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Giro da Saúde: transplante de face/mãos; implantes Neuralink; guia de vacinação

Luciana Zaramela
·17 minuto de leitura

Conforme as farmacêuticas, laboratórios e universidades investem seus esforços na formulação e fabricação de vacinas, vários países — incluindo o Brasil — já imunizam suas populações. A semana foi agitada, com novas vacinas chegando mais perto do Brasil, resultados promissores e mais matéria-prima a vista. Além da COVID-19, teve também avanço na ciência com o transplante de face e de mãos, a perspectiva da Neuralink para implantar chips em cérebros humanos e até acidente grave envolvendo um vaporizador (ou vape). Vamos ao resumo da semana!

Sputnik V a caminho!

Quem vem lá? Talvez tenhamos vacina russa em breve no Brasil (Imagem: Divulgação/Instituto Gamaleya)
Quem vem lá? Talvez tenhamos vacina russa em breve no Brasil (Imagem: Divulgação/Instituto Gamaleya)

Na semana passada, os resultados de fase 3 da vacina russa Sputnik V foram divulgados, revelando eficácia de 91,6% contra casos sintomáticos da COVID-19. Isso animou não só os russos, como também os brasileiros. Afinal, depois da publicação oficial dos resultados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou, em nota, que esta era uma "boa notícia" — porém, deixando claro que faltavam dados completos sobre a fórmula do imunizante para sua autorização de uso no Brasil.

"A publicação de um estudo clínico em revista de científica de referência é uma boa notícia. Entretanto, para decidir sobre a eficácia e segurança os dados a serem apresentados para uma autoridade reguladora precisa ter acesso aos dados completos gerados nos estudos clínicos", comentou a Anvisa sobre a publicação dos resultados.

Mas, e então, o que falta para liberar a vacina por aqui? Primeiramente, a vacina russa exige conservação em freezers de -18 ºC, só que a União Química (farmacêutica brasileira responsável pela fabricação da vacina por aqui, caso seja aprovada) pode apresentar o imunizante com outras condições de temperatura para manter-se estável por aqui.

"Dessa forma, é necessário saber se os resultados encontrados são extrapoláveis, ou seja, se os resultados da vacina líquida a -18 °C valem também para a vacina que a União Química quer trazer para o Brasil. Para este tipo de avaliação é necessário estudo de comparabilidade entre os produtos", apontou a agência.A Anvisa também comentou sobre a necessidade de mais detalhes, como os critérios técnicos do estudo preliminar para a definição de um caso da COVID-19, por exemplo.

Mais detalhes sobre esta notícia? Acesse-a na íntegra!

Guia de vacinação: quem pode (ou não) tomar vacina no Brasil?

Você está apto a entrar na fila da vacinação? (Imagem: cuz.gallery/Rawpixel)
Você está apto a entrar na fila da vacinação? (Imagem: cuz.gallery/Rawpixel)

Agora que a campanha de vacinação contra COVID-19 já começou e milhões de pessoas já foram vacinadas no país, uma dúvida paira no ar: todo mundo pode se vacinar? Quem é que não deve tomar a picada contra COVID-19? Para entender as recomendações da vacinação contra a COVID-19, o Canaltech conversou com o infectologista Renato Grinbaum, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, para abordar ambas as vacinas já aprovadas para uso emergencial no Brasil — a CoronaVac e a da AstraZeneca.

"Ambas as vacinas são seguras e, por isso, a maioria das pessoas pode receber o imunizante", explica o infectologista sobre a segurança dos imunizantes que adotam técnicas já conhecidas pela ciência para gerar defesas contra o agente infeccioso da COVID-19. Por exemplo, "a vacina de Oxford é feita com um vírus vivo, não o coronavírus, mas um vírus que não é causador de doença em seres humanos [apenas em macacos], e modificado geneticamente", comenta o professor. Já a CoronaVac adota o coronavírus inativado ("morto"), o que impede uma hipotética infecção da doença.

Claro que existem casos especiais, como pessoas com comorbidades, grávidas, lactantes, crianças e pessoas alérgicas. Além disso, quem está atualmente com COVID-19 diagnosticada deve adiar a imunização, e aqueles que já foram contaminados e se recuperaram da doença devem se vacinar — afinal, há chances de recontaminação. Outro impeditivo temporário para a vacinação é um caso de febre. Como menciona a bula da CoronaVac, por exemplo: "se você estiver com alguma doença aguda ou com febre ou início agudo de doenças crônicas não controladas no momento da vacinação, esta vacina não é indicada".

Você pode acessar aqui a bula da CoronaVac e aqui a da vacina de Oxford. Já o guia de vacinação, comentado pelo infectologista, você lê na íntegra no Canaltech.

Neuralink: Elon Musk quer humanos implantados ainda neste ano

Elon Musk mostra, em evento, protótipo de máquina que instala chips cerebrais (Imagem: Reprodução/Neuralink)
Elon Musk mostra, em evento, protótipo de máquina que instala chips cerebrais (Imagem: Reprodução/Neuralink)

Homens e máquinas: é possível ter uma simbiose entre os dois? Para Elon Musk, CEO da Neuralink (empresa de nanotecnologia que desenvolve implantes cerebrais), sim. Ele acredita que, até o final deste ano, as primeiras pessoas receberão seus primeiros implantes. Vale lembrar que, no ano passado, Musk apresentou seu projeto, a máquina e os chips, porém usando três porcos como "modelos" — ou seja, nada de humanos.

Na última segunda (1), por exemplo, Musk veio a público afirmar que a Neuralink estaria trabalhando em colaboração com a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos. Numa rede social, o executivo escreveu o seguinte: "A Neuralink está trabalhando duro para garantir a segurança do implante [cerebral] e está em estreita comunicação com a FDA. Se tudo correr bem, talvez possamos fazer testes iniciais em humanos no final deste ano", escreveu Musk, em suas redes sociais.

Só não se sabe, ainda, o que exatamente vai rolar com esses chips no cérebro das pessoas. Quais tipos de testes serão conduzidos com a aprovação da FDA? O que os chips irão desempenhar? Quem serão os primeiros humanos a receber os implantes? Vai ser possível controlar computadores com a mente, turbinar o cérebro, ajudar a ficar "mais inteligente"? Ainda não sabemos, mas estamos ansiosos para ver os primeiros resultados.

Segundo Elon Musk, a ideia é ajudar a reparar danos medulares e cerebrais com os implantes, para pavimentar o caminho para aquilo que muitos de nós gostaríamos de ver na prática: a simbiose entre humanos e máquinas, em um só organismo.

Leia mais sobre os planos da Neuralink

Vacina da Johnson se aproxima do Brasil

Uma só dose: vacina da Johnson pode chegar em breve aos EUA e, quem sabe, ao Brasil (Imagem: Divulgação/Johnson & Johnson)
Uma só dose: vacina da Johnson pode chegar em breve aos EUA e, quem sabe, ao Brasil (Imagem: Divulgação/Johnson & Johnson)

Depois que a Johnson & Johnson apresentou os resultados de fase 3 de seu imunizante contra COVID-19, alegando que uma só dose é capaz de gerar imunização, com eficácia de aproximadamente 85% contra casos graves da doença, o próximo passo da farmacêutica Janssen (da Johnson, responsável por desenvolver a vacina) foi entrar com pedido para autorização de uso emergencial nos EUA. Se a FDA (Food and Drug Administration) aprovar por lá, significa que pode-se abrir um precedente para que a Anvisa (que já derrubou regras rígidas para aprovação de vacinas por aqui) acelere os processos também no Brasil.

A FDA vai avaliar a documentação da Janssen em 26 de fevereiro. Na ocasião, um grupo de especialistas independentes irá analisar o estudo clínico de Fase 3 e elaborará um relatório, e recomendará ou não a autorização da vacina. Se formos considerar as datas, é provável que os EUA devam levar pelo menos um mês para definir o futuro da vacina da Johnson & Johnson.

Algo interessante que vale ser lembrado: os EUA levaram três semanas para revisar e autorizar a vacina da Pfizer, e mais ou menos dois meses para revisar e aprovar a da Moderna. Se a da Johnson for aprovada, será a terceira vacina no país.

Quer saber de mais detalhes? Leia a notícia completa no Canaltech

Cientistas conseguem reanimar cérebros de pessoas em coma

Os pacientes mostraram progressos significativos após a aplicação da técnica de ultrassom talâmico (Imagem: National Cancer Institute/Unsplash)Caption
Os pacientes mostraram progressos significativos após a aplicação da técnica de ultrassom talâmico (Imagem: National Cancer Institute/Unsplash)Caption

O coma é um estado de inconsciência prolongado, que acontece de forma natural ou induzida. A pessoa permanece viva, mas devido a lesões cerebrais ou medicação, não consegue raciocinar, pensar ou falar, embora mantenha ativas todas as funções vitais, com respiração e circulação do sangue. Recentemente, uma equipe da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) conseguiu reverter o coma em três pacientes com lesões cerebrais graves.

De acordo com os cientistas, os pacientes estavam há muito tempo em estado de consciência mínima. Dois deles fizeram progressos por meio de uma nova técnica desenvolvida pelos estudiosos, baseada em ultrassom. E segundo os próprios pesquisadores, os novos resultados foram mais significativos porque os pacientes crônicos eram muito menos propensos a se recuperar sem a ajuda da técnica. Após o procedimento, eles conseguiram responder a perguntas diretas ao piscar os olhos, reconhecer objetos e se comunicar de forma simples, com evolução considerável.

Você deve estar se perguntando que técnica é essa. Pois bem: trata-se de um ultrassom focalizado de baixa intensidade, que usa estimulação sônica para ativar os neurônios no tálamo (estrutura localizada no diencéfalo, entre o córtex cerebral e o mesencéfalo, formada fundamentalmente por substância cinzenta). Depois de um coma, a função do tálamo se torna tipicamente enfraquecida, e o objetivo do ultrassom é "dar um empurrãozinho" nos neurônios dessa estrutura cerebral.

Embora os resultados sejam promissores, os cientistas ressaltam que ainda é cedo para animação. A técnica é muito recente e ainda está em caráter experimental, devendo ser aprimorada até que chegue a mais médicos e pacientes. Por ora, pouco pode ser feito para reverter o coma em casos crônicos de lesão cerebral, mas o ultrassom talâmico acende uma boa luz de esperança para pacientes, familiares e médicos.

Saiba mais sobre a técnica e os pacientes envolvidos

Testes de fase 3 da Covaxin devem ser coordenados pelo Einstein

Mais uma candidata a vacina no Brasil (Imagem: Divulgação/Bharat Biotech)
Mais uma candidata a vacina no Brasil (Imagem: Divulgação/Bharat Biotech)

A vacina indiana desenvolvida pelo laboratório Bharat Biotech também está mais próxima do Brasil. Na quarta-feira (3), a farmacêutica Precisa Medicamentos — representante do laboratório indiano no Brasil — anunciou que o Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIAEEP) irá coordenar, nacionalmente, os estudos de Fase 3 da vacina por aqui. Caso a pesquisa seja aprovada, será a quarta do tipo no país.

Os testes de eficácia do imunizante contra a COVID-19 devem começar em março, caso a Anvisa aprove, e durar de 45 a 90 dias, com três mil voluntários espalhados por três centros de estudo. Clínicas privadas pretendem oferecer a fórmula aos seus clientes, já que negociaram, há cerca de duas semanas, um acordo para a aquisição de cinco milhões de doses da Covaxin.

A Covaxin usa em sua fórmula o coronavírus inativado, e também precisa de duas doses para que o organismo gere a imunidade desejada. Uma vantagem é sua fácil armazenagem, á que pode ser conservada em temperaturas que variam de 2 °C a 8 °C, ou seja, em geladeiras comuns. Quanto aos testes, que ainda estão em andamento na Índia, a previsão é de que, até o final deste mês, dados preliminares sejam divulgados.

Mais informações na notícia completa

Vape explode na boca de jovem, que vai parar na UTI

Explosão causou danos como ruptura de tecidos, queimaduras, ossos quebrados e dentes perdidos (Imagem: Lindsay Fox/Pixabay)
Explosão causou danos como ruptura de tecidos, queimaduras, ossos quebrados e dentes perdidos (Imagem: Lindsay Fox/Pixabay)

Os e-cigs, ou cigarros eletrônicos que utilizam essências (os chamados juices) viraram febre nos últimos dois anos. E com a popularização desses aparelhos, veio também muita discussão acerca dos riscos que podem acarretar à nossa saúde. Para além das pesquisas sobre riscos de compostos químicos inalados nos vaporizadores, um fato inusitado aconteceu na Inglaterra no início do mês: um vape explodiu na boca de um jovem de 19 anos, levando-o direto para a UTI.

Com a explosão, o jovem teve sua mandíbula fraturada e perdeu alguns dentes. Além disso, ele sofreu várias queimaduras e cortes dentro e ao redor de seus lábios.

Vale ressaltar que explosões causadas por vapes não são incomuns, e costumam causar principalmente queimaduras e ferimentos nas mãos, coxas, área da virilha e órgãos genitais — já que o vaporizador frequentemente explode enquanto está na mão ou no bolso do paciente.

Acesse aqui para saber mais sobre o caso

OMS visita laboratório de Wuhan, na China

Pesquisadores da OMS desembarcam na China (Imagem: Ng Han Gwan/Associated Press)
Pesquisadores da OMS desembarcam na China (Imagem: Ng Han Gwan/Associated Press)

A investigação em busca da origem do coronavírus continua na China. A equipe de pesquisadores da Organização Mundial da Saúde (OMS) está no país, fazendo buscas e conhecendo os possíveis locais onde tudo começou. Nesta semana, foi a vez do laboratório de Wuhan (localizado na cidade que foi o primeiro epicentro da doença), já que autoridades americanas sugerem que lá possa ter sido a fonte original do vírus. No início da pandemia, especulou-se muito que o vírus poderia ter vazado acidentalmente do laboratório de biossegurança em Wuhan.

Ainda é incerto o que os especialistas esperam encontrar no Instituto de Virologia do laboratório, depois de tanto tempo desde que o coronavírus começou a infectar os seres humanos. Peter Daszak, um dos integrantes da equipe da OMS nessa missão, chegou a afirmar que a equipe estava "ansiosa por um dia muito produtivo e por fazer todas as perguntas que sabemos que precisam ser feitas".

O planejamento dessa visita ao país asiático vem sendo idealizado desde julho do ano passado e irá estudar registros médicos de pacientes em hospitais, testar amostras de doações de sangue e de esgoto.

Leia mais sobre a visita da OMS à China

Variante do coronavírus do Reino Unido gera preocupação

A variante é mais contagiosa e, possivelmente, 30% mais mortal (Imagem: HwangMangjoo/Rawpixel)
A variante é mais contagiosa e, possivelmente, 30% mais mortal (Imagem: HwangMangjoo/Rawpixel)

Variantes do coronavírus não são raras, muito menos as mutações que as causam. No entanto, algumas têm causado muita dor de cabeça para médicos, pesquisadores e profissionais envolvidos em saúde. No último domingo (31), o epidemiologista Michael Osterholm, diretor do Centro de Pesquisa e Política de Doenças Infecciosas da Universidade de Minnesota, levantou um alerta para os EUA em relação à variante encontrada no Reino Unido.

“O aumento [do número de casos nos EUA] com esta nova variante da Inglaterra provavelmente vai acontecer nas próximas seis a 14 semanas. Esse furacão está chegando", estimou o especialista. O primeiro-ministro britânico Boris Johnson também advertiu que a nova variante do Reino Unido pode ser 30% mais mortal do que o vírus original.

Osterholm ainda afirmou que, se os líderes dos Estados Unidos não conseguirem ficar à frente da cepa mais contagiosa do Reino Unido, um desastre pode acontecer na forma de um novo e rápido surto de infecções.

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Mais doses da AstraZeneca para o Brasil

10,6 milhões de doses a caminho (Imagem: Divulgação/AstraZeneca)
10,6 milhões de doses a caminho (Imagem: Divulgação/AstraZeneca)

A Covax Facility, aliança que tem como objetivo ajudar países com a distribuição de imunizantes contra COVID-19, tem o Brasil no topo de sua lista de prioridades. Na última quarta (3), a OMS, uma das idealizadoras da aliança, estimou que o país receberá 10,6 milhões de doses da vacina desenvolvida pela biofarmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, ainda no primeiro semestre deste ano.

Em números, espera-se que sejam enviadas para cá 10.672.800 doses da vacina. Entretanto, ainda há algumas questões até que as informações se tornem verdadeiramente concretas, a exemplo da disponibilidade do imunizante, da aceitação dos países e da logística. Ainda assim, a previsão é que as entregas tenham início ainda em fevereiro.

A aliança declarou, por meio de um comunicado, que no primeiro lote serão entregues de 35% a 40% das doses. Em uma segunda etapa, a entrega ficará entre 65% e 60% das vacinas. Vale ressaltar que o país contratou doses de vacinas para o equivalente a 10% da população brasileira, para minimizar riscos e maximizar ganhos de adesão ao consórcio.

“As tratativas com a AstraZeneca tiveram início nesta terça-feira (2) e, sem dúvidas, a nossa parceria com o laboratório facilita as conversas para que o acesso às vacinas seja o mais rápido possível, diminuindo o contágio e deixando mais pessoas protegidas”, afirmou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em nota oficial.

A notícia completa você acessa aqui

Novo estudo sugere imunidade de 6 meses contra COVID-19

Mais evidências apontam para imunidade de seis meses (Imagem: Freepik)
Mais evidências apontam para imunidade de seis meses (Imagem: Freepik)

Quanto tempo, após contrair COVID-19, uma pessoa se mantém imune? A resposta exata nós ainda não temos, muito menos um consenso na medicina, mas novos estudos sugerem que esse prazo dure de cinco a seis meses.

Um novo estudo, conduzido pelo UK Biobank, contou com uma amostragem de 20 mil pacientes infectados pelo coronavírus. E os resultados revelaram que cerca de 88% dessas pessoas ainda contavam com anticorpos contra a doença no sangue por seis meses. Em três meses, 99% dos participantes apresentavam imunidade.

No mundo todo, vários estudos, de várias instituições, vêm sendo realizados para que possamos ter uma ideia ou uma definição mais delineada sobre o prazo de imunidade, que parece variar um pouco de pessoa para pessoa. Mas, de acordo com autoridades de saúde, ainda não está claro por quanto tempo o organismo fica imune após uma vacinação, principalmente no momento atual, com o aparecimento de mutações.

Veja mais detalhes sobre o estudo

Covaxx: vacina começa testes no Brasil em março

Covaxx: direto dos EUA, em parceria com o Dasa, no Brasil (Imagem: Torstensimon/Pixabay)
Covaxx: direto dos EUA, em parceria com o Dasa, no Brasil (Imagem: Torstensimon/Pixabay)

Mais uma vacina entrará em fase de testes no Brasil: a Covaxx, da farmacêutica americana United Biomedical. Voluntários de todo o país serão recrutados para os estudos de fases 2 e 3, que serão coordenados pelo laboratório Dasa, especializado em medicina diagnóstica.

Devem compor o grupo de voluntários, aproximadamente, 12 mil pessoas, que deverão fazer testes do tipo RT-PCR semanalmente durante a fase de testes, para monitorar evoluções de potenciais infecções, enquanto se examina, com mais precisão, a eficácia do imunizante no organismo. Se tudo correr conforme o cronograma, é provável que os resultados saiam no início do ano que vem. Outros países, como Índia, Guatemala e Estados Unidos também vão entrar no rol de testes.

O objetivo inicial é que a fase mais avançada da pesquisa dure 12 meses, com possibilidade de expandir o prazo para até 24 meses para seguir os padrões de certificação de segurança e eficácia.

Leia a notícia na íntegra

Cochilar durante o dia te deixa "mais esperto", segundo estudo

Dormir de dia faz bem, reanima e ainda melhora o sistema imune, diz estudo (Imagem: Gregory Pappas/Unsplash)
Dormir de dia faz bem, reanima e ainda melhora o sistema imune, diz estudo (Imagem: Gregory Pappas/Unsplash)

Como você chama o nobre ato de dormir um pouquinho depois do almoço? Cochilo? Pestana? Siesta? Seja como for, um novo estudo revelou que esse descanso breve pode servir como um tônico para o cérebro e beneficiar nosso raciocínio. Realizada na China, a pesquisa contou com a participação de 2.214 voluntários com idades acima dos 60 anos. Eles participaram de testes que mediam diferentes tipos de habilidades cognitivas, desde a capacidade de se manter focado até a resolução de problemas.

Ao término das análises, os pesquisadores concluíram que, de acordo com a duração e a frequência dos cochilos, os pontos de desempenho cognitivo foram "significantemente melhores" em pessoas que afirmaram que têm o costume de cochilar na metade do dia. Algumas pesquisas anteriores já haviam mostrado que as breves dormidas melhoravam a função cognitiva de pessoas mais velhas, bem como o sistema imune. Já outras mostravam o oposto. Ou seja: ainda não se tem um consenso sobre isso na ciência. Apesar de não ter planejado o tempo exato de cochilo dos participantes, o estudo determinou que a duração variava entre cinco minutos e duas horas.

Saiba mais sobre a pesquisa

Primeiro transplante de rosto e mãos é feito com sucesso

Antes e depois: cirurgia foi um sucesso e paciente se recupera bem (Imagem: Reprodução/NYU Langone Health)
Antes e depois: cirurgia foi um sucesso e paciente se recupera bem (Imagem: Reprodução/NYU Langone Health)

Uma equipe de cirurgiões dos EUA anunciou, na última quarta (3), um feito inédito na medicina moderna: um transplante simultâneo de face e mãos, planejado e realizado com sucesso em um paciente de 22 anos.

O caso é o seguinte: o jovem Joe DiMeo sofreu um grave acidente de carro quando voltava do trabalho à noite e dormiu ao volante. O carro que ele dirigia se desgovernou, bateu e capotou, explodindo logo após e causando queimaduras por mais de 80% de seu corpo. Após receber socorro e tratamento, as pontas dos dedos de Joe foram amputadas, cicatrizes faciais severas se formaram e ele perdeu os lábios e as pálpebras, o que afetava também sua visão. Foram mais de 20 cirurgias reconstrutivas, na tentativa de devolver o mínimo de qualidade de vida ao jovem.

Como as cirurgias convencionais não adiantavam, ele optou por um arriscado transplante de face e mãos, e, ciente dos riscos envolvidos, concordou em realizar o procedimento em Nova Iorque. A cirurgia deu certo e, agora, Joe vive com seu novo rosto e suas novas mãos, enquanto faz terapias vitalícias com remédios para evitar rejeição dos transplantes e participa de várias sessões de fisioterapia.

A cirurgia durou cerca de 23 horas, e dela participaram mais de 140 profissionais de saúde. Nesse período, foi necessário amputar ambas as mãos de DiMeo, substituindo-as e conectando os nervos novamente, além de vasos sanguíneos e 21 tendões — às vezes, finos como cabelos. Além disso, foi necessário transplantar um rosto inteiro, incluindo testa, sobrancelhas, nariz, pálpebras, lábios, orelhas e alguns ossos faciais, fazendo toda a conexão nervosa acontecer.

Quer conhecer o caso de Joe em detalhes, e ver mais imagens? Acesse a matéria completa no Canaltech!

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Fonte: Canaltech

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