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Giro da Saúde: OMS autoriza vacina da Pfizer; Anvisa aprova a da AstraZeneca

Luciana Zaramela
·11 minuto de leitura

Então é isso: acabou-se o ano de 2020. Agora, em 2021, teremos muitas novidades para acompanhar, torcer e ver evoluir no campo da saúde, a começar pelo combate à COVID-19, que já conta com algumas vacinas, um remédio sendo testado e algumas terapias medicamentosas adjuvantes. Mas, mesmo que agora tenhamos entrado oficialmente no ano novo, a última semana contou com novidades de 2020 que merecem destaque no Giro da Saúde de hoje.

OMS autoriza vacina da Pfizer globalmente

Primeira vacina aprovada pela OMS: o que isso significa? (Imagem: Karolina Kaboompics/Rawpixel)
Primeira vacina aprovada pela OMS: o que isso significa? (Imagem: Karolina Kaboompics/Rawpixel)

A primeira notícia do Giro é também a mais animadora de 2021 até agora: em decisão inédita, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou o imunizante da Pfizer como sendo o que "atendeu aos critérios obrigatórios de segurança e eficácia", após reunião entre especialistas e membros.

Isso significa que a OMS deu sinal verde para que o mundo passe a adotar o imunizante da farmacêutica americana como primeira opção, abrindo portas para que agências reguladoras do mundo todo possam aprovar seu uso.

No entanto, o Brasil, até o momento, está em negociação com o laboratório para aquisição de doses. Ainda vai depender do governo federal, junto à Anvisa, a decisão de bater o martelo e comprar o imunizante. A parte positiva é que, após a aprovação da OMS, surge um "aval" para utilização da vacina em qualquer lugar do mundo, o que poderia agilizar o processo de obtenção de doses da Pfizer por aqui. No mundo todo, o Reino Unido, a União Europeia e os EUA já aprovaram, em caráter emergencial, o imunizante.

Com informações do Correio Braziliense

Fiocruz quer vacinação em janeiro; Anvisa aprova

Estratégia é importar direto da fábrica, na Índia (Imagem: Jcomp/Freepik)
Estratégia é importar direto da fábrica, na Índia (Imagem: Jcomp/Freepik)

De acordo com uma publicação da revista Veja no último sábado (2), a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) planeja importar doses da vacina da AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, direto da Índia — onde é produzido pelo Serum Institute, que é fornecedor do Programa Nacional de Imunização. A instituição teria solicitado à Anvisa a importação de 2 milhões de doses para começar o quanto antes.

O documento constava da seguinte argumentação: “Considerando o grave quadro sanitário imposto pela pandemia, e seus efeitos negativos em diversas áreas, sobretudo na aceleração dos números de mortes associadas à Covid-19, a Fiocruz vem explorando outras frentes que permitam antecipar a disponibilidade de vacinas”. E, na conclusão, diz o seguinte: "A possibilidade de antecipação do início da vacinação pode, concretamente, reduzir o número de mortes. Essas tratativas lograram êxito e teremos à disposição o quantitativo de 2 milhões de doses a serem entregues em janeiro."

E neste sábado (2), veio a resposta: a A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, excepcionalmente, o pedido da Fiocruz. Isso porque o imunizante ainda não foi registrado no Brasil nem sob circunstâncias de uso emergencial. Segundo a CNN Brasil, a aprovação ocorreu no mesmo dia em que o pedido foi protocolado: 31 de dezembro de 2020. Pelo visto, as vacinas já vão chegar nos próximos dias.

A Fiocruz é parceira da Universidade de Oxford e da AstraZeneca. Aqui no Brasil, as vacinas serão produzidas pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, laboratório da Fiocruz — e a produção terá início neste mês.

Mais informações na Veja e na CNN Brasil

AstraZeneca anuncia 100% de eficácia em sua vacina

Contra formas graves de COVID-19, o imunizante de duas doses garantiu 100% de eficácia (Imagem: cuz.gallery/Rawpixel)
Contra formas graves de COVID-19, o imunizante de duas doses garantiu 100% de eficácia (Imagem: cuz.gallery/Rawpixel)

O mundo está ansioso por mais vacinas: mais doses e mais fórmulas, inclusive. E a cada dia que passa, uma novidade acontece no campo dos imunizantes. Na semana passada, quem deu um passo importante foi a AstraZeneca, que anunciou eficácia de 100% de seu imunizante contra formas graves de COVID-19.

Desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina finalmente anunciou algo que aqueceu o coração até mesmo dos menos esperançosos. Durante entrevista ao jornal Sunday Times, Pascal Soriot, CEO da farmacêutica, chegou a se referir ao imunizante como "a fórmula vencedora", e anunciou uma "proteção de 100%" contra formas graves de COVID-19. Vale dizer que as vacinas desenvolvidas por Pfizer/BioNTech e Moderna apresentaram eficácia de 95% e 94%. "Acreditamos ter encontrado a fórmula vencedora ao alcançar uma eficácia que, com duas doses, é tão alta quanto as outras", declarou o CEO.

O executivo ainda garantiu que os testes não param, e que a farmacêutica está estudando novas versões da vacina para possíveis novas variações do coronavírus que possam vir a aparecer.

Leia a notícia completa no Canaltech!

...mas ainda não está pronta para aprovação na Europa (só no Reino Unido)

No Reino Unido a aprovação saiu, mas a União Europeia ainda não aprovou a vacina (Imagem: Uncoated/Pexels)
No Reino Unido a aprovação saiu, mas a União Europeia ainda não aprovou a vacina (Imagem: Uncoated/Pexels)

Na última terça-feira de 2020, após a notícia dos resultados da AstraZeneca, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA, a Anvisa de lá), fez um comunicado que desanimou a companhia (e aqueles que torcem por sua candidata a vacina). Noel Wathion, vice-presidente da agência, afirmou que a vacina não está pronta para aprovação rápida no continente.

"Eles ainda nem nos enviaram uma solicitação. Nem mesmo o suficiente para justificar uma licença de comercialização condicional. Precisamos de dados adicionais sobre a qualidade da vacina. E depois disso, a empresa tem que fazer uma solicitação formal", Wathion declarou em entrevista ao belga Het Nieuwsblad. Segundo o vice-presidente da EMA, as agências reguladoras da Europa só receberam algumas informações sobre a vacina — o que torna "improvável" uma aprovação já ser concedida no mês que vem.

No dia seguinte, o governo do Reino Unido apresentou os dados completos da vacina ao órgão regulador local, MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde ), e já obteve resposta positiva nesta quarta-feira (30). Isso quer dizer que, por lá, a vacinação vai começar já, já, em 4 de janeiro — e terá como objetivo atingir milhões de pessoas nas categorias de risco o mais rápido possível.

O Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI) aconselhou que a prioridade seja fornecer a primeira dose do imunizante ao maior número possível de pessoas nos grupos de risco. “Todos ainda receberão sua segunda dose, e isso ocorrerá 12 semanas após a primeira. A segunda dose completa o curso e é importante para a proteção de longo prazo”, afirmou um porta-voz do Departamento de Saúde e Assistência Social (DHSC) ao portal britânico The Guardian.

Saiba mais sobre a pendência da vacina da AstraZeneca na Europa

Para saber sobre a aprovação do imunizante no Reino Unido, clique aqui

Fadiga do Zoom

No início parecia ser tranquilo, mas as pessoas começaram a desenvolver uma verdadeira fadiga de reuniões online (Imagem: Annie Spratt/Unsplash)
No início parecia ser tranquilo, mas as pessoas começaram a desenvolver uma verdadeira fadiga de reuniões online (Imagem: Annie Spratt/Unsplash)

O ano passado foi marcado pelas reuniões online, e muita gente se viu obrigada a fazer uso de uma ferramenta que mal conhecia. Seja pelo Zoom, pelo Skype, pelo Meet ou por qualquer outra plataforma de videoconferência, o que importa é que, em 2020, o uso de microfone e câmera para falar com colegas de trabalho, professores, clientes, parentes e amigos extrapolou qualquer expectativa. Como o mundo se viu numa pandemia, a solução foi fazer chamadas e reuniões virtuais para eliminar o contato com as pessoas, e, assim, evitar a circulação do coronavírus.

Foi tanta reunião que a galera começou a ter esgotamento mental. De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o excesso de encontros virtuais é responsável por stress e esgotamento das pessoas que adotaram o modelo de home office, durante a pandemia. “É uma situação nova, é um fato novo. Mas estamos percebendo que há um cansaço das pessoas em usar a videoconferência, porque ela retira de você toda privacidade, aumenta sua carga de trabalho e sua carga de descanso fica comprometida e isso é, realmente, adoecedor”, explica o presidente da ABP.

"No teletrabalho, muitas vezes, as pessoas entram em uma videoconferência às 8h e saem somente ao meio-dia”, exemplifica o presidente. Nesse cenário da pandemia, “houve uma perda dos limites relacionais” e isso afeta, diretamente, os colaboradores de uma organização, continua o especialista.

Você se identificou com o caso ou conhece alguém que possa estar com Fadiga do Zoom? Acesse o conteúdo completo!

Dexametasona e os tratamentos que podem mudar os rumos da COVID

Dexa e outros anti-inflamatórios continuam sendo testados no combate à COVID-19 (Imagem: freestocks.org/Pexels)
Dexa e outros anti-inflamatórios continuam sendo testados no combate à COVID-19 (Imagem: freestocks.org/Pexels)

A dexametasona, anti-inflamatório esteroide largamente utilizado na medicina e de fácil acesso, voltou a surgir como assunto mais comentado da semana. Acontece que um novo estudo randomizado trouxe à tona a importância do remédio no combate ao coronavírus, já que Martin Landray, professor da Universidade de Oxford e principal pesquisador do estudo foi categórico ao afirmar que “só no Reino Unido, a dexametasona já evitou mais de 12 mil mortes”.

O trabalho, batizado de Recovery, é o maior estudo randomizado que avalia remédios contra a COVID-19 e conta com a ajuda de milhares de médicos e enfermeiros do Reino Unido. Além da dexa, Landray e seus colaboradores também avaliaram outros medicamentos, já que respostas robustas são possíveis a partir de milhares de testes e, não, de centenas ou dezenas. São eles:

  • Plasma convalescente: obtido de pacientes recuperados e injetados nos doentes, já que o material é rico em anticorpos;

  • Anticorpos monoclonais: coquetel de anticorpos sintéticos, baseados nas células de defesa de pacientes recuperados da COVID-19;

  • Mais anti-inflamatórios: tocilizumab e colchicina estão sendo utilizados para amenizar a tempestade de citocinas causada pela infecção;

  • Aspirina: pode ajudar a ralear o sangue e reduzir a formação de coágulos nos pulmões dos pacientes.

Saiba mais a respeito do Recovery no Canaltech.

Mulher perde mãos e pernas por consequência da COVID-19

Da COVID à sepse: as consequências podem ocorrer em efeito cascata (Imagem: Fernando Zhiminaicela/Pixabay)
Da COVID à sepse: as consequências podem ocorrer em efeito cascata (Imagem: Fernando Zhiminaicela/Pixabay)

Já vimos que a COVID-19 pode deixar uma série de rastros, como perda temporária de olfato e paladar, fibrose pulmonar, coágulos nos membros inferiores e até causar danos neurológicos. Mas algo que surpreendeu na semana passada foi o caso de uma mulher que teve suas mãos e pés amputados por sequelas relacionadas à COVID-19.

Caroline Coster, 58, vive na Inglaterra e, em entrevista à BBC News, ela conta que foi infectada pelo vírus no mês de março, foi colocada em coma induzido por um mês e quase morreu em duas ocasiões, até que chegou a ter sepse — um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção — e precisou amputar pés e mãos. O ocorrido a levou a se aposentar da carreira de professora para se adaptar à nova vida.

"É uma doença séria e se não for séria para você, pode ser séria para o idoso que mora ao lado, ou para sua mãe, ou para a sua avó", reflete. "Por favor, use uma máscara, por favor, mantenha distância, por favor, leve a COVID-19 a sério. É uma doença terrível", lamenta.

Acesse a notícia no Canaltech para mais detalhes.

Vacinação no Brasil pode ter início entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro

Neste mês ou no próximo tem campanha no Brasil. Você vai se vacinar? (Imagem: CDC/Unsplash)
Neste mês ou no próximo tem campanha no Brasil. Você vai se vacinar? (Imagem: CDC/Unsplash)

Que dia vai começar a campanha de vacinação contra COVID-19 no Brasil? A pergunta ainda não tem resposta definitiva, mas, a cada semana que passa, temos uma nova expectativa. Dessa vez, um update no Plano Nacional de Imunização determinou que a campanha vai começar "entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro". Mas, por quê não definir logo uma data?

Segundo o governo, isso depende da Anvisa registrar as candidatas no Brasil. "Nós precisamos que os fabricantes obtenham o registro junto à Anvisa, e que eles entreguem doses suficientes para que sejam distribuídas. Se o distribuidor obtiver o registro e eventualmente não tiver dose para distribuir... O Ministério da Saúde enquanto Ministério da Saúde tem feito a sua parte, fizemos o plano [nacional de imunização], estamos com a operacionalização pronta, nos preparando para esse grande dia, mas precisamos que os laboratórios solicitem o registro", explicou Élcio Franco, secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Importante dizer que lá fora, a exemplo dos Estados Unidos, China, Canadá e Rússia, as campanhas de vacinação já começaram. A Argentina também começou a vacinar sua população na terça passada (29). No caso do Brasil, já existe contrato com a vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, mas os imunizantes ainda não obtiveram aprovação. Quanto à CoronaVac, ainda falta apresentar os resultados definitivos de fase 3 à agência.

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Enfermeiro vacinado contrai COVID-19 antes de tomar segunda dose

Na linha de frente, qualquer brecha pode ser contaminante — mesmo após a primeira dose da vacina (Imagem: Bemix Studio/Unsplash)
Na linha de frente, qualquer brecha pode ser contaminante — mesmo após a primeira dose da vacina (Imagem: Bemix Studio/Unsplash)

Se você já se perguntou se, depois de tomar a primeira dose da vacina contra COVID-19, uma pessoa já pudesse desenvolver imunidade contra o coronavírus, está aí a resposta: não! Um enfermeiro dos EUA apresentou resultado positivo para COVID-19 mesmo depois de ter recebido a primeira dose da vacina, provando que a imunização precisa, realmente, das duas doses e de tempo necessário para acontecer. São cerca de 10 a 14 dias para o organismo começar o processo.

Matthew W., 45, recebeu a vacina da Pfizer em 18 de dezembro. Seis dias depois, após trabalhar um turno de enfrentamento à COVID-19 em um hospital de San Diego, nos EUA, ele teve calafrios, dores musculares e fadiga, e, após realizar um teste, foi diagnosticado com a doença.

Mas, existe uma outra possibilidade no mesmo caso: como o período de incubação da COVID-19 pode ser de até 14 dias, também pode ser que Matthew já tivesse sido infectado antes de receber a vacina, e os sintomas vieram a surgir só depois.

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Fonte: Canaltech

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