Mercado abrirá em 1 h 16 min
  • BOVESPA

    120.061,99
    -871,79 (-0,72%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.867,62
    +338,65 (+0,70%)
     
  • PETROLEO CRU

    60,99
    -0,36 (-0,59%)
     
  • OURO

    1.786,90
    -6,20 (-0,35%)
     
  • BTC-USD

    54.888,06
    -271,97 (-0,49%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.276,57
    +13,61 (+1,08%)
     
  • S&P500

    4.173,42
    +38,48 (+0,93%)
     
  • DOW JONES

    34.137,31
    +316,01 (+0,93%)
     
  • FTSE

    6.902,28
    +6,99 (+0,10%)
     
  • HANG SENG

    28.755,34
    +133,42 (+0,47%)
     
  • NIKKEI

    29.188,17
    +679,62 (+2,38%)
     
  • NASDAQ

    13.893,50
    -25,75 (-0,18%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,6483
    -0,0537 (-0,80%)
     

Giro da Saúde: tipo sanguíneo e COVID; vacina nasal; medicamento aprovado

Luciana Zaramela
·15 minuto de leitura

Mais uma semana… e repleta de destaques no campo da ciência e da saúde. Com informações que variam desde novas cepas a imunização, o noticiário foi recheado de novidades a respeito do Plano Nacional de Imunização e os novos acordos por vacina para os brasileiros. Fora daqui, assuntos relacionados à COVID-19 também foram destaque, principalmente no que tange o uso de medicamentos e as novas diretrizes do CDC, dos EUA, quanto ao uso de máscaras por quem já foi totalmente vacinado.

Esses e outros destaques você confere agora, aqui no Giro da Saúde.

CoronaVac é eficiente contra três variantes que circulam no Brasil

CoronaVac: Butantan garante que a vacina é eficaz contra variantes que circulam no Brasil (Imagem: Divulgação/Instituto Butantan)
CoronaVac: Butantan garante que a vacina é eficaz contra variantes que circulam no Brasil (Imagem: Divulgação/Instituto Butantan)

Uma nova pesquisa desenvolvida pelo Instituto Butantan apontou que a vacina CoronaVac é, sim, eficaz contra as três variantes do coronavírus SARS-CoV-2 — a britânica (B.1.1.7), a de Manaus (B.1.1.28) e a sul-africana (B.1.351) — em circulação no Brasil. "Estamos diante de uma vacina que é efetiva em proteção contra essas variantes que estão circulando neste momento", afirmou Dimas Covas, diretor do instituto. O estudo completo ainda não foi publicado.

A pesquisa inicialmente utilizou amostras de sangue de 35 participantes vacinados durante a Fase 3 do estudo clínico. Porém, "o estudo completo inclui um número maior de amostras, que já estão em análise. Os resultados completos serão divulgados posteriormente", afirmou o governo de São Paulo em comunicado oficial.

O estudo contou com soros de pessoas vacinadas, obtidos por coleta sanguínea convencional. Através das amostras de soro, os pesquisadores conseguiram identificar e verificar a eficácia dos anticorpos gerados por seus sistemas imunes após a aplicação do imunizante. Em nota, o Butantan explicou o seguinte: "As amostras são colocadas em um cultivo de células e, posteriormente, infectadas com as variantes. A neutralização consiste em testar se os anticorpos gerados em decorrência da vacina vão neutralizar, ou seja, combater o vírus nesse cultivo".

Os cientistas atribuem o sucesso da vacina à sua formulação, já que ela usa fragmentos inativados do coronavírus SARS-CoV-2, e não apenas as proteínas espiculares inseridas em um adenovírus, por exemplo. Sendo assim, a tecnologia utilizada na vacina pode ter feito com que ela seja mais abrangente no quesito variantes.

Leia mais no Canaltech

Fiocruz inicia produção em grande escala da vacina de Oxford

Máquinas a todo vapor: Fiocruz começa a produzir vacina em solo nacional (Imagem: Raquel Portugal/Fiocruz Imagens)
Máquinas a todo vapor: Fiocruz começa a produzir vacina em solo nacional (Imagem: Raquel Portugal/Fiocruz Imagens)

Finalmente! A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou na semana passada que está iniciando a produção, em larga escala, da vacinda de Oxford, em parceria com a AstraZeneca. A expectativa é de entregar 3,8 milhões de doses até o final de março, chegando a 30 milhões em abril e com 100 milhões ainda neste primeiro semestre de 2021. Todas serão entregues ao governo federal e usadas no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A notícia veio após uma série de atrasos envolvendo insumos e problemas em equipamentos e materiais, a exemplo dos lacres dos frascos de vacina. Em declaração, o vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fiocruz, Marco Krieger, definiu o assunto como uma guerra que, após a observação minuciosa de vários parâmetros, chegou ao fim.

De acordo com os critérios de testagem, é preciso que a fundação realize três produções seguidas e independentes de vacinas, de forma regular, para que a consistência dos imunizantes por ela produzidos possa ser verificada. O objetivo da Fiocruz é trabalhar, inicialmente, com um volume de 600 mil a 700 mil doses produzidas diariamente, um ritmo que será acelerado até chegar a uma capacidade de 1,2 milhão de unidades ao dia.

Saiba mais sobre este assunto, clique aqui!

Anvisa autoriza vacina de Oxford e libera Remdesivir contra COVID

Segunda vacina aprovada no Brasil e remédio para uso hospitalar passam pelo crivo da agência (Imagem: Dimitri Karastelev/Unsplash)
Segunda vacina aprovada no Brasil e remédio para uso hospitalar passam pelo crivo da agência (Imagem: Dimitri Karastelev/Unsplash)

Poucos dias após o anúncio da Fiocruz, na sexta-feira (12) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu registro definitivo ao imunizante de Oxford/AstraZeneca para uso no país. Assim, a vacina Covishield é, oficialmente, a segunda com liberação pela agência reguladora em caráter definitivo, e não mais para uso emergencial. A estimativa é que sejam entregues, até o final de março, 15 milhões de doses da vacina para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Até julho, a expectativa envolve 100,4 milhões de doses.

Outra boa nova que veio para acompanhar o registro definitivo da vacina de Oxford é a aprovação do antiviral Remdesivir para tratamento de pessoas infectadas com COVID-19 e internadas em hospitais. O Remdesivir é um medicamento sintético produzido pela biofarmacêutica Gilead Sciences e administrado de forma intravenosa. Na prática, ele impede a replicação viral. Com o registro, o Remdesivir passará a ser administrado em pacientes com pelo menos 12 anos de idade e 40 kg, hospitalizados com quadro de pneumonia e carentes de administração suplementar de oxigênio, mas sem ventilação mecânica.

Para mais detalhes, acesse a notícia completa

Vacina nasal "made in Brazil"

Vacina em forma de spray, sem agulhada, pode ser o novo imunizante brasileiro (Imagem: Fidel Forato/Canaltech)
Vacina em forma de spray, sem agulhada, pode ser o novo imunizante brasileiro (Imagem: Fidel Forato/Canaltech)

Pesquisadores brasileiros também estão buscando fabricar imunizantes para combater o SARS-CoV-2 e barrar a disseminação desenfreada da COVID-19. Agora, profissionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade de São Paulo (USP) estão contando com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para desenvolver uma vacina nasal, em forma de spray.

O estudo conta com duas frentes, sendo uma delas liderada pelo pesquisador Jorge Kalil, professor de imunologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do laboratório de Imunologia do Incor. Aqui, é utilizada uma vacina baseada em nanopartículas retiradas do coronavírus. A outra está sob direção de Ricardo Gazinelli, diretor do Centro de Tecnologia de Vacinas, professor de imunologia da UFMG. Ela propõe o desenvolvimento de vacina bivalente, baseada na plataforma da genética reversa do vírus influenza, utilizando um vírus não replicante contendo a proteína spike do SARS-CoV-2.

As duas potenciais abordagens já concluíram os testes iniciais, de forma promissora, em animais de laboratório. A previsão é que, no estudo clínico de Fase 1, sejam testadas a segurança e a toxidade em 140 pacientes voluntários. Na Fase 2, os cientistas avaliarão a quantidade de vacina e doses, além da melhor combinação que deve ser realizada.

Vale ainda ressaltar que a mucosa nasal garante resposta imunológica significativa. Além disso, o trato respiratório, como um todo, é um grande alvo do coronavírus.

Leia mais sobre a pesquisa

Mercado negro tem vacinas a preços astronômicos

Na dark web, pessoas compram e vendem vacinas — mas sem saber exatamente se são de verdade (Imagem: Divulgação/Kaspersky)
Na dark web, pessoas compram e vendem vacinas — mas sem saber exatamente se são de verdade (Imagem: Divulgação/Kaspersky)

O combate ao coronavírus por meio da vacinação já começou, e não só o Brasil, como vários outros países de todo o mundo já iniciaram suas campanhas de imunização. Paralelamente a isso, as atividades no mundo do crime também não param: já foi aberta a temporada de venda de vacinas na dark web, e além de preços absurdos, também não existe garantia nenhuma de que aquele produto é realmente um imunizante. Os valores vão de US$ 250 a US$ 1.200, ou seja, de R$ 1.500 a R$ 7 mil.

De acordo com a Kaspersky, empresa de cibersegurança, a venda vai desde doses de vacinas como as da Pfizer, Moderna e AstraZeneca até aquelas que ainda não foram certificadas por agências internacionais ou pelo governo brasileiro. Os pagamentos, claro, são feitos da forma mais anônima possível: por criptomoedas. Qualquer conversa entre vendedor e cliente é realizada em ambiente totalmente criptografado. A a maioria dos vendedores irregulares de vacinas está em quatro países: Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido.

No Canaltech você encontra screenshots e mais detalhes sobre as vacinas na dark web

Vacina da Pfizer: falta pouco!

Vacina da Pfizer está chegando ao Brasil (Imagem: Divulgação/BioNTech)
Vacina da Pfizer está chegando ao Brasil (Imagem: Divulgação/BioNTech)

O Governo Federal, no início da semana passada, anunciou que 14 milhões de doses da vacina da Pfizer estariam a caminho, já que as negociações avançaram. A data estipulada é entre maio e junho, e os imunizantes devem acelerar o Plano Nacional de Imunização (PNI) contra COVID-19.

Além da vacina da Pfizer/BioNTech contra a COVID-19, Airton Soligo, assessor especial do Ministério da Saúde, afirmou que o governo também negocia a compra de 30 milhões de doses da vacina da Janssen, do grupo Johnson & Johnson. “O mais importante dizer que não é apenas a Pfizer. Também tem 30 milhões da Janssen, que o presidente também terá no mesmo objetivo uma reunião nesse sentido", afirmou Soligo.

Confira a notícia sobre as doses da Pfizer/BioNTech na íntegra

OMS autoriza uso emergencial da vacina da Johnson & Johnson

Vacina da Janssen (da Johnson & Johnson) também foi aprovada pela OMS (Imagem: Divulgação/Johnson & Johnson)
Vacina da Janssen (da Johnson & Johnson) também foi aprovada pela OMS (Imagem: Divulgação/Johnson & Johnson)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou, conforme divulgado nesta sexta-feira (12), o uso emergencial da vacina da Janssen, empresa biofarmacêutica do grupo Johnson & Johnson. Basta uma dose para atingir a imunização completa, segundo o fabricante.

Em coletiva de imprensa, o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, afirmou que o consórcio internacional Covax Facility já adquiriu 500 milhões de doses desta vacina contra a COVID-19 e que a distribuição global destas doses deve ser feita a partir de julho. Vale lembrar que a vacina da Janssen já recebeu autorização da agência regulatória de saúde dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), e realizou parte dos estudos clínicos de Fase 3 com voluntários brasileiros.

A vacina da Johnson adota uma plataforma de vetor viral não replicante: nela, são colocados fragmentos do SARS-CoV-2 (a proteína spike) dentro de um adenovírus humano (Ad26), modificado para não se replicar mais. A partir desse fragmento de material genético do coronavírus nas células, o sistema imunológico do corpo aprende a identificar o agente agressor e combater o coronavírus real quando novas exposições acontecerem na vida do imunizado.

Leia mais sobre a coletiva da OMS e o imunizante da Johnson

Tipo sanguíneo interfere na reação à COVID-19

Quem tem sangue A parece ser mais susceptível a desenvolver formas graves de COVID-19 (Imagem: Rawpixel)
Quem tem sangue A parece ser mais susceptível a desenvolver formas graves de COVID-19 (Imagem: Rawpixel)

Já não é a primeira vez que falamos sobre isso aqui no Canaltech, mas um novo estudo conduzido pelo Hemocentro e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP), da USP, revelou que pessoas com tipo sanguíneo A são 2,5 vezes mais propensas a desenvolverem a forma grave da COVID-19 após o contágio.

De acordo com o Hemocentro, os resultados foram obtidos através da análise de um estudo realizado no ano passado, que usava plasma de pessoas recuperadas para ajudar na recuperação de pacientes em estado grave. Sendo assim, foi observado que 37 de 72 pacientes em estado crítico, que haviam recebido plasma do Hemocentro, tinham sangue do tipo A, e 28% deles do tipo O. Com isso, os autores do estudo concluíram que pessoas com sangue tipo A podem apresentar formas mais severas da infecção, enquanto as pessoas com sangue tipo O conseguiriam melhor resposta imune em relação aos demais tipos sanguíneos.

Mas, quais seriam os motivos da prevalência da gravidade em pessoas com sangue do tipo A? Essa questão ainda não tem uma explicação científica, mas os especialistas acreditam na associação desta tipagem com a falta dos anticorpos que estão presentes em outros tipos de sangue. Vale, ainda, comentar que pacientes com sangue O são menos propensos a desenvolver trombose — condição que surge em quadros agravados da COVID.

Aqui você encontra mais informações sobre o estudo

Nova lei facilita compra de vacinas da Pfizer e Janssen por entes federados

Estados e municípios (e até empresas) agora podem negociar direto com os fabricantes de vacina (Imagem: Jubjang/Rawpixel)
Estados e municípios (e até empresas) agora podem negociar direto com os fabricantes de vacina (Imagem: Jubjang/Rawpixel)

Outra notícia que trouxe esperança por mais vacinas no Brasil foi a de que, após a sanção do presidente Jair Bolsonaro, uma nova lei facilita a compra de vacinas da Pfizer e Janssen por estados e municípios. Há, entretanto, uma ressalva: foi vetada a obrigação da União em arcar com os custos das compras dos imunizantes por estados e municípios.

Com as sanções feitas pelo presidente, empresas privadas poderão fazer a compra de vacinas contra a COVID-19, mas precisarão doar para o Sistema Único de Saúde (SUS) durante o programa de imunização de pessoas do grupo de risco. Além disso, os riscos de crime de responsabilidade civil, caso as vacinas provoquem algum efeito adverso nas pessoas, ficam por conta do comprador. Isso pode abrir caminho para a entrada de mais vacinas no Brasil.

Um dos vetos de Bolsonaro possibilita que os entes subnacionais fechem contrato com as farmacêuticas na compra de vacinas em caráter suplementar, usando verbas da União. Apesar da medida, governos locais estão autorizados a realizar as compras. Os estados e municípios estão cientes, ainda, do amparo do Supremo Tribunal Federal, que entende a importância das medidas de combate à pandemia. No entanto, precisarão usar verbas próprias.

Saiba mais: acesse a notícia completa

Vacina brasileira está iniciando os primeiros testes

Genuinamente brasileira: temos uma vacina de proteína recombinante "no forno" (Imagem: Hakan Nural/Unsplash)
Genuinamente brasileira: temos uma vacina de proteína recombinante "no forno" (Imagem: Hakan Nural/Unsplash)

Uma vacina genuinamente brasileira está a caminho, pelas mãos da farmacêutica Farmacore, em parceria com a americana PDS Biotechnology e a Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. Com testes em fase pré-clínica, ou seja, realizados apenas em animais, o potencial imunizante já está com a documentação entregue à Anvisa para que, com a aprovação, inicie os testes em humanos.

Para Helena Faccioli, em entrevista à CNN, a maior aposta desse imunizante é a proteção em longo prazo. Os resultados finais de alguns testes em camundongos serão finalizados no mês de março, e a Farmacore vem realizando algumas reuniões de acompanhamento com a própria equipe técnica da Anvisa.

A vacina brasileira usa tecnologia de proteína recombinante, algo que a difere dos imunizantes já em uso no Brasil, que usam vetor viral. O imunizante se forma por uma partícula nanolipídica e uma proteína recombinante, chamada S1, que é derivada do coronavírus e também é segura, de fácil manuseio e de fácil produção. Outra diferença é que a vacina não conta com fragmentos de vírus, nem vírus atenuado, muito menos tecnologias de mRNA.

Conheça melhor o imunizante brasileiro, ainda em testes com animais

Surto de COVID-19 interdita UTI neonatal no AL

15 bebês infectados: UTI neonatal de hospital-escola do Alagoas é interditada após surto de COVID-19 entre recém-nascidos (Imagem: Christian Bowen/Unsplash)
15 bebês infectados: UTI neonatal de hospital-escola do Alagoas é interditada após surto de COVID-19 entre recém-nascidos (Imagem: Christian Bowen/Unsplash)

Algo inusitado aconteceu em Maceió (AL) na última semana: um surto de COVID-19 acometeu 15 bebês prematuros em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, no Hospital Santa Mônica. Segundo a direção da maternidade, outros dois bebês estavam com suspeita de COVID-19, mas apresentaram resultado negativo.

O surto foi identificado após dois bebês apresentarem sintomas para a doença. Após o diagnóstico, os médicos optaram por testar todas as crianças da ala. A maternidade informa que alguns dos bebês infectados pelo coronavírus vieram de outros municípios e foram internados já doentes. Além disso, outros recém-nascidos são filhos de mães que estavam com COVID-19, enquanto a outra parte teria sido contaminada dentro da própria maternidade.

A unidade precisou ser interditada até o controle da situação. Vale salientar que o centro de saúde é considerado referência no estado para atendimento de gestantes e recém-nascidos de alto risco, dentro do SUS.

Mais informações sobre o caso você encontra aqui

Vacinados com a segunda dose podem se reunir sem máscara (em grupos pequenos)

Estados Unidos vislumbram futuro sem máscaras — desde que respeitadas as novas diretrizes (Imagem: Anna Shvets/Pexels)
Estados Unidos vislumbram futuro sem máscaras — desde que respeitadas as novas diretrizes (Imagem: Anna Shvets/Pexels)

De acordo com uma nova orientação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, quem já tomou as duas doses da vacina contra COVID-19 já pode se reunir com mais pessoas sem ter que usar máscara — desde que em grupos pequenos. De acordo com as novas diretrizes do CDC, aqueles que já foram completamente imunizados, isto é, tomaram as duas doses requeridas das vacinas aprovadas nos EUA, podem até mesmo visitar pessoas não vacinadas se não pertencerem de forma alguma ao grupo de risco. As pessoas vacinadas que por ventura se expuserem ao vírus não precisam ficar em quarentena ou fazer um teste, desde que sejam assintomáticas.

Mas, então, o uso de máscara está abolido depois da segunda dose? Calma, não é bem assim. O CDC deixa claro que ainda é necessário usar máscara e praticar o distanciamento social em público, se a pessoa completamente imunizada estiver se reunindo com pessoas não vacinadas de mais de um domicílio. O mesmo vale para visitas a pessoas do grupo de risco, ou que convivem com alguém desse grupo.

"Existem algumas atividades que as pessoas totalmente vacinadas podem começar a ser retomadas agora na privacidade de suas próprias casas. Todos, mesmo aqueles que foram vacinados, devem continuar com todas as estratégias quando em locais públicos”, garantiu a diretora do CDC, Rochelle Walensky.

Para saber mais sobre o assunto, clique aqui

Brasil pode virar berço de variantes perigosas do coronavírus

Com vacinação lenta e taxa de transmissão alta, cientistas temem que Brasil se torne uma "fábrica de variantes" (Imagem: HwangMangjoo/Rawpixel)
Com vacinação lenta e taxa de transmissão alta, cientistas temem que Brasil se torne uma "fábrica de variantes" (Imagem: HwangMangjoo/Rawpixel)

O surgimento de variantes do coronavírus no Brasil tem preocupado cientistas ao redor do mundo, já que a situação por aqui não anda nada fácil. Fatores como a falta de controle de transmissão do coronavírus, novas cepas e o lento processo de vacinação da população brasileira estão entre os principais motivos de preocupação para os especialistas, que vislumbram um cenário ainda mais perigoso, o qual estão chamando de máquina de novas mutações.

A BBC entrou em contato com pesquisadores da Imperial College London e da Universidade de Leicester, ambas no Reino Unido. Para os cientistas, o contato de pessoas vacinadas com as variantes pode resultar no surgimento de mutações ainda mais potentes e perigosas, capazes ainda de não serem barradas pelos imunizantes. Para Julian Tang, virologista da Universidade de Leicester, a variante de Manaus, batizada de P.1, é a mais perigosa quando em contato com pessoas que acabaram de ser imunizadas. A cepa, ao entrar em contato com a célula humana, vai se deparar com poucos anticorpos. A partir daí, quando o vírus se replicar dentro do organismo, pode fazer com que novas mutações, ainda mais resistentes, comecem a surgir.

"Se você é vacinado numa segunda-feira, você não está imediatamente protegido. Leva algumas semanas para os anticorpos da vacina aparecerem e você ainda pode se infectar pelo vírus original ou pela variante P.1", conta o especialista, que ainda alerta para que as pessoas mantenham o distanciamento social, higienizem bem as mãos e usem máscaras.

Acesse a notícia na íntegra para mais detalhes

Mais sobre saúde e ciência:




Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: