de março e 23 de maio deste ano no país. Cerca de 74% dos casos foram de pessoas que não se vacinaram, enquanto 24% foram daqueles que receberam somente uma dose, e somente 2% foram de pessoas que se imunizaram com as duas doses de alguma vacina contra o coronavírus.

Gelatina pode proteger contra Alzheimer

A gelatina é rica em colágeno, e o mecanismo começa por aí (Imagem: Jultud/Envato)
A gelatina é rica em colágeno, e o mecanismo começa por aí (Imagem: Jultud/Envato)

Já pensou se uma forma de evitar o Alzheimer consistisse na ingestão de coloridas gelatinas? Pois bem: um estudo recente, publicado na Frontiers in Pharmacology, deu conta de que o colágeno presente nesse alimento tão conhecido dos brasileiros pode proteger o cérebro humano da neurodegeneração.

Para estudar os efeitos da gelatina no cérebro, os pesquisadores reproduziram o Alzheimer in vitro, cultivando células cerebrais com fragmentos de uma proteína tóxica da placa amiloide, característica da doença. Assim como o Alzheimer faz com o cérebro, essa substância induziu a morte celular em laboratório. Para tentar evitar esse efeito, o grupo elaborou uma espécie de antídoto à base de gelatina, e a substância protegeu completamente as células da toxicidade amiloide.

O que acontece é que a gelatina é uma mistura de poli e oligopeptídeos derivados da hidrólise parcial do colágeno, e essas substâncias são capazes de reverter a disfunção das mitocôndrias (organelas responsáveis por gerar energia na forma de ATP dentro das células). Ao reverter essa disfunção, a gelatina conseguiu, em laboratório, proteger as células e mantê-las funcionais, com suas mitocôndrias a pleno vapor. Agora, um longo caminho precisa ser percorrido, já que o estudo foi feito em condições limitadas de laboratório.

Africa do Sul detecta mais uma variante do coronavírus

Variantes não param de surgir e a África do Sul revela mais uma (Imagem: Chalabala/Envato Elements)
Variantes não param de surgir e a África do Sul revela mais uma (Imagem: Chalabala/Envato Elements)

Outra variante? Sim, outra variante. Na terça passada (31), cientistas sul-africanos anunciaram uma nova cepa do coronavírus no país, que até agora, recebeu o apelido de C.1.2. Como a descoberta é muito recente, ainda não se sabe se a cepa é mais agressiva e mais resistente às vacinas do que as demais. A C.1.2 já se disseminou na maioria das províncias sul-africanas e em sete outros países da África, Europa, Ásia e Oceania. O que se sabe, por enquanto, é que ela contém muitas mutações associadas a outras variantes com uma transmissibilidade acentuada e uma sensibilidade reduzida a anticorpos neutralizadores, mas, novamente, ainda é cedo para determinar o comportamento do vírus no organismo humano.

Para Richard Lessells, especialista em doenças infecciosas e um dos autores do estudo, o surgimento da variante mostra que "esta pandemia está longe do fim e que este vírus ainda está explorando maneiras de ficar melhor em nos infectar".

Sabia que temos um "segundo cérebro"? A ciência traz novidades sobre ele!

Nosso intestino funciona de maneira complexa e tem uma rede de neurônios específicos (Imagem: Elionas2/Pixabay)
Nosso intestino funciona de maneira complexa e tem uma rede de neurônios específicos (Imagem: Elionas2/Pixabay)

Você sabia que a ciência trata nossos intestinos como um "segundo cérebro"? Isso tem explicação: para funcionar, intestino grosso e delgado possuem uma complexa rede de inervações chamada de sistema nervoso entérico (SNE), que funciona de forma bem parecida com as redes neurais do nosso cérebro. Agora, um novo estudo traz novidades sobre o funcionamento dessa rede de neurônios localizada no nosso ventre.

Ao combinar gravações de vídeos em alta resolução com bioeletricidade, pesquisadores australianos analisaram o sistema entérico de ratos e avaliaram como os intestinos se movimentam durante a digestão. Dessa forma, eles descobriram que os milhares de neurônios do sistema nervoso entérico se comunicam para provocar contrações no trato gastrointestinal, induzindo o peristaltismo durante o processo digestivo.

No estudo, eles ainda encontraram grupos grandes de neurônios motores excitatórios e inibitórios que impulsionam o conteúdo do cólon mais para baixo do intestino. Antes, ainda não estava claro como os neurônios eram capazes de se juntar e fazer tudo isso. Para os cientistas, as descobertas sugerem que o sistema nervoso entérico tenha evoluído nos animais muito antes do cérebro chegar à forma atual. Interessante, não?

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Fonte: Canaltech

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