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Giro da Saúde: do erro na dose da AstraZeneca à vacina contra o câncer de mama

·5 min de leitura

Inovações, novos estudos e descobertas inusitadas deram a tônica na editoria de saúde desta semana, no Brasil e no mundo. No Giro da Saúde deste domingo, você confere destaques que vão desde uma abordagem que usa o virus zika para destruir tumores no cérebro a um erro em um estudo com a vacina da AstraZeneca, que pode levar a novas (e promissoras) descobertas científicas. Confira essas e outras das principais notícias da semana!

Quem diria que o vírus zika destruiria tumores cerebrais?

(Imagem: 4330/Pixabay)
(Imagem: 4330/Pixabay)

Uma nova forma de tratamento contra o câncer no cérebro está sendo avaliada em laboratório e, até o momento, parece bastante promissora: cientistas da USP injetaram, em um estudo pré-clínico, um composto à base do vírus zika em roedores. Nenhum efeito neurológico foi observado nos animais, o que indica que, no futuro, a técnica pode virar realidade para nós, humanos.

Essa descoberta é animadora, mesmo que a abordagem ainda leve um bom tempo para chegar até nós. A injeção foi aplicada por via intraperitoneal em camundongos. Nos animais, as proteínas que regulam a resposta imunológica (citocinas) suprimiram a progressão do tumor e houve aumento da migração de células de defesa para o cérebro afetado pelo câncer, o que ativou o sistema imunológico contra as células cancerígenas. A próxima etapa de validação envolverá a participação cães para os testes.

Nova variante do coronavírus se mostra resistente a vacinas (in vitro)

(Photocreo/Envato Elements)
(Photocreo/Envato Elements)

Mais uma cepa do SARS-CoV-2 foi descoberta, apesar de ainda não ter se tornado uma variante de preocupação. Catalogada pela primeira vez na Tanzânia e relatada também na Suécia e em Angola, a variante A.30 pode "driblar" as vacinas, uma vez que carrega múltiplas mutações na proteína S (spike) de sua membrana. Vale lembrar que é através desta proteína que o vírus se liga à celula humana, a infecta e consegue se replicar no organismo.

Como existem poucos casos sequenciados da A.30, a cepa ainda não entrou no radar da Organização Mundial da Saúde, nem recebeu uma letra grega para identificação. Talvez, seja uma variante de baixa prevalência, responsável apenas por surtos localizados. Mesmo assim, as farmacêuticas já estão preparadas para "turbinar" suas fórmulas, à medida que novas variantes, potencialmente mais contagiosas ou até mesmo perigosas, surgem pelo mundo.

Vacina contra o câncer de mama mais agressivo começa a ser testada nos EUA

(Rido81/Envato)
(Rido81/Envato)

Cientistas da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, darão início aos testes de uma vacina contra o câncer de mama, que se mostrou promissora em testes pré-clínicos (com animais). O alvo é o cancer de mama triplo negativo, o pior tipo desse tumor maligno, uma vez que não responde a tratamentos convencionais e só pode ser prevenida ou curada com mastectomia.

O câncer de mama triplo negativo geralmente está associado à proteína Alfa-lactoalbumina, que será o alvo da vacina. Assim, o sistema imunológico irá mirar nesta proteína, evitando o desenvolvimento de tumores de mama. A vacina também deve incluir uma droga no organismo que irá interromper o crescimento dos tumores. No entanto, ainda deve levar um longo caminho até que a vacina se torne viável e esteja disponível comercialmente.

Fast food é tóxica a ponto de desregular nossos hormônios

(oizostudios/envato)
(oizostudios/envato)

Lanches rápidos podem ser irresistíveis, mas guardam dentro de sua receita produtos químicos que podem prejudicar nossa produção natural de hormônios. São, em sua maioria, compostos que dão mais palatabilidade aos alimentos e até mesmo flexibilidade aos materiais plásticos.

Pesquisadores dos EUA relatam, em um estudo recente, que crianças expostas a grandes quantidades desses químicos frequentemente desenvolvem problemas de saúde como asma e obesidade. A longo prazo, a exposição aos produtos pode até levar a problemas de fertilidade.

Foram reunidas 64 amostras de lanches, incluindo hambúrgueres, batatas fritas, nuggets de frango, burritos de frango, pizza de queijo e até luvas de manipulação de alimentos de seis restaurantes diferentes. A equipe testou as amostras para 11 produtos químicos diferentes e descobriu que 81% dos alimentos continham ftalato di-n-butil (DnBP), enquanto 89% continham um plastificante diferente.

“Descobrimos que plastificantes são comuns em alimentos preparados disponíveis nas cadeias de fast food dos EUA, o que significa que muitos consumidores estão recebendo produtos químicos potencialmente prejudiciais à saúde junto com suas refeições”, apontam os autores da pesquisa.

Erro na dose da vacina da AstraZeneca traz nova descoberta em estudo

(felipecaparros/envato)
(felipecaparros/envato)

Quando a vacina Covishield, da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, estava em sua fase de estudos clínicos, um erro de dosagem acabou gerando um resultado curioso. Alguns voluntários receberam a primeira dose em menor concentração que o indicado na bula, e, em vez de terem sido comprometidos, obtiveram melhor eficácia do imunizante. Mas, por quê? Em busca de respostas, cientistas da Northwestern Medicine, dos EUA, replicaram o experimento em camundongos, mas usando outra fórmula que usa o adenovírus tipo 5 (Ad5), adotado nas vacinas Sputnik V e CanSino. O próximo passo é replicar o estudo com vacinas de RNA mensageiro (Pfizer e Moderna).

Na pesquisa, observou-se que aplicar a primeira dose reduzida e uma segunda mais concentrada também gerou maior proteção nos roedores imunizados. Dessa forma, os cientistas concluíram que há "uma vantagem inesperada do fracionamento das doses principais da vacina, garantindo uma reavaliação dos protocolos de teste do imunizante para SARS-CoV-2 e outros patógenos". Além disso, o maior tempo entre as doses ajudou na melhora da resposta imunológica.

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Fonte: Canaltech

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