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Giro da Saúde: homem com HIV, covid e monkeypox; vacina da varíola dos macacos

Finalmente temos algo concreto em torno das vacinas contra a varíola dos macacos: na última semana, uma vacina que deve chegar dentro de um mês foi autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), bem como um antiviral. Quem poderá usar os medicamentos? Essa e outras notícias que receberam destaque você acompanha agora, em síntese, aqui no Giro da Saúde!

Doença do tatu, a infecção que matou um jovem no Piauí

Paracoccidioidomicose, ou doença do tatu, é causada por fungos (Imagem: Aldo Hernandez/Unsplash)
Paracoccidioidomicose, ou doença do tatu, é causada por fungos (Imagem: Aldo Hernandez/Unsplash)

Paracoccidioidomicose. Você já ouviu este nome? Trata-se do termo médico para uma enfermidade que veio à tona na semana passada, logo após a morte de um jovem de 17 anos no Piauí: a doença do tatu. O adolescente morreu no último dia 20, após contrair uma micose sistêmica adquirida por inalação, causada por fungos do gênero Paracoccidioides ssp. Um mês antes de morrer, o paciente tinha saído para caçar o animal.

O nome popular da doença é esse porque, ao caçar tatus, a pessoa entra em contato com as tocas, onde o solo está contaminado pelo fungo. Em nota, a secretaria de saúde regional também chegou a afirmar que a transmissão não ocorre de pessoa para pessoa, mas pela “inalação dos esporos que estão no solo contaminado”. A doença tem como principais sintomas lesões na pele, tosse, febre, falta de ar, linfadenomegalia, comprometimento pulmonar e emagrecimento.

Ápice do azar: homem contrai varíola dos macacos, covid e HIV simultaneamente

Com varíola dos macacos, HIV e covid, homem segue isolado e em tratamento (Imagem: Prostock-studio/Envato)
Com varíola dos macacos, HIV e covid, homem segue isolado e em tratamento (Imagem: Prostock-studio/Envato)

Qual a chance de uma pessoa contrair HIV, varíola dos macacos e covid-19 ao mesmo tempo? Mesmo que não tenhamos precisamente esta estatística, sabemos: é raro, muito raro. O primeiro caso de coinfecção pelos três vírus de que se tem notícia aconteceu na última semana, na Itália. O paciente é um homem de 36 anos, cuja condição virou relato de caso em uma revista científica.

Liderado por pesquisadores da Universidade de Catania, na Itália, o estudo conta que, em junho, o paciente italiano passou cinco dias na Espanha — o país é o segundo no ranking global de casos da varíola dos macacos, atrás apenas dos Estados Unidos. Durante o período, ele teve relações sexuais com outros parceiros do sexo masculino. Nove dias após voltar de viagem, ele começou a relatar sintomas inespecíficos: febre, dor de garganta, dor de cabeça, fadiga e linfadenopatia (ínguas pelo corpo). Ao procurar ajuda médica, descobriu que estava com covid-19.

Não obstante, poucos dias depois, começou a apresentar pústulas na região perianal, pés, mãos e rosto. Novos exames revelaram que ele também tinha contraído o vírus monkeypox, da varíola dos macacos. Na bateria de exames, ainda foi constatado que o paciente convivia com o vírus HIV — e não sabia.

O homem já melhorou, embora ainda esteja em isolamento. Ele segue monitorado e passa bem, sem sintomas e em tratamento para o HIV.

Bebês e cachorro com varíola dos macacos no Brasil

Dois bebês e um cachorro foram diagnosticado com varíola dos macacos no Brasil (Imagem: nd3000/envato)
Dois bebês e um cachorro foram diagnosticado com varíola dos macacos no Brasil (Imagem: nd3000/envato)

O número de casos de varíola dos macacos ainda está em franco crescimento no Brasil, e, na última semana, três novos casos chamaram a atenção das autoridades de saúde nacionais: dois bebês e um cachorro testaram positivo para o vírus monkeypox em seus organismos. Na Bahia, foi diagnosticada com o vírus uma criança de 2 meses. Em São Paulo, o paciente é um bebê de 10 meses. E em Minas Gerais, um cachorrinho de 5 meses acabou contraindo a doença de seu tutor.

Até o momento, outras crianças já foram infectadas pela varíola dos macacos no Brasil. Os primeiros casos públicos da doença em menores de idade foram confirmados no estado de São Paulo. No final de julho, três crianças com idades entre 4 e 6 anos testaram positivo para o vírus.

No entanto, aqui no país, trata-se do primeiro animal a manifestar sinais e sintomas da doença. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), o primeiro cachorro contaminado vivia na mesma casa que seu tutor, em Juiz de Fora, que já havia sido infectado pela doença e apresentava sintomas.

O bebê de São Paulo e o cachorrinho mineiro apresentam quadros de saúde estáveis. Não se tem notícia oficial, no entanto, do estado de saúde do bebê de 2 meses, diagnosticado na Bahia.

Adoçantes causam estrago no intestino

Adoçantes alteram a microbiota intestinal, o que pode causar problemas (Imagem: Patricia Gnipper/Canaltech)
Adoçantes alteram a microbiota intestinal, o que pode causar problemas (Imagem: Patricia Gnipper/Canaltech)

Você é desses que adoram colocar adoçante em tudo? Pois bem, se o açúcar faz mal, parece que o adoçante faz ainda mais. Esses produtos podem alterar os micróbios no intestino e elevar a resposta do corpo ao açúcar, conforme aponta um estudo publicado na revista científica Cell. O artigo, que contou com a participação de 120 indivíduos, sugere que consumir essas substâncias regularmente têm desvantagens potenciais para a saúde.

Os participantes do estudo que usaram sacarina e sucralose por duas semanas tiveram alterações fisiológicas, com alteração do microbioma intestinal em composição e função, e sua tolerância à glicose foi prejudicada. No entanto, o estudo ressalta que aspartame e estévia (conhecido também como stevia) não mostraram os mesmos efeitos na tolerância à glicose. Enquanto isso, a sucralose impactou significativamente a tolerância à glicose, mesmo em adultos saudáveis.

Se você busca por alternativas melhores ao açúcar, os melhores adoçantes são aqueles de origem natural: é o caso da stevia, do xilitol e do eritritol.

Anvisa autoriza vacina e antiviral contra varíola dos macacos

Vacina da varíola dos macacos: quem pode tomar? (Imagem: furmanphoto/envato)
Vacina da varíola dos macacos: quem pode tomar? (Imagem: furmanphoto/envato)

Na última quinta-feira (25), a Anvisa autorizou a liberação da vacina contra varíola dos macacos, bem como do antiviral Tecovirimat. A autorização diz respeito à vacina da empresa Bavarian Nordic A/S, fabricada na Dinamarca e na Alemanha.

Aqui no Brasil, o imunizante será contemplado com uma dispensa de registro para importação de medicamentos e vacinas capazes de prevenir ou tratar a varíola dos macacos. Entretanto, cabe ressaltar que essa dispensa é temporária e excepcional se aplica somente ao Ministério da Saúde e terá validade de seis meses. Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) já aprovou a fórmula, assim como fez a Agência Europeia de Medicamento (EMA). A vacina deve chegar em setembro para os brasileiros.

Já o antiviral Tecovirimat deve ser usado na fase inicial da infecção, ou seja, entre o primeiro e o quinto dia do aparecimento dos sintomas. Ele é indicado para tratar a varíola, a varíola dos macacos e a varíola bovina, três infecções causadas por vírus pertencentes à mesma família (orthopoxvírus).

O Canaltech publicou um guia sobre quem poderá tomar a vacina e usar o medicamento para tratar a varíola dos macacos.

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Fonte: Canaltech

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