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Giro da Saúde: Omicron; remoção de 30 kg de tumor; microplásticos no cérebro

·5 min de leitura

A semana foi marcada por uma preocupante novidade: a OMS classificou uma nova variante do coronavírus: a Omicron, identificada na África do Sul, que tem trazido preocupação às autoridades de saúdes de vários países. Além disso, tivemos destaques e curiosidades interessantes, que você confere agora, no Giro da Saúde!

1. Variante Omicron do coronavírus deixa o mundo em alerta

Variante Omicron tem mutações que preocupam especialistas (Imagem: Rawpixel/Envato Elements)
Variante Omicron tem mutações que preocupam especialistas (Imagem: Rawpixel/Envato Elements)

Uma nova preocupação surgiu na última sexta-feira (26) no contexto da pandemia da covid-19: a variante Omicron (B.1.1.529), classificada pela Organização Mundial da Saúde como de preocupação. A cepa foi identificada pela primeira vez na África do Sul e, até o momento, pesquisadores estão estudando o potencial infeccioso e o possível impacto da Omicron na saúde global.

A nova variante do coronavírus possui mais de 30 mutações na proteína S, que se liga e faz com que o vírus invada as células humanas. Isso, por si só, acende uma luz de alerta no painel dos especialistas: eles sugerem que a nova cepa pode apresentar um risco aumentado de reinfecção, quando comparada com as outras VOCs — Delta (B.1.671.2) e Gama (P.1).

Diante dos riscos dessa nova variante, a OMS pede que "onde houver capacidade e, em coordenação com a comunidade internacional, sejam realizadas investigações de campo e avaliações laboratoriais para melhorar a compreensão dos impactos potenciais da VOC na epidemiologia". Isso envolve investigações sobre o comportamento infeccioso da cepa, evasão da proteção vacinal e potencial para casos graves.

2. Nosso cérebro encolheu nos últimos milênios; é para preocupar?

Cérebro humano diminuiu de tamanho, mas há razões para se preocupar? (Imagem: Rawpixel/Freepik)
Cérebro humano diminuiu de tamanho, mas há razões para se preocupar? (Imagem: Rawpixel/Freepik)

Um estudo publicado na revista científica Brain, Behavior and Evolution trouxe à tona uma questão: por que o cérebro dos seres humanos encolheu ao longo do tempo? De fato, o órgão diminuiu 5% ao longo dos últimos 50 mil anos.

Segundo os pesquisadores, "nos últimos 4 milhões de anos, o tamanho dos hominídeos aumentou, mas com o cérebro crescendo a taxas desproporcionais em relação ao resto do corpo. Em contraste com grande parte da evolução dos hominídeos, houve reduções significativas na massa cerebral nos últimos 50 mil anos. Mas, o que isso quer dizer?

A redução do tamanho do cérebro não significa, necessariamente, menos inteligência. Inclusive, a capacidade cognitiva é algo totalmente subjetivo, ou seja, varia de indivíduo para indivíduo. "Independentemente de saber se os declínios no tamanho do cérebro são causados ​​em resposta a outras mudanças físicas no corpo e adaptações comportamentais, ainda não está claro se a função cognitiva geral em humanos realmente diminuiu", afirma o estudo.

3. Aspirina e insuficiência cardíaca em pacientes de risco

Conhecida no mundo todo, a Aspirina deve ser usada continuamente com cautela por pacientes de risco, afirma estudo (Imagem: HalGatewood/Unsplash)
Conhecida no mundo todo, a Aspirina deve ser usada continuamente com cautela por pacientes de risco, afirma estudo (Imagem: HalGatewood/Unsplash)

Em um estudo recente, pesquisadores da Alemanha e da Bélgica observaram que o uso contínuo de Aspirina (ácido acetilsalicílico), medicamento bastante conhecido em todo o mundo, está associado a um risco aumentado de 26% de insuficiência cardíaca em pessoas que tenham pelo menos um fator de risco dentre tabagismo, obesidade, hipertensão, colesterol alto, diabetes e doenças cardiovasculares.

A pesquisa incluiu 30.827 indivíduos com risco de desenvolver insuficiência cardíaca, vindos da Europa Ocidental e dos EUA. Cerca de 7,6 mil voluntários (25%) estavam tomando o remédio.

Os resultados alertam para cuidados necessários entre aqueles que usam a medicação e possuem algum desses fatores de risco. Nessa população, o uso contínuo de Aspirina foi associado a insuficiência cardíaca incidente.

4. Microplásticos trazem potenciais efeitos negativos ao cérebro

Microplásticos ingeridos por plâncton (foto) podem chegar ao topo da cadeia alimentar e se acumular no cérebro de mamíferos (Imagem: Tintinnidguy/Wikimedia Commons)
Microplásticos ingeridos por plâncton (foto) podem chegar ao topo da cadeia alimentar e se acumular no cérebro de mamíferos (Imagem: Tintinnidguy/Wikimedia Commons)

Sabe os resíduos plásticos que descartamos no ambiente e vão parar nos oceanos? Pois é, de forma resumida, 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos são produzidas e descartadas inadequadamente a cada ano. E boa parte dessa produção passa pela exposição constante aos raios ultravioleta e termina nos mares, transformando-se em partículas muito pequenas, conhecidas como microplásticos (MPs).

No mar, MPs são consumidos por plâncton e peixes, e podem chegar facilmente ao topo da cadeia alimentar, o que inclui os seres humanos e outros mamíferos. Em outras palavras: estamos comendo microplásticos, que podem se alojar em nossos cérebros e nos intoxicar.

Cientistas da Coreia do Sul estudam os efeitos disso no cérebro de animais — e de humanos. A pesquisa avaliou os efeitos dos microplásticos no cérebro de roedores e também em células do tecido cerebral humano. “O estudo mostra que MPs, especialmente MPs com tamanho de 2 micrômetros ou menos, começam a se depositar no cérebro mesmo após ingestão de curto prazo, em 7 dias, resultando em apoptose [morte celular programada] e alterações nas respostas imunes e respostas inflamatórias".

O estudo descobriu que os MPs conseguem atravessar a barreira hematoencefálica e se alojar em regiões do cérebro, levando a fagocitose das células microgliais. Ou seja, nossas próprias células atacam importantes células do cérebro, levando à apoptose, isto é, morte celular programada nos tecidos cerebrais.

5. Mulher elimina 30 kg de tumores em cirurgia inédita no Brasil

Exemplo de célula tumoral: o caso de neurofibromatose tipo 1 da paciente brasileira foi destaque no noticiário (imagem: Spectral/Envato)
Exemplo de célula tumoral: o caso de neurofibromatose tipo 1 da paciente brasileira foi destaque no noticiário (imagem: Spectral/Envato)

Um caso inédito chamou a atenção dos brasileiros no último dia 16: Karina Rodini, uma mulher de 31 anos, passou por um arriscado procedimento cirúrgico, em Curitiba (PR), no qual removeu mais de 30 kg de tumores de seu corpo. Ela possui, desde criança, uma doença genética rara chamada neurofibromatose tipo 1 (NF1).

Apesar do sucesso do procedimento, é possível que a mulher passe por mais cirurgias. Isso porque ainda há mais tumores a serem removidos, mas só depois que a paciente estiver bem recuperada. O cirurgião responsável pelo caso destaca que, como a doença ainda está em curso e não tem cura, pode ser que outros tumores surjam em novos lugares. Vale destacar que, no momento, o organismo da paciente não indica o aparecimento de novas lesões.

Assista ao vídeo que a paciente publicou em suas redes sociais, 2 dias após a cirurgia. Em seu perfil, ela mostra mais sobre a NF1 e conscientiza seus seguidores sobre a doença.

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Fonte: Canaltech

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