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Giro da Saúde: droga do Alzheimer pode já existir; febre maculosa no Brasil; e +

·5 min de leitura

A semana teve mais foco em remédios em desenvolvimento contra a covid-19 do que em vacinas propriamente ditas, o que sinaliza um novo passo da ciência no combate ao coronavírus. Esse e outros assuntos que bombaram na semana você lê aqui, em resumo, no Giro da Saúde!

Remédio da Pfizer contra covid entra em testes no Brasil

Imagem: Sommai/Envato Elements
Imagem: Sommai/Envato Elements

Na última semana, os testes em humanos para um novo remédio da Pfizer contra o coronavírus já começaram no Brasil. O medicamento Paxlovid é um antiviral, que nos ensaios ainda é chamado de PF-07321332, e já está em fase 2 de estudos clínicos, uma vez que a etapa pré-clínica e a primeira parte do estudo com humanos tiveram bons resultados.

"A PF-07321332 já demonstrou potente atividade in vitro contra o SARS-CoV-2 nas fases pré-clínicas, assim como adequadas segurança e tolerabilidade em estudos de Fase 1 em humanos", explica a empresa, em nota.

Nos ensaios clínicos brasileiros, o antiviral será coadministrado com uma baixa dose do Ritonavir (antirretroviral utilizado para tratamento de infecção por HIV). Para a validação do tratamento, o estudo nacional terá três grandes divisões com diferentes perfis de voluntários, sendo todos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo.

Por aqui, os testes já ocorrem nos seguintes estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, com mais de 20 centros de pesquisa envolvidos em todo o Brasil. Apesar de a fase de recruta de voluntários estar aberta, ainda não foram divulgados os meios para cadastros e inscrição em cada localidade.

Reino Unido aprova pílula marrom da MSD contra covid

Imagem: Divulgação/MSD
Imagem: Divulgação/MSD

A ciência já entrou na fase de medicamentos contra a covid, para além das vacinas. E depois que a MSD revelou o potencial do molnupiravir contra o coronavírus, era só uma questão de tempo para que os primeiros países avaliassem os resultados dos estudos da farmacêutica para iniciar o uso emergencial do medicamento. Foi o que aconteceu com o Reino Unido: por lá, a agência de medicamentos liberou o uso da droga para imunossuprimidos.

O molnupiravir funciona melhor quando administrado nos estágios iniciais da infecção, reduzindo pela metade o risco de morte e hospitalização. A autorização do remédio, conhecido também como Lagevrio, é direcionada a pessoas com sintomas leves a moderados da covid-19 e que tenham, pelo menos, um fator de risco para o agravamento, como idade avançada, obesidade, diabetes mellitus ou doenças do coração.

Fiocruz faz alerta sobre casos de febre maculosa no Brasil

Imagem: James Gathany/CDC
Imagem: James Gathany/CDC

Você sabe o que é febre maculosa? Até o mês de setembro deste ano, o Brasil registrou 69 casos e 19 mortes, segundo o Ministério da Saúde, da doença, que "é uma doença infecciosa febril aguda, que pode causar desde formas assintomáticas até casos mais graves, com alta possibilidade de óbito", conforme diz a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ela é causada pela picada de carrapato-estrela ou outros carrapatos infectados com a bactéria Rickettsia rickettsii, e recebe esse nome por causar manchas avermelhadas na pele — as máculas.

O quadro clínico da febre maculosa é marcado por um início brusco, no qual ocorre febre alta e dores de cabeça, podendo haver dores musculares intensas e prostração. Conforme a doença evolui, hemorragias, náuseas e vômitos também podem ocorrer. No entanto, todas essas manifestações surgem após um período de incubação que leva em média 7 dias, podendo variar de 2 a 15 dias. A partir do terceiro dia, manchas avermelhadas podem aparecer na pele.

Para tratar a febre maculosa, é necessário usar um antimicrobiano específico. "Como a bactéria pode destruir a parede do vaso sanguíneo, o tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível. A partir do 7º dia de doença, a lesão torna-se, geralmente, irreversível e o óbito, inevitável", alerta a Fundação.

Cientistas "turbinam" cérebros de pessoas para melhorar controle cognitivo

Imagem: keybal/envato
Imagem: keybal/envato

Pesquisadores da Universidade de Minnesota (EUA) combinaram inteligência artificial e estimulação elétrica para aprimorar determinadas funções cerebrais em pacientes com transtornos emocionais, como depressão e excesso de negativismo. No estudo, os cientistas identificaram que a cápsula interna do cérebro, responsável pelo controle cognitivo, serviria de alvo para uma combinação interessante: eletrodos, estímulos elétricos e inteligência artificial. Eles implantaram, cirurgicamente, centenas de minúsculos fios nos cérebros de 12 voluntários.

O algoritmo de machine learning ajudou a equipe a isolar as habilidades de controle cognitivo dos pacientes de sua atividade cerebral e de suas ações. “O sistema pode ler a atividade cerebral, decodificar quando um paciente está tendo dificuldade e aplicar uma pequena estimulação elétrica ao cérebro para impulsioná-lo a superar essa dificuldade”, contam os pesquisadores.

O remédio para Alzheimer pode já existir nas farmácias

Imagem: Freepik
Imagem: Freepik

Um novo estudo conduzido por pesquisadores do Rush University Medical Center (EUA) aponta que dois medicamentos já disponíveis nas farmácias podem ter potencial contra a doença de Alzheimer, não apenas neutralizando os danos cerebrais causados, mas também melhorando a cognição nos pacientes. São eles a gemfibrozila (especialmente indicada para reduzir o colesterol) e o ácido retinoico, também conhecido como tretinoína, um derivado da vitamina A (usado para tratar várias doenças, desde acne até psoríase, uma doença autoimune).

Esses dois fármacos estão sendo estudados por apresentarem um forte impacto no cérebro, quando usados juntos, em doses ainda em avaliação. Potencialmente, eles podem desempenhar um papel também contra o Alzheimer, que, até o momento, é uma doença incurável. Ambos os remédios podem se concentrar nos astrócitos — células da neuróglia que nutrem os neurônios e podem ter relação com o acúmulo de substância beta-amiloide, principal responsável pelo desenvolvimento do Alzheimer.

A combinação dos fármacos força os astrócitos a reverter o processo destrutivo e, consequentemente, reduzir a placa beta amiloide, melhorando a função cognitiva. É um primeiro passo importante e animador, no entanto, mais pesquisas na área ainda precisam ser conduzidas.

Apesar dos dados sugerirem que a combinação dos remédios funciona, o Canaltech se posiciona contra a prática da automedicação. Ainda faltam resultados consistentes para garantir o uso seguro da combinação dos dois princípios ativos em um só comprimido. A recomendação é procurar um médico antes de tomar um medicamento.

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Fonte: Canaltech

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