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Giro da Saúde: língua de COVID; coinfecção com duas cepas; teste anal na China

Luciana Zaramela
·16 minuto de leitura

Todo domingo, o Canaltech reúne em uma lista as principais notícias de saúde que foram destaques na semana que passou. Se você perdeu alguma informação importante, o Giro da Saúde resume os principais fatos, estudos e novidades relacionadas a vacinas, inovação e avanços na área.

Língua de COVID

Pesquisa aponta novo achado relacionado ao coronavírus: a "língua de COVID" (Imagem: Reprodução/Hospital La Paz/British Journal of Dermatology)
Pesquisa aponta novo achado relacionado ao coronavírus: a "língua de COVID" (Imagem: Reprodução/Hospital La Paz/British Journal of Dermatology)

A COVID-19 continua intrigando médicos e pesquisadores mundo afora, e na semana passada, um inusitado sinal da doença chamou a atenção de cientistas na Espanha. Trata-se de uma nova afecção da mucosa oral, mais especificamente no dorso da língua, que aparentemente está ligada ao coronavírus. Já apelidada de "língua de COVID-19", as manifestações que surgem nos pacientes lembram ulcerações por despapilação (o que causa um aspecto liso, sem as papilas da língua, avermelhado).

Publicado na revista especializada British Journal of Dermatology, o estudo sobre a língua de pacientes diagnosticados com a COVID-19 foi liderado pela dermatologista Almudena Nuño González, do Hospital Universitário La Paz, em Madri, na Espanha.

"É uma língua dilatada, como se estivesse inchada, na qual se veem as marcas dos dentes [como na imagem A], e também pode estar despapilada [como na imagem B], com áreas de seu dorso com pequenas crateras formadas onde as papilas estão achatadas. Vê-se como uma língua com manchas rosadas”, afirma González.

Para que o achado fosse documentado, 666 pacientes foram acompanhados na pesquisa em abril do ano passado. Todos apresentavam casos de pneumonias leves ou moderadas e tinham, em média, 56 anos. Mais de 25% dos voluntários internados apresentavam alguma alteração na mucosa oral, como a papilite lingual transitória (11%) — uma doença inflamatória que causa pequenas protuberâncias na língua —, úlceras bucais (7%), língua dilatada com marcas dos dentes nos laterais (7%), sensação de ardência (5%) e inflamação da língua com a despapilação (4%).

“É uma descoberta que pode auxiliar no diagnóstico, como a perda do olfato ou do paladar. São sintomas muito característicos”, explica a médica que encabeçou o estudo.

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Entra COVID-19, sai câncer: um caso inusitado

Infecção teria ativado o sistema imune a trabalhar intensamente, resultado na remissão da neoplasia (Imagem: National Cancer Institute/Unsplash)
Infecção teria ativado o sistema imune a trabalhar intensamente, resultado na remissão da neoplasia (Imagem: National Cancer Institute/Unsplash)

Nosso sistema imune é uma máquina poderosa e, também, surpreendente. Uma notícia que bombou na semana passada envolve um caso clínico de um homem que, portador de linfoma de Hodgkin clássico em estágio III (um tipo de câncer que infecta os gânglios na região do diafragma), acabou por contrair COVID-19 e viu seus tumores regredirem até a total remissão da neoplasia.

Pouco depois de ter sido diagnosticado com o coronavírus, o homem precisou ser internado por estar sofrendo de falta de ar e pneumonia, consequências da infecção pelo SARS-CoV-2. Onze dias depois, ele recebeu alta para se recuperar em casa, sem se tratar com imunoterapia ou com o uso de corticosteroides, drogas receitadas tanto para o câncer quanto para auxiliar no tratamento da COVID-19.

Para a surpresa do paciente e dos médicos que o acompanhavam, após quatro meses de recuperação, o inchaço dos nódulos do linfoma havia sido reduzido, o que foi confirmado através de uma tomografia. Mas, qual a explicação?

Assim como acontece com outras doenças, muito provavelmente, o sistema imune do paciente trabalhou pesado para combater os agentes infectantes e gerou uma resposta mais agressiva, que acabou por contra-atacar o câncer. Segundo a pesquisa, a presença do coronavírus no organismo ativou uma espécie de resposta imune antitumoral, que consiste na ativação de células T específicas com antígenos tumorais e de células que reagiram contra o tumor.

E isso não é uma novidade na medicina: apesar de a COVID-19 ser uma doença nova, casos semelhantes já foram registrados anteriormente em outros tipos de linfomas, que tiveram remissão espontânea após casos de pneumonia infecciosa e inflamação intestinal, por exemplo.

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Primeiros casos de coinfecção com duas cepas diferentes de coronavírus no Brasil

Mutações genéticas geram novas cepas , que podem causar coinfecção (Imagem: Pete Linforth/Pixabay)
Mutações genéticas geram novas cepas , que podem causar coinfecção (Imagem: Pete Linforth/Pixabay)

Depois que o coronavírus ganhou o mundo e a pandemia se instaurou, várias mutações já aconteceram — o que é normal, aliás, de região para região. Mas três das mais recentes têm chamado a atenção das autoridades no mundo todo: a do Reino Unido; a da África do Sul; e a do Amazonas. E, aqui no Brasil, já temos casos de pessoas infectadas com dois tipos de coronavírus diferentes. Sim, isso mesmo: duas variações, do mesmo vírus, causando COVID-19 em uma só pessoa.

Aí você deve estar se perguntando: puxa, se tem uma doença instalada no organismo com dois patógenos geneticamente diferentes, o paciente desenvolve sintomas mais graves? Não exatamente. Em específico, a coinfecção foi observada em dois adultos, de 30 e 32 anos, moradores de cidades diferentes do Rio Grande do Sul. Ambos desenvolveram um quadro de leve a moderado da infecção por coronavírus, não precisando de internação hospitalar.

Uma das linhagens presentes nos dois casos é a P.2, identificada pela primeira vez no Rio de Janeiro e que carrega a mutação E484K. Essa mutação pode permitir que coronavírus escape, com mais eficiência, do ataque de anticorpos e também foi encontrada na variante da África do Sul. Além da variante P.2, o levantamento também encontrou uma variante gaúcha do coronavírus, chamada VUI-NP13L.

Ao jornal O Globo, Fernando Spilki, um dos pesquisadores do estudo gaúcho explicou que a coinfecção serve de alerta, pois mostra que a recombinação de genomas virais pode ocorrer, e daí, gerar novas cepas, inéditas. "Possivelmente, teria sido assim que o SARS-CoV-2 passou de morcegos para o ser humano", idealiza, ressaltando a importância de vacinar o maior número de pessoas possível o quanto antes.

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Vacinação dá certo em Israel

País vê taxa de contágio despencar após ter imunizado, com pelo menos uma dose, 27% da população (Imagem: Jcomp/Freepik(
País vê taxa de contágio despencar após ter imunizado, com pelo menos uma dose, 27% da população (Imagem: Jcomp/Freepik(

E por falar em vacinação... em Israel, os resultados da campanha de vacinação são bastante promissores: segundo as autoridades locais, o país já administrou pelo menos uma dose de vacina contra COVID-19 em mais de 2,5 milhões de cidadãos (ao todo, o país conta com nove milhões de habitantes). Por lá, o imunizante utilizado é o da Pfizer/BioNTech. A segunda dose já foi aplicada em mais de um milhão de pessoas.

Os números impressionam: de acordo com uma análise de dados coletados pela Maccabi Healthcare Services, de um grupo de 128,6 mil pessoas que receberam as duas doses da vacina (o que representa uma imunização completa), apenas 20 foram contaminadas pelo coronavírus. O número representa 0,01% de contaminações. E, mesmo que o número seja baixíssimo, essas pessoas não desenvolveram sintomas moderados ou graves, e sim um quadro leve da doença, que não demandou internação.

Com isso, Israel espera retomar suas atividades, de maneira significativa, no mês que vem. Vale comentar que, desde o último domingo (24), o país começou a imunizar jovens de 16 a 18 anos — com permissão dos pais — com a vacina da Pfizer, ampliando ainda mais o acesso à vacina contra a COVID-19. Além do mais, a população israelense já demonstrava mais aceitação em matéria de distanciamento social e medidas preventivas.

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Variante de Manaus pode estar circulando em todo o Brasil

Mais contagiosa e provavelmente mais mortal, a cepa já pode estar em todo o país (Imagem: HwangMangjoo/Rawpixel)
Mais contagiosa e provavelmente mais mortal, a cepa já pode estar em todo o país (Imagem: HwangMangjoo/Rawpixel)

Na terça-feira passada (26), o governo de São Paulo confirmou três casos diagnosticados da variante P.1, encontrada originalmente em Manaus (AM) — o primeiro registro oficial de que a mutação teria chegado a outro estado brasileiro. E pesquisadores já estão alertando para a alta circulação do vírus, que provavelmente já está "rodando" em todo o país, embora não tenha sido, ainda, identificada em cada região.

É o caso do epidemiologista Jesem Orellana, pesquisador do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). Para ele, a variante já está, certamente, circulando em todo o Brasil. "Não é possível que tenham achado em outros continentes e não tenha chegado a outros Estados", afirmou o pesquisador para a BBC Brasil.

O profissional, aliás, já enxerga indícios de que essa nova variante seja mais infecciosa e mais mortal que muitas linhagens já conhecidas. "Estamos começando a achar que essa variante pode realmente causar danos maiores que as outras", defendeu.

Sobre a variante de Manaus, cabe lembrar que, antes do Brasil, quem a identificou primeiro foi o Japão — após quatro pessoas terem passado por Manaus e desembarcado em Tóquio, carreando o vírus. Os Estados Unidos também identificaram pacientes contaminados com a nova cepa. A origem é a mesma, já que essas pessoas estiveram no Brasil e viajaram para lá.

Leia mais detalhes e relatos do pesquisador sobre a P.1

Prática de atividade física pode não ter relação com casos menos graves de COVID-19

Praticar exercícios é altamente recomendável e importante para o sistema imune, mas comorbidades podem ser decisivas para recuperação (Imagem: Anastase Maragos/Unsplash)
Praticar exercícios é altamente recomendável e importante para o sistema imune, mas comorbidades podem ser decisivas para recuperação (Imagem: Anastase Maragos/Unsplash)

Uma pesquisa recente realizada pela USP colocou em xeque o chamado "histórico de atleta" de pacientes contaminados pelo coronavírus e o tipo de reação do organismo em relação à doença. De uma maneira lógica, pessoas que praticam atividade física regularmente têm respostas imunes mais rápidas e precisas contra patógenos, mas no caso da COVID-19, isso pode não ser bem assim.

Foram avaliados 209 pacientes diagnosticados com casos graves da COVID-19, internados no Hospital das Clínicas da USP e no hospital de campanha do Ibirapuera. A conclusão do estudo (ainda não avaliado por outros pesquisadores), é de que o hábito de se exercitar não foi determinante para o melhor enfrentamento da doença em pacientes internados.

“Esse estudo serve como um sinal amarelo para a população que se exercita com regularidade e, por isso, acredita estar totalmente protegida. Não encontramos diferença de prognóstico e desfecho da doença entre os pacientes graves mais ou menos ativos. Isso mostra que os benefícios da atividade física existem, mas aparentemente vão só até um ponto da gravidade da doença”, explicou o professor da FM-USP e autor do estudo, Bruno Gualano, para a Agência Fapesp.

Segundo Gualano, apesar dos efeitos benéficos da prática de exercícios físicos na imunidade humana, outras variáveis podem determinar a gravidade da doença em pacientes, independentemente do histórico de atleta ou de praticante de esportes. “O exercício físico tem um efeito sistêmico. Melhora a resposta imune e as condições metabólicas e cardiovasculares do indivíduo. Esses fatores podem trazer proteção contra diversos tipos de doenças crônicas e algumas infecciosas, também. Mas, quando o quadro se agrava, outros preditores podem ser mais decisivos para o desfecho clínico”, explica.

Mas, que preditores seriam esses? É preciso avaliar o quadro clínico completo do paciente internado e definir se ele sofre de comorbidades, como obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, e/ou idade avançada. Ao levar todos esses fatores em consideração, a prática de atividade física, sozinha, não alcança o potencial desejado, já que o sistema imune desses pacientes já se encontra sobrecarregado por outras patologias, por exemplo.

Entenda melhor o estudo e as conclusões dos pesquisadores

Butantan pode negociar CoronaVac com outros estados

Qual o destino das vacinas do Butantan? (Imagem: Reprodução/Instituto Butantan)
Qual o destino das vacinas do Butantan? (Imagem: Reprodução/Instituto Butantan)

Na última quinta-feira (28), Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, cogitou negociar a CoronaVac diretamente com estados e municípios, caso o Ministério da Saúde não formalize que há interesse nas 54 milhões de doses oferecidas. Como as vacinas não podem ficar paradas, o diretor chegou, inclusive, a negociar as doses do imunizante com outros países.

"Temos esse compromisso inicial com o Ministério [da Saúde] de oferta de 54 milhões [de doses de CoronaVac]. Mas nós temos uma solicitação muito grande, não só dos países da América Latina, como também de estados e municípios. Então precisamos de fato fazer esse planejamento. O Butantan tem assinado cartas de intenção com a grande maioria dos estados e com muitos municípios", explicou Covas, em entrevista à Globonews.

"Estamos no fim de janeiro, e esta produção estaria prevista para o início de abril, portanto não haverá tempo para negociarmos com a nossa parceira em relação à matéria-prima se não houver essa manifestação. É apenas essa a questão", continuou o diretor do Butantan.

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Covaxin na rede particular

Imunizante indiano está mais próximo do Brasil (Imagem: Reprodução/Bharat Biotech)
Imunizante indiano está mais próximo do Brasil (Imagem: Reprodução/Bharat Biotech)

Por outro lado, enquanto o Butantan espera decisão do Ministério para definir o destino das doses, a rede particular do sistema nacional de saúde já negocia a importação de 5 milhões de doses da vacina Covaxin, desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

Até o fim de fevereiro, a Bharat deve concluir os estudos de fase 3 da vacina, e caso o cronograma seja seguido da maneira planejada, as doses podem chegar por aqui em abril. Ainda não houve pedido nem registro na Anvisa, no entanto. As negociações já estão rolando entre a farmacêutica indiana, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVAC) e a importadora Precisa Medicamentos, segundo o jornal Valor Econômico.

A Anvisa, por sua vez, determina que clínicas privadas não devem comercializar vacinas com aprovação emergencial. Além disso, a agência exige que os testes clínicos de uma vacina ocorram aqui no Brasil para uma liberação de uso emergencial. É um caso semelhante ao da vacina Sputnik V, que embora tenha sido negociada com a União Química para produção em solo nacional, ainda não foi aprovada.

A Covaxin adota em sua fórmula o coronavírus inativado ("morto"). Para a imunização completa contra a COVID-19, também são necessárias duas doses.

Quer saber mais sobre a Covaxin? Leia a notícia completa!

China e o teste anal de COVID-19

O swab é o mesmo, o que muda é o local de coleta da amostra (Imagem: Ewa Urban/Pixabay)
O swab é o mesmo, o que muda é o local de coleta da amostra (Imagem: Ewa Urban/Pixabay)

Já estamos acostumados a ver e ouvir notícias sobre os testes de COVID-19 e as formas de coleta de material para análise. Uma delas, que envolve o uso de um swab nasal (uma haste comprida similar a um cotonete), apresenta resultados confiáveis. A coleta pode ser feita a partir do terceiro dia após o início dos sintomas até o décimo dia, já que nos primeiros dias de contaminação há maior presença do vírus.

Na cidade de Pequim, na China, o diagnóstico da COVID-19 começou a ser feito através de amostras retais, no entanto, usando o mesmo método do cotonete, só que com a haste inserida no reto, a pouco mais de 1 cm de profundidade. Esses novos exames estariam reservados para casos de alto risco de infecção — mas já existem relatos de gente que se surpreendeu por precisar fazê-lo.

Mas por que o reto? Segundo Li Tongzeng, médico diretor do departamento de doenças respiratórias e infecciosas do hospital You An, em Pequim, os testes realizados com swabs retais trazem mais precisão. De acordo com estudos, o vírus permanece por mais tempo no ânus ou em excrementos do que no trato respiratório, por isso o novo tipo de exame acaba sendo melhor para diagnosticar a doença em sua forma leve ou assintomática.

O exame começou a ser feito principalmente em viajantes que desembarcaram em aeroportos da China, bem como em estudantes, professores e residentes de centros de quarentena.

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Novas diretrizes da OMS para tratar pacientes com COVID

Novas recomendações da OMS incluem oximetria de pulso e decúbito dorsal (Imagem: Reprodução/Freepik)
Novas recomendações da OMS incluem oximetria de pulso e decúbito dorsal (Imagem: Reprodução/Freepik)

Na última semana, a OMS veio a público para determinar novas diretrizes no tratamento de pacientes com COVID-19. Tais procedimentos envolvem o uso de anticoagulantes e o decúbito dorsal.

"Para os pacientes da COVID-19 em casa, a OMS recomenda o uso de oxímetro de pulso para medir os níveis de oxigênio no sangue. Isso precisa ser coordenado com outros aspectos dos cuidados em casa, como instrução do paciente e acompanhamento por parte de quem estiver cuidando dele", diz a Organização, em nota.

Sobre colocar os pacientes de bruços, a OMS orientou que a medida ajuda a aliviar a respiração. "Também recomendamos, sugerimos, o uso de anticoagulantes de doses baixas para evitar que coágulos se formem nos vasos sanguíneos. Sugerimos o uso de doses baixas, ao invés de doses mais altas, porque doses mais altas podem levar a outros problemas", diz Margaret Harris, porta-voz da OMS, em entrevista na Organização das Nações Unidas em Genebra.

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Novavax é eficaz contra novas variantes do coronavírus

Embora tenha eficácia reduzida, o imunizante gera imunidade (Imagem: Alena Shekhovtcova/Pexels)
Embora tenha eficácia reduzida, o imunizante gera imunidade (Imagem: Alena Shekhovtcova/Pexels)

A vacina americana desenvolvida pela Novavax também passou nos testes de eficácia contra as novas variantes, causadas por mutações no coronavírus. Na última quinta, a empresa anunciou uma eficácia média de 83,3% contra o agente infeccioso. Os resultados saíram após análise de fase 3 do estudo clínico com a vacina, realizado no Reino Unido.

Na pesquisa, a fórmula obteve 95,6% de eficácia contra a cepa original do coronavírus, e se mostrou 85,6% eficaz contra a variante identificada pela primeira vez no Reino Unido. Durante o estudo, metade dos voluntários foi contaminada ​​pela variante britânica. Já durante a fase 2, quando o imunizante foi testado com a variante descoberta na África do Sul, houve 60% de eficácia. Diante dos resultados, a empresa anunciou que pretende desenvolver uma nova vacina, mais eficaz contra a cepa sul-africana.

O estudo envolveu mais de 15 mil participantes com idades de 18 a 84 anos, sendo que mais de 25% dos voluntários eram idosos.

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Governo de São Paulo cancela feriado de Carnaval por conta da COVID-19

Alteração se deve à situação da epidemia no estado (Imagem: Pixabay/Pexels)
Alteração se deve à situação da epidemia no estado (Imagem: Pixabay/Pexels)

Devido à epidemia do coronavírus, o governador de São Paulo, João Doria, optou por cancelar o ponto facultativo do carnaval. O pronunciamento aconteceu na última sexta (29).

"O governo de São Paulo, assim como a prefeitura da capital, cancela o ponto facultativo do carnaval. Portanto, não teremos feriado de carnaval em todo o estado. Essa é a recomendação do Centro de Contingência para, com isso, manter sob controle a expansão da pandemia", disse o governador, também falando pela capital.

De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, cada prefeitura de São Paulo terá autonomia para tomar suas decisões em relação ao Carnaval, no entanto, a recomendação é que o exemplo do estado e da capital seja seguido, a fim de evitar novos contágios. "A Prefeitura de São Paulo já tomou essa decisão, e a nossa recomendação é que sigam essa prerrogativa da ciência de medicina", finalizou.

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Johnson & Johnson divulga eficácia de sua vacina de uma dose só

Uma dose e 85% de eficácia contra formas graves da doença (Imagem: Hakan Nural/Unsplash)
Uma dose e 85% de eficácia contra formas graves da doença (Imagem: Hakan Nural/Unsplash)

Mais uma farmacêutica anunciou os resultados de fase 3 de seus estudos com um imunizante contra o coronavírus: a Janssen, do grupo Johnson & Johnson. Segundo o laboratório, a eficácia da vacina é de 66% contra casos moderados e graves. Se forem considerados apenas os casos graves da infecção, a taxa de eficácia pula para 85%. Não foram divulgados dados sobre a proteção em casos leves.

Aliás, você sabia que a Johnson testou o imunizante aqui, no Brasil? Parte dos estudos clínicos de fase 3 ocorreu com voluntários brasileiros, o que abre portas para que o laboratório Janssen entre com solicitação para uso emergencial da vacina por aqui. Entretanto, as primeiras doses da vacina, assim que possível, serão destinadas aos EUA — que já fecharam acordo comercial para a compra de 100 milhões delas. A Johnson & Johnson pretende produzir um bilhão de doses em todo o mundo até o fim de 2021.

Para esta semana que começa, a expectativa é que o laboratório solicite à FDA (Food and Drug Administration, órgão análogo à nossa Anvisa) a aprovação para uso emergencial nos Estados Unidos e já comece o processo por lá, seguindo o cronograma conforme o planejado.

A eficácia geral do imunizante ainda não foi divulgada pela farmacêutica.

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Fonte: Canaltech

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