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Giro da Saúde: origem do coronavírus; vacina brasileira; remédio anti-COVID

Luciana Zaramela
·16 minuto de leitura

Estamos começando mais uma semana, e para que você fique bem informado sobre o que aconteceu nos últimos dias no universo da saúde, o Canaltech, como de praxe, traz um resumo das principais notícias dos últimos sete dias. Como já poderíamos esperar, o coronavírus lidera o noticiário, seja com vacinas, novas variantes e descobertas. É sobre isso (e um pouco mais) que vamos falar no Giro da Saúde de hoje.

Vacina brasileira contra COVID a caminho

A vacina da UFMG pode ficar pronta em 2022 (Imagem: cuz.gallery/Rawpixel)
A vacina da UFMG pode ficar pronta em 2022 (Imagem: cuz.gallery/Rawpixel)

Começamos a coluna com uma notícia animadora: o Brasil pode ter sua própria vacina até 2022. O primeiro imunizante nacional contra COVID-19 está sendo desenvolvido pelo Centro de Tecnologia em Vacinas (CT-Vacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Futuramente, outros parceiros poderão participar do projeto, como a Fundação Ezequiel Dias (Funed) — que pode ser a responsável pela fabricação das vacinas.

Ainda em fase inicial, o projeto precisa iniciar e publicar os primeiros resultados de seus estudos clínicos. Até o momento, ainda não sabemos qual vai ser a composição do imunizante, já que são necessários testes de toxigenicidade, definição das amostragens e captação de voluntários. De acordo com entrevista dos pesquisadores à Agência Brasil, será preparado um lote piloto para testagem em animais, e que servirá também para humanos.

A formulação contempla o teste clínico de segurança, inicialmente, passando para o de imunogenicidade, e, posteriormente, o teste de proteção. Se houver investimentos, os testes em humanos podem ser realizados ainda neste ano. A estimativa de investimento necessário para as fases 1 e 2 é de R$ 15 a 30 milhões. Já na etapa clínica, são necessáirios R$ 100 milhões. Vale lembrar que a pesquisa já angariou R$ 5 milhões para que o projeto tivesse início.

Saiba mais acessando a notícia na íntegra

Furar fila de vacinação pode se tornar crime

Aumento de casos de pessoas tentando furar a fila acende alerta no Brasil e pode virar crime (Imagem: Jcomp/Freepik)
Aumento de casos de pessoas tentando furar a fila acende alerta no Brasil e pode virar crime (Imagem: Jcomp/Freepik)

Você já deve ter lido, ouvido ou visto alguma coisa sobre pessoas furando filas durante a campanha de vacinação nacional contra COVID-19, para tentar tomar a vacina no lugar dos grupos preferenciais. Isso tem se tornado uma prática recorrente, tanto que chamou a atenção das autoridades brasileiras: a Câmara aprovou na última quinta-feira (11) um projeto de lei de autoria do deputado Fernando Rodolfo (PL) que torna crime o ato de furar a fila da imunização, prevendo uma pena de até três anos para o infrator.

Se o projeto for aprovado pelo Senado, será criado um novo tipo de crime, chamado de "infração a plano de imunização", já que o código penal brasileiro ainda não prevê o ato de furar fila de vacinas como criminoso. A iniciativa é importante, já que existem doses limitadas de imunizantes contra a COVID-19 no país. É por conta disso que as autoridades de saúde pública estão priorizando os grupos de risco.

Além de prever punição para os fura-filas, o projeto também visa penalidade para o crime de peculato, com uma pena três a 13 anos de prisão e multa por apropriação, desvio ou subtração de bem ou insumo médico, terapêutico, sanitário, vacinal ou de imunização, público ou particular. Ademais, caso aprovado, o projeto deve tornar crime qualquer afronta aos planos de imunização federais, estaduais, distritais ou municipais.

Leia mais sobre o projeto de lei no Canaltech

Fiocruz inicia produção de vacina da AstraZeneca/Oxford

Trabalhando com insumos importados neste primeiro momento, a Fiocruz pretende fabricar tudo no Brasil a partir de abril (Imagem: Raquel Portugal/Fiocruz Imagens)
Trabalhando com insumos importados neste primeiro momento, a Fiocruz pretende fabricar tudo no Brasil a partir de abril (Imagem: Raquel Portugal/Fiocruz Imagens)

Finalmente a produção de vacinas da AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, teve início no Brasil, pelas mãos da Fiocruz, mas ainda com insumos importados. Na última quarta-feira (10), a matéria-prima importada da China começou a ser descongelada para a fabricação do primeiro lote da vacina contra a COVID-19. A expectativa é que seja entregue o primeiro milhão de doses entre os dias 15 e 19 de março.

A Fiocruz recebeu o primeiro carregamento do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), desenvolvido em Xangai, para iniciar a produção nacional das doses no primeiro sábado do mês, contendo cerca de 90 litros de IFA. O material precisa ficar armazenado a temperatura extrema de -55 ºC.

Convertendo isso em números, será possível fabricar 2,8 milhões de doses. Além dessa primeira carga de insumos, a Fiocruz aguarda outras duas remessas para este mês.

Se tudo correr conforme o cronograma e a Fiocruz receber a tempo os três lotes de insumos, devem ser entregues, até o final de março, 15 milhões de doses da vacina para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. Esse número deve chegar a 100,4 milhões de doses até julho, já que, entre fevereiro e o início de março, a fábrica da Fiocruz trabalhará com uma única linha de produção, cuja capacidade é de 700 mil doses envasadas por dia.

Uma segunda linha de produção estará ativa até o final do mês que vem. "Então, no final de março, já estaremos produzindo cerca de 1,3 milhão de doses por dia, cinco dias por semana. Pelo plano atual, a gente prevê entregar os 100,4 milhões de doses no começo de julho. Esse é o plano que nós temos nesse momento", afirmou o diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Maurício Zuma, em comunicado.

Quer saber tudo sobre os planos da Fiocruz e os prazos? Acesse aqui!

FOMO: você sabe o que é isso?

Você anda espiando as redes sociais mais do que o normal e se sente triste por "estar de fora"? (Imagem: Maxim Ilyahov/Unsplash)
Você anda espiando as redes sociais mais do que o normal e se sente triste por "estar de fora"? (Imagem: Maxim Ilyahov/Unsplash)

Muita gente está falando sobre FOMO por aí. Afinal, o que essa sigla significa? Oriunda do termo em inglês Fear of Missing Out, o FOMO pode ser interpretado como o medo de ficar de fora. Em outras palavras, é aquela sensação estranha que traz para as pessoas um senso de urgência que pode se tornar algo grave, tanto psicológica e financeiramente, ao ver fotos e status dos outros nas redes sociais.

Cada vez mais, as pessoas estão dependentes de seus telefones e computadores, sentindo uma necessidade inexplicável de estar no mundo virtual. O sentimento ou a percepção de que as outras pessoas estão se divertindo mais, tendo vidas melhores e passando por experiências mais incríveis que as suas é resultado desse medo, e isso acaba prejudicando a autoestima, gerando situações de estresse e até mesmo de falta de dinheiro.

Você pode sentir os efeitos do FOMO ao navegar pelo Instagram, por exemplo, e ver pessoas em viagens, festas, eventos, praias, entre outras situações. Se você se sente frustrado por estar perdendo algo na sua vida, ou por não estar participando de atividades tão incríveis quanto as que as outras pessoas mostram nas redes, pode ser que esteja sofrendo de FOMO. Estresse, falta de foco, falta de dinheiro e dispêndio de muito tempo nas redes sociais são indicativos de que algo não está certo.

Se você sentir que está a cada vez mais irritado, estressado e com sentimentos de tristeza, procure ajuda de um profissional. Pode ser que esteja relacionado ao FOMO, e o primeiro passo é aprender a se desvincular da necessidade de estar sempre de olho no que as outras pessoas postam nas redes.

Saiba tudo sobre o FOMO no Canaltech

Café pode ser um aliado do coração

Curte um cafezinho? Essa notícia é para você! (Imagem: Jessica Lewis/Unsplash)
Curte um cafezinho? Essa notícia é para você! (Imagem: Jessica Lewis/Unsplash)

Vai um cafezinho aí? Um estudo publicado na revista científica American Heart Association Journal apontou que nosso tão querido café pode diinuir riscos de insuficiência cardíaca. Para analisar os benefícios do café, os pesquisadores categorizaram o consumo em 0, 1, 2 ou 3 xícaras por dia. Aproximadamente 21 mil pessoas participaram da pesquisa, que contou com aprendizado de máquina para examinar os dados desses participantes e analisar o risco de aterosclerose e situação cardiovascular.

Como resultado, os participantes que relataram beber uma ou mais xícaras de café com cafeína tiveram diminuição em longo prazo no risco de insuficiência cardíaca — o risco de desenvolver a doença ao longo das décadas diminuiu de 5% a 12%, em comparação com a ausência de consumo de café.

Além disso, o risco de insuficiência cardíaca se apresentou cerca de 30% menor em pessoas que bebiam pelo menos 2 xícaras por dia. Em contrapartida, beber café descafeinado demonstrou um efeito oposto, aumentando significativamente o risco de desenvolver a doença.

"A associação entre cafeína e redução do risco de insuficiência cardíaca foi surpreendente. Café é frequentemente considerado como ruim para o coração porque as pessoas os associam a palpitações, pressão alta etc. A relação consistente entre o aumento do consumo de cafeína e a diminuição do risco de insuficiência cardíaca muda essa suposição. No entanto, ainda não há evidências claras o suficiente para recomendar o aumento do consumo de café para diminuir o risco de doenças cardíacas com a mesma força e certeza de parar de fumar, perder peso ou praticar exercícios", apontou David P. Kao, MD, autor sênior do estudo.

Quer ler o estudo e saber mais sobre os achados? Acesse a notícia!

OMS diz que coronavírus circulou pela China antes do que se imaginava

Apostas são de que o SARS-CoV-2 circula no país desde outubro de 2019 (Imagem: Ling Tang/Unsplash)
Apostas são de que o SARS-CoV-2 circula no país desde outubro de 2019 (Imagem: Ling Tang/Unsplash)

A comitiva da Organização Mundial da Saúde (OMS) está na China investigando as origens do coronavírus, e algumas constatações já foram feitas. As pesquisas tiveram início no final de janeiro, após visitação em hospitais e mercados abertos. Agora, os cientistas acabam de revelar uma descoberta importante: cerca de 90 pessoas na China foram hospitalizadas com sintomas da COVID-19 meses antes do surto inicial da doença.

A descoberta, que ainda precisa passar por revisão, aumenta a possibilidade de que o SARS-CoV-2 estivesse circulando no país antes do mundo saber da sua existência. Como já faz mais de um ano desde a primeira contaminação conhecida, a imunidade natural dos pacientes contaminados já pode ter desaparecido.

Sendo assim, os investigadores pediram para que as autoridades refaçam os testes — mas usando as amostras de sangue coletadas ainda em 2019, que estão preservadas em um banco de sangue. Caso a descoberta seja confirmada, ela pode significar que o surto em Wuhan começou em outubro de 2019.

Quer ler a notícia completa? Clique aqui

Pessoas completamente imunizadas não precisam de quarentena, diz CDC

Após a segunda dose e respeitado o prazo de imunização, a quarentena não precisa ser feita — ao menos nos EUA (Imagem: Gerd Altmann/Pixabay)
Após a segunda dose e respeitado o prazo de imunização, a quarentena não precisa ser feita — ao menos nos EUA (Imagem: Gerd Altmann/Pixabay)

Pessoas que tomaram as duas doses da vacina contra COVID-19 precisam fazer quarentena? Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, não. O órgão anunciou, na quarta-feira passada (10), que pessoas que foram totalmente vacinadas contra a COVID-19 podem pular a quarentena se forem expostas a alguém infectado com o vírus. Isso não significa que as pessoas vacinadas devem parar de tomar precauções, no entanto. Com o comunicado, o CDC quer dizer que simplesmente não é necessário que os vacinados fiquem isolados em casa.

Além disso, vale ponderar o seguinte: o organismo, normalmente, leva duas semanas para construir imunidade total após a tomada das duas doses. Então é preciso respeitar os cuidados de higienização das mãos e uso de máscaras, bem como o distanciamento social, durante esse período após a tomada da segunda dose. Dada a imunização completa e dentro do prazo estipulado, aí sim os vacinados estarão com a imunidade em dia contra o coronavírus e podem deixar de se preocupar com a quarentena após terem sido expostos (ou tiverem tido contato) com o vírus.

Vale lembrar que, nos EUA, as duas vacinas atualmente aplicadas em campanhas contra COVID são as da Moderna e da Pfizer. Aqui no Brasil, contamos com diferentes imunizantes (AstraZeneca e CoronaVac), e as autoridades locais ainda não fizeram recomendações como as do órgão americano.

O conteúdo completo sobre a recomendação do CDC está no Canaltech

Variante britânica pode contaminar vacinados

Conhecida como Kent, a variante britânica preocupa pesquisadores (Imagem: Pete Linforth/Pixabay)
Conhecida como Kent, a variante britânica preocupa pesquisadores (Imagem: Pete Linforth/Pixabay)

Na semana passada, mais um alerta envolvendo a nova variante do coronavírus, oriunda do Reino Unido, foi emitido pelas autoridades do país: conhecida como Kent, a cepa poderia recontaminar pessoas que já tiveram COVID-19 ou ainda pessoas imunizadas contra a infecção. Apesar da suposição ter sido veiculada em tom de alerta, vale ressaltar que ainda faltam mais estudos considerando seu potencial de infecção.

Para compreender melhor os riscos que as novas mutações acarretam para a cepa, pesquisadores devem acompanhar, em detalhes, casos de pacientes contaminados. De acordo com o programa de vigilância genética do Reino Unido, a variante pode vir a ser a cepa dominante nos próximos dias, e em todo o mundo. Para Sharon Peacok, membro do programa do governo, a nova variante "varreu o país" e "vai varrer o mundo".

O grupo do qual Sharon faz parte já analisou mais de 20 mil testes positivos para COVID-19. Sem grandes esperanças, a estimativa é que a luta contra o coronavírus dure até 10 anos.

Leia o conteúdo na íntegra

Vacinas contra COVID serão testadas em crianças

Contra COVID-19, empresas de vacinas já estão planejando testes com crianças (Imagem: CDC/Unsplash)
Contra COVID-19, empresas de vacinas já estão planejando testes com crianças (Imagem: CDC/Unsplash)

Qual a relação entre o coronavírus e as crianças? Ainda misteriosa aos olhos da ciência, essa resposta segue sendo buscada por especialistas de todo o mundo. Afinal, os pequenos podem agir como propagadores silenciosos da doença, e ainda não se sabe quais são os possíveis efeitos sequelares do SARS-CoV-2 no organismo da meninada.

Agora que as primeiras vacinas já estão sendo entregues aos grupos de risco em vários países do globo, chegou a hora de pensar na imunização infantil: a Pfizer e a Moderna estão buscando crianças a partir dos 12 anos para a realização de testes clínicos de suas vacinas. Dependendo do desempenho das vacinas nessa faixa etária, as empresas podem testá-las também em crianças mais novas. E não para por aí: três outras empresas também têm em mente o estudo da vacina em crianças: Johnson & Johnson, Novavax e AstraZeneca.

Para se ter um parâmetro, os ensaios da Moderna e da Pfizer com adultos envolveram cerca de 50 mil participantes cada um. Tendo em mente que a forma grave da doença em crianças seja mais rara, é provável que os ensaios envolvam um número bem menor de pacientes nos testes clínicos. A ideia é vacinar as crianças em busca de sinais de resposta imunológica satisfatória nos pequenos.

Segundo a porta-voz da Pfizer, Keanna Ghazvini, os resultados desses testes devem vir à tona no fim do primeiro semestre ou início do segundo semestre de 2021. “Trabalhar com menores de 12 anos de idade exigirá um novo estudo e, potencialmente, uma formulação ou esquema de dosagem modificado”, disse ao jornal The New York Times.

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80% dos recuperados de COVID têm perda de memória e dificuldade de concentração

Sequelas neurológicas atingem brasileiros recuperados da COVID-19 (Imagem: Pressfoto/Freepik)
Sequelas neurológicas atingem brasileiros recuperados da COVID-19 (Imagem: Pressfoto/Freepik)

Já não é novidade que a COVID-19 pode deixar sequelas. Aliás, nesta semana, saiu um estudo do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP) que traz dados alarmantes: 80% dos pacientes recuperados de COVID-19 que participaram da pesquisa apresentaram disfunções cognitivas, como perda de memória, dificuldade de concentração, compreensão e raciocínio.

Outras habilidades que ficaram prejudicadas após a remissão da doença envolvem execução simultânea de várias tarefas e comportamento estável: os pacientes relatam que estão oscilando emocionalmente, além de estarem sofrendo de confusão mental. Apesar de já serem rastros conhecidos deixados pelo coronavírus, é possível que, com diagnóstico precoce, o tratamento evite o aparecimento tardio desses sintomas.

Segundo a instituição, até mesmo pacientes com sintomas leves (ou assintomáticos) podem vir a desenvolver sequelas neurológicas posteriores à recuperação da COVID-19.

Para chegar à descoberta, a equipe usou um jogo mental digital avaliativo. A primeira fase do estudo foi feita com 185 pessoas, entre março e setembro de 2020, mas atualmente já são 430 pacientes em acompanhamento na pesquisa.

Leia mais sobre as sequelas neurológicas e a pesquisa do Incor

Pesquisadores brasileiros alertam para transmissão de coronavírus pelo ar

Comprovado também no Brasil, após coleta de amostras de hospitais: o coronavírus pode ficar suspenso no ar (Imagem: Mohamed Hassan/Pixabay)
Comprovado também no Brasil, após coleta de amostras de hospitais: o coronavírus pode ficar suspenso no ar (Imagem: Mohamed Hassan/Pixabay)

Nós já falamos muito sobre as formas de transmissão do coronavírus aqui no Canaltech, e já foi mostrado como acontece a propagação da doença pelo ar — principalmente em ambientes fechados. Dessa fez, quem faz coro aos estudos que avaliam o assunto são cientistas brasileiros.

Uma equipe de pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) comprovou a presença do vírus da COVID-19 nas partículas do ar, o que acende alerta sobre os riscos de contágio em ambientes com pouca ventilação.

Desenvolvido pelos pesquisadores do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) da UFMG, o estudo foi publicado na revista científica Environmental Research. Segundo o pesquisador Ricardo Passos, “os principais resultados dessa etapa da pesquisa são importantes, porque apresentam evidências, baseadas em métodos científicos, da presença de coronavírus em aerossóis. Mais uma comprovação científica de que o coronavírus pode estar no ar”.

Os aerossóis são as famosas "nuvens" de partículas virais misturadas a gotículas de saliva que pairam no ar, já que o coronavírus é muito leve e microscópico. Para avaliar se o coronavírus se enquadraria nessa perspectiva, os pesquisadores analisaram dois hospitais de Belo Horizonte, já que são ambientes controlados onde havia presença de pacientes contaminados. Assim, os pesquisadores coletaram amostras de ar e, ao analisá-las em laboratório, constataram que, sim: havia presença do SARS-CoV-2 suspenso no aerossol.

Não foram identificadas partículas de coronavírus em amostras coletadas de ambientes abertos, no entanto.

Leia mais sobre o assunto no Canaltech

Remédio inalável pode ajudar a curar COVID-19

Em testes em Israel, o remédio é inalável e promete bons resultados (Imagem: Thorsten Frenzel/Pixabay)
Em testes em Israel, o remédio é inalável e promete bons resultados (Imagem: Thorsten Frenzel/Pixabay)

Uma notícia que bombou na semana passada foi a do remédio descoberto por um hospital de Israel na luta contra a COVID-19, que se mostrou eficaz em casos moderados e graves. O medicamento, desenvolvido pelo Centro Médico Ichilov de Tel Aviv, completou com sucesso a Fase 1 de seu estudo clínico com humanos, segundo os pesquisadores.

Basta inalar a fórmula uma vez por dia, durante alguns minutos, por um período de cinco dias, conforme explica o professor e um dos responsáveis pela pesquisa, Nadir Arber. Em testes realizados com 30 pacientes em tratamento (com casos moderados e graves), o remédio se mostrou eficaz em 29 deles. Essas pessoas se recuperaram da COVID em um intervalo de três a cinco dias.

O efeito se dá graças à forma de atuação da droga, que combate a chamada tempestade de citocinas que o organismo libera quando entende que há infecção. Nos casos moderados e graves de COVID-19, pode haver uma quantidade exagerada de defesas na corrente sanguínea, o que pode, em vez de melhorar, piorar o quadro do paciente, levando a falências múltiplas de órgãos. Para controlar essa reação exagerada do sistema imune, o remédio israelense leva uma proteína aos pulmões, capaz de regular a resposta imunológica do paciente e controlar a tempestade de citocinas.

Embora os resultados sejam promissores, o medicamento ainda precisa passar por outras etapas de testes clínicos.

Conheça mais sobre o mecanismo de ação do remédio israelense

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Fonte: Canaltech

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