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Giro da Saúde: cafeína e massa cinzenta; vacinas da Johnson, Covaxin e Pfizer

Luciana Zaramela
·16 minuto de leitura

Mais uma semana começando, e o enfoque, outra vez, está nos imunizantes. Além das novas candidatas, como a vacina da Johnson & Johnson, estarem despontando com bons resultados, o Brasil também está no noticiário com seu Plano Nacional de Imunização e a vindoura vacina da Bharat Biotech, a Covaxin. Além dela, o imunizante da Pfizer também está prestes a integrar o catálogo nacional de vacinas, muito embora ainda seja necessário resolver a situação entre a farmacêutica, o Ministério da Saúde e, quiçá, estados e municípios.

A semana promete: aqui no Giro você se informa e se prepara para aquilo que está por vir nos próximos sete dias. Vamos aos destaques da última semana!

Um ano de COVID-19 no Brasil

Epidemia faz um ano no Brasil; o que mudou? (Imagem: user3802032/Freepik)
Epidemia faz um ano no Brasil; o que mudou? (Imagem: user3802032/Freepik)

Na última quarta (24), o Brasil completou um ano desde a primeira suspeita de contaminação pelo até então novo coronavírus. O caso envolveu um paciente de São Paulo (SP), que, voltando de uma viagem à Itália, apresentou sintomas de gripe e procurou um hospital na capital paulista. Após realizar o exame, o diagnóstico de COVID-19 foi constatado.

Os números após um ano da doença no Brasil assustam: já ultrapassamos as 250 mil mortes pela doença e estamos vivendo um período crítico, com a maior média móvel de óbitos desde o início da pandemia. Manaus, no Amazonas, é a cidade que mais vem sofrendo com a COVID-19, sendo a primeira a vivenciar um grande colapso do sistema de saúde, e várias outras cidades — em sua maioria, capitais — estão decretando medidas rígidas para contenção da circulação do vírus, como toques de recolher e até mesmo lockdown.

Com pouco mais de um mês do início da campanha de vacinação contra COVID, o Brasil está vacinando, até o momento, apenas profissionais que atuam na linha de frente no combate ao coronavírus e idosos.

Leia a notícia no Canaltech

Vacinas contra COVID: quais os efeitos colaterais mais comuns nos brasileiros?

Tomou ou vai tomar a vacina? Os efeitos colaterais não são bicho de sete cabeças, geralmente (Imagem: Jubjang/Rawpixel)
Tomou ou vai tomar a vacina? Os efeitos colaterais não são bicho de sete cabeças, geralmente (Imagem: Jubjang/Rawpixel)

Uma pergunta recorrente quanto ao tema COVID-19 é se, após a vacinação, as pessoas podem sentir efeitos colaterais e quais seriam esses efeitos. A resposta, já prevista pelas fabricantes de imunizantes, agora vem com respaldo da Anvisa: efeitos colaterais podem acontecer, embora não sejam muito comuns.

De acordo com a agência, as notificações mais frequentes relacionadas às vacinas contra a COVID-19 não são graves e envolvem dor de cabeça, febre, dor no local da injeção e sensação de estar resfriando. Mas, tal como pode acontecer com outras vacinas e até mesmo remédios, não são, de maneira geral, eventos preocupantes.

Suzie Marie Teixeira Gomes, gerente-geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária da Anvisa, avisa que tais eventos são esperados. E, segundo ela, ainda é muito cedo para avaliar os dados sobre o uso das vacinas no Brasil, pelo fato de o número de vacinados no país ainda ser pequeno se comparado a outras vacinas que já são parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

"Não existe, até o momento, nenhum sinal de segurança importante para que se desencadeie um processo regulatório ou uma ação regulatória", pontuou. "Toda essa avaliação vem sendo feita desde a primeira agulhada que foi administrada na primeira dose... Então, as suspeitas que são notificadas, mais as informações adicionais de outras autoridades regulatórias, com a base de dados da Organização Mundial da Saúde, não mostraram para a gente nenhuma alteração no perfil de segurança da vacina. Isso é um ponto muito positivo", afirmou Gomes durante entrevista.

Confira as informações completas na notícia publicada no Canaltech

Vacina da Johnson & Johnson promete ser excelente imunizante

Segura e eficaz, a vacina evitou internações e mortes (Imagem: Reprodução/Johnson & Johnson)
Segura e eficaz, a vacina evitou internações e mortes (Imagem: Reprodução/Johnson & Johnson)

Com apenas uma dose, a vacina desenvolvida pelo laboratório Janssen, da Johnson & Johnson, tem demonstrado resultados supreendentes e animadores em seus testes. Na quarta-feira passada (24), a Food and Drug Administration, agência norte-americana que regula os medicamentos nos EUA, anunciou que a vacina é segura, eficaz e evitou completamente as hospitalizações e mortes.

Traduzindo em números, a vacina da Johnson foi 85% eficaz na prevenção da forma grave da infecção pelo coronavírus, e ofereceu 66% de proteção geral quando casos moderados foram incluídos nos ensaios clínicos. Segundo os resultados, a eficácia da vacina contra COVID-19 grave foi igualmente alta nos Estados Unidos, África do Sul e Brasil.

Já a taxa de eficácia da vacina em casos moderados a graves se apresentou menor (42%) na prevenção de casos moderados a graves em idosos com mais de 60 anos que também apresentavam fatores de risco.

Segundo a revisão feita pela FDA, a vacina parece ter atendido aos critérios de segurança e eficácia (pelo menos 50% e dados de segurança de acompanhamento de dois meses). O imunizante foi descrito com “perfil de segurança favorável”, com os efeitos colaterais mais comuns incluindo dor no local da injeção, dor de cabeça e fadiga.

Do ponto de vista dos especialistas, a essa altura a eficácia mais baixa não é motivo de grande preocupação, mas justifica mais estudos. A parte promissora é que não houve mortes ou casos que exigissem intervenção médica um mês depois que os idosos receberam as vacinas. No geral, houve sete mortes no ensaio, mas todas elas no grupo que recebeu o placebo.

Saiba mais sobre a eficácia da vacina da Johnson

Cafeína pode reduzir massa cinzenta e não causar insônia, revela estudo

Reviravolta: então a cafeína não atrapalha a dormir? Calma, ainda são resultados preliminares (Imagem: Reprodução/Rawpixel)
Reviravolta: então a cafeína não atrapalha a dormir? Calma, ainda são resultados preliminares (Imagem: Reprodução/Rawpixel)

Um novo estudo sugere uma reviravolta naquilo que conhecemos e esperamos que aconteça depois que ingerimos nosso querido cafezinho. Publicada na revista Cerebral Cortex, a pesquisa revela, por exemplo, que a ingestão da bebida pode alterar o volume de matéria cinzenta no cérebro. Outra surpresa: os pesquisadores dizem que a cafeína não interfere na qualidade do sono, levantando dúvidas quanto à relação entre café e noites mal dormidas.

O estudo foi conduzido com 20 voluntários que bebiam café diariamente. Metade recebeu uma pílula diária de cafeína, e a outra metade, um comprimido com placebo. Eles foram avaliados a cada término de duas etapas de 10 dias corridos. Então, ao fim de cada período desses, os cientistas avaliaram o cérebro dos participantes após submetê-los a ressonância magnética funcional, que detecta variações no fluxo sanguíneo como resposta à atividade neural, medindo também a atividade cerebral durante o sono. Os resultados mostraram uma diminuição do volume da massa cinzenta após o consumo diário de cafeína, e um aumento após 10 dias de abstinência.

Carolin Reichert, autora do estudo e professora na Universidade de Basileia, na Suíça, explicou em nota que os resultados do estudo não significam, necessariamente, que beber café impacta o cérebro de forma negativa. "Porém, o consumo diário de cafeína evidentemente afeta o nosso hardware cognitivo, e isso deveria ser algo para dar origem a novos estudos", pontua ela.

Veja, em detalhes, como o estudo foi feito

STF tem maioria a favor da compra de vacinas por estados e municípios

Independência de estados e municípios do MS pode acontecer em determinados casos (Imagem: Torstensimon/Pixabay)
Independência de estados e municípios do MS pode acontecer em determinados casos (Imagem: Torstensimon/Pixabay)

Estados e municípios de todo o Brasil devem ganhar independência do Ministério da Saúde no quesito vacina. Na última terça (23), o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para autorizar que eles possam comprar e distribuir vacinas contra a COVID-19, de forma independente. Mas essa liberdade para realizar negociações valerá, apenas, em casos onde o governo federal não cumprir o Plano Nacional de Imunização ou quando as doses previstas do imunizante no documento se tornarem insuficientes para a demanda da região.

"A Constituição outorgou a todos os entes federados a competência comum de cuidar da saúde, compreendida nela a adoção de quaisquer medidas que se mostrem necessárias para salvar vidas e garantir a higidez física das pessoas ameaçadas ou acometidas pela nova moléstia, incluindo-se nisso a disponibilização, por parte dos governos estaduais, distrital e municipais, de imunizantes diversos daqueles ofertados pela União, desde que aprovados pela Anvisa, caso aqueles se mostrem insuficientes ou sejam ofertados a destempo", explicou o relator Ricardo Lewandowski.

Se um estado ou município decidir comprar um imunizante, a vacina precisará, obrigatoriamente, ter sido aprovada em prazo de 72 horas pela Anvisa, ou então contar com registro nas agências reguladoras da Europa, dos Estados Unidos, do Japão ou da China.

Saiba mais sobre a decisão do STF

Duas novas variantes do coronavírus preocupam os EUA

Nova Iorque e Califórnia estão em alerta com as novas variantes (Imagem: HwangMangjoo/Rawpixel)
Nova Iorque e Califórnia estão em alerta com as novas variantes (Imagem: HwangMangjoo/Rawpixel)

Mais duas cepas potencialmente perigosas estão chamando a atenção de agentes de saúde nos Estados Unidos, sendo uma na Califórnia e outra em Nova Iorque.

De acordo com os pesquisadores da Universidade da Califórnia (UFSF), as mutações identificadas na cepa do estado, conhecida oficialmente como B.1.427/B.1.429, devem fazer dela uma variante de preocupação, sendo que ela já se estabeleceu por lá e, provavelmente, será responsável por 90% das infecções do estado até o final do mês que vem, podendo inclusive ser mais transmissível e resistente às vacinas.

Já a variante encontrada em Nova Iorque foi identificada pela primeira vez em amostras coletadas na cidade em novembro, e foi chamada de B.1.526. Essa nova cepa parece ser mais perigosa que a da Califórnia e tem alta transmissibilidade, uma vez que conta com a mutação E484K — presente nas variantes da África do Sul e do Brasil — além de uma nova mutação identificada como S477N. Em números, casos de COVID-19 com ambas mutações, neste mês, já representam cerca de 27% das amostras sequenciadas na cidade.

Além dessas duas variantes, outro caso chama a atenção nos Estados Unidos, e é sobre ele que falaremos a seguir.

Para entender melhor as duas variantes (da Califórnia e de Nova Iorque), acesse o conteúdo completo

Bebê norte-americano com carga viral elevadíssima acende outro alerta

Recém-nascido com carga viral 51 mil vezes maior que a média causa preocupação entre pesquisadores (Imagem: Javier de La Maza/Unsplash)
Recém-nascido com carga viral 51 mil vezes maior que a média causa preocupação entre pesquisadores (Imagem: Javier de La Maza/Unsplash)

Para além das duas variantes encontradas nos EUA, o caso de um bebê infectado com COVID-19 e com carga viral 51 mil vezes maior que a média em pacientes pediátricos intrigou médicos. A criança precisou ser internada no Children's National Hospital (CNH), em Washington D.C.

Surpresa com os resultados dos exames do recém-nascido, a equipe do CNH sequenciou uma amostra contendo o coronavírus responsável pela infecção na criança e descobriu uma nova variante, conforme publicado em um preprint na plataforma MedRxiv.

"A análise de um isolado viral de um paciente neonatal com uma alta carga de RNA viral resultou na identificação de uma nova variante da proteína spike [presente na membrana do coronavírus e responsável pela infecção das células saudáveis] e que representa a primeira amostra conhecida de uma linhagem emergente de SARS-CoV-2", afirma o estudo. A mutação inédita da variante é a N679S e, agora, está sendo investigada em detalhes.

Apesar de o caso acender alertas, ainda é cedo para tirar conclusões sobre o que pode ter causado um aumento tão significativo na carga viral do bebê. Roberta DiBiasi, chefe do departamento de doenças infecciosas do CNH, explica ao Washington Post que o quadro pode ser uma grande coincidência. “Mas a associação é muito forte. Se você vir um paciente que tem exponencialmente mais vírus e é uma variante completamente diferente, provavelmente está relacionado”, especula a médica.

Leia a notícia no CT

Psicopatas têm função cerebral reduzida ao tentar demonstrar empatia

Cientistas encontram dados inéditos sobre o cérebro dos psicopatas (Imagem: Rene Asmussen/Pexels)
Cientistas encontram dados inéditos sobre o cérebro dos psicopatas (Imagem: Rene Asmussen/Pexels)

Você conhece alguém com psicopatia? Pessoas que possuem esse transtorno possuem características como sociopatia e ausência de empatia pelos outros, e não conhecem o significado da palavra remorso quando diz respeito a algo ruim que fizeram.

Para entender a origem e o funcionamento cerebral dos psicopatas, cientistas encontraram pela primeira vez a evidência de que eles ficam com a função cerebral reduzida na hora de se empatizar com os outros. Publicado na revista científica NeuroImage, o estudo mostrou que pessoas com psicopatia sentiam dificuldade em finalizar tarefas relacionadas a tomar conta da perspectiva de outra pessoa, com os exames dando destaque às áreas do cérebro relacionadas ao sentimento que apresentavam pouca atividade.

A pesquisa contou com 94 participantes, todos homens, adultos e presos por terem cometido crimes, para tentar entender como o cérebro deles funcionava frente a interações sociais, com o objetivo de identificar se eles sentiam empatia ou não. Foi constatado que as pessoas que pontuaram alto para a psicopatia foram as mesmas que apresentaram um desempenho pior na hora de identificar as emoções sentidas ao se depararem com cenas de pessoas interagindo de diversas formas.

Para saber detalhes sobre a pesquisa, acesse a notícia no Canaltech

Como saber se a vacina foi aplicada? Pode filmar?

Saiba quais são seus direitos na hora de tomar a vacina (Imagem: Katja Fuhlert/Pixabay)
Saiba quais são seus direitos na hora de tomar a vacina (Imagem: Katja Fuhlert/Pixabay)

Diante de algumas revelações que viralizaram na internet, muita gente ainda tem dúvidas quanto aos seus direitos na hora de ir ou levar um parente para tomar vacina. Acontece que alguns internautas postaram nas redes sociais vídeos que mostram enfermeiros fingindo aplicar imunizantes contra COVID-19 em braços de idosos, como aconteceu no Rio de Janeiro e em Goiás. Para esclarecer essas dúvidas e enaltecer os direitos do cidadão, o Canaltech procurou especialistas para ajudar com orientações na hora de ir se vacinar.

De acordo com Lúcia Helena Linheira Bisetto, professora do curso de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a pessoa pode e deve estar atenta na hora da injeção. Sugiro que a pessoa solicite ao vacinador que o preparo da dose de vacina na seringa seja realizado na sua presença, para que ela fique atenta durante a vacinação e verifique se a seringa está vazia ao término do procedimento", diz Lúcia. "O paciente deve presenciar todo o processo da vacinação, antes e após a administração da vacina, pois é uma medida que contribui para a sua segurança", completa.

Quanto a poder filmar ou não, Lúcia garante que, como o paciente está consumindo um serviço, tem todo o direito de acompanhar o procedimento. De acordo com o advogado e professor da PUC-SP Ricardo Vieira, o paciente não só pode como deve filmar. "Já existem instruções das secretarias estaduais de saúde. Como existe a aplicação em um ambiente público, as pessoas podem sim registrar esse momento. Toda administração pública se deve pautar pela publicidade, então é permitido sim o registro da imagem", afirma.

Prepare-se para o dia da vacinação e leia as recomendações nesta matéria

Fiocruz cria teste rápido para novas variantes

Novo teste rápido identifica variantes de Manaus, da África do Sul e do Reino Unido (Imagem: Pete Linforth/Pixabay)
Novo teste rápido identifica variantes de Manaus, da África do Sul e do Reino Unido (Imagem: Pete Linforth/Pixabay)

Com o Brasil vivenciando uma segunda onda em que variantes do coronavírus conseguem fazer ainda mais vítimas, como é o caso da de Manaus, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) da Amazônia decidiram desenvolver um novo teste rápido capaz de detectar novas variantes do coronavírus. O novo teste foi realizado com 500 pessoas da região norte, e acusou que 70% estavam contaminadas com a variante manauara, identificada como P.1. O teste também conseguiu identificar mutações associadas às variantes da África do Sul e do Reino Unido.

“É possível fazer centenas de amostras diariamente, porque o protocolo de PCR, em tempo real, é muito mais fácil e direto do que o sequenciamento, então, a gente consegue fazer hoje com a nossa capacidade centenas de amostras por dia”, explica Felipe Nave, pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia.

O Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen - AM) será o primeiro a usar o produto para realizar diagnósticos. Depois, os testes serão adotados por laboratórios de Rondônia, Roraima, Mato Grosso do Sul, Ceará e Rio de Janeiro.

Saiba mais sobre o novo exame da Fiocruz

Quem já teve COVID precisa tomar duas doses da vacina?

Como ficam os anticorpos? Cientistas tentam responder a essa questão (Imagem: user15285612/Freepik)
Como ficam os anticorpos? Cientistas tentam responder a essa questão (Imagem: user15285612/Freepik)

Outra dúvida sobre a vacinação: quem já teve COVID-19 desenvolveu anticorpos para combater a doença, certo? E então, será que ainda assim é preciso tomar as duas doses da vacina?

De acordo com um estudo recente, conduzido pela Icahn School of Medicine at Mount Sinai, em Nova Iorque, quem já foi infectado com o coronavírus e já recebeu a primeira dose de vacina apresenta uma resposta imune robusta, que as pessoas geralmente tendem a ter após sua segunda dose. "Pessoas que já tiveram COVID-19 antes produzem anticorpos muito rapidamente, em níveis muito mais elevados do que aqueles que não tiveram experiência com o vírus", observou a autora do estudo, Dra. Viviana Simon.

O estudo conclui que uma segunda dose da vacina, portanto, não seria necessária nesses casos, o que poderia inclusive economizar doses para imunizar quem nunca teve a doença. Mas, calma: ainda é necessário que o estudo seja revisado por pares. Além disso, mais pesquisas sobre o assunto precisam corroborar os achados deste primeiro estudo.

Quer saber mais sobre o estudo? Acesse a matéria aqui

Covaxin: o que se sabe sobre a vacina indiana?

Imunizante da Bharat Biotech já está chegando ao Brasil (Imagem: Divulgação/Bharat Biotech)
Imunizante da Bharat Biotech já está chegando ao Brasil (Imagem: Divulgação/Bharat Biotech)

Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 20 milhões de doses de uma nova vacina para integrar o PNI (Plano Nacional de Imunização): a indiana Covaxin, desenvolvida pelo laboratório Bharat Biotech. O investimento total foi de R$ 1,614 bilhão, e o processo foi facilitado devido à dispensa do uso de licitação, exigência que é amparada pela MP 1.026/21. Ainda sem registro na Anvisa, a vacina já vem sendo aplicada nos indianos.

Com produção apoiada pela Fundação Bill & Melinda Gates, o imunizante conta ainda com a colaboração do Instituto Nacional de Virologia (NIV) e do Conselho Indiano de Pesquisa Médica (ICMR). A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve visitar, nesta semana, a fábrica da Precisa Medicamentos, responsável pelas doses que serão distribuídas aos brasileiros.

A Covaxin também funciona com duas doses e é feita com coronavírus inativado em sua fórmula. Para ser armazenada, exige temperaturas "fáceis", entre 2 °C e 8 °C, ou seja, em geladeiras comuns. No entanto, vale dizer que o imunizante ainda não passou pela fase 3, mas as avaliações das fases 1 e 2, segundo a fabricante, apresentaram resultados satisfatórios tanto de segurança quanto de resposta imunológica.

Leia mais sobre a Covaxin

Pfizer estipula data limite para o Brasil comprar vacina

Ministério, estados ou municípios: quem vai negociar direto com a Pfizer? (Imagem: Divulgação/BioNTech)
Ministério, estados ou municípios: quem vai negociar direto com a Pfizer? (Imagem: Divulgação/BioNTech)

Outro imunizante que está prestes a chegar ao Brasil é a vacina da Pfizer/BioNTech, que já teve seu registro oficializado pela Anvisa, para uso definitivo. Segundo o governador da Bahia, Rui Costa, a oferta para a compra do imunizante seria válida até o dia 19 de março. Depois disso, a fórmula poderia ser negociada diretamente com os governos estaduais no Brasil.

O imunizante da Pfizer conta com tecnologia de mRNA (RNA mensageiro) e precisa de duas doses para oferecer proteção completa. Como na última terça (23) o STF formou maioria para autorizar a independência de estados e municípios para compra de vacinas, sem precisar passar pelo Ministério da Saúde, os próximos capítulos dessa história ainda são incertos. Isso porque, se o governo federal não cumprir o Plano Nacional de Imunização (PNI) ou se as doses previstas do imunizante no documento oficial sejam insuficientes para a demanda da região, estados e municípios poderão realizar acordos de compra de vacinas. Para isso, é necessário que a Anvisa já tenha aprovado seu uso ou que outras agências reguladoras (da Europa, dos EUA, da China e do Japão) já tenham registrado e oficializado o uso em seus territórios.

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Fonte: Canaltech

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