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Giro da Saúde: bebê com cauda; o que acontece quando você coça os olhos; e mais

·6 min de leitura

A semana foi bem agitada no que tange ciência e saúde, com descobertas importantes, relato de caso raro na medicina e até uma ressonância magnética de uma pessoa coçando os olhos em tempo real — e o quanto esse simples ato pode te deixar impactado. Pronto para mais um Giro da Saúde?

Raríssimo! Bebê nasce com cauda de 12 cm e uma esfera na ponta

Imagem: Aditya Romansa/Unsplash
Imagem: Aditya Romansa/Unsplash

Aqui no Brasil, um caso suprreendeu a comunidade médica no ano passado, mas veio à tona recentemente após a publicação de um estudo que relata o acontecimento. Em Fortaleza (CE), um bebê nasceu prematuro, mas tinha uma outra característica que chamou ainda mais a atenção dos neonatologistas: a criança asceu com uma cauda de 12 centímetros de comprimento e quatro de diâmetro, além de uma esfera na ponta.

Especialistas optaram por remover a cauda, já que o procedimento não faria mal algum à saúde do bebê. A operação foi feita uma semana depois da avaliação e, segundo informações da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), o procedimento foi um sucesso.

Um fato curioso: todos nós, durante o desenvolvimento embrionário, ostentamos uma cauda entre a quarta e a sexta semana de gestação. Essa cauda regride espontaneamente de acordo com a evolução do feto na barriga. No caso do bebê de Fortaleza, a cauda (que contava com vasos sanguíneos e nervos) não se retraiu. A esfera na extremidade, no entanto, era composta apenas por tecido epitelial e adiposo, ou seja, gordura envolta por pele. Para ver fotos e entender melhor o caso, é só acessar o artigo completo aqui.

CoronaVac é segura para crianças, aponta novo estudo

Imagem: Halfpoint/Envato Elements
Imagem: Halfpoint/Envato Elements

A Sinovac, farmacêutica responsável por desenvolver a CoronaVac, anunciou resultados de um estudo preliminar sobre o uso do imunizante no público pediátrico. Os ensaios clínicos de fase 3 ainda estão sendo conduzidos na África do Sul, Chile, Malásia e Filipinas.

Iniciado em outubro, o estudo agora conta com 2.140 voluntários, com idades que variam entre seis meses e 17 anos. Vale ainda ressaltar que é um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo.

"Os primeiros resultados mostraram que a vacina tem um bom perfil de segurança entre participantes saudáveis com três a 17 anos — para os mais novos, a pesquisa continua em andamento", informou o Instituto Butantan, que é parceiro da Sinovac, em comunicado. Isso significa que, com mais voluntários envolvidos, a situação da vacina aqui no Brasil pode mudar: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) terá uma base mais sólida para avaliar os benefícios e potenciais riscos da CoronaVac no público pediátrico, uma vez que o estudo anterior contava com menos de 600 participantes, motivo pelo qual a agência negou o uso emergencial da vacina em crianças e adolescentes, alegando, na época, que a amostragem ainda era muito pequena.

Anvisa aprova novo local de produção de insumos para vacina da AstraZeneca

Imagem: Mika Baumeister/Unsplash
Imagem: Mika Baumeister/Unsplash

Boa notícia para nós, brasileiros: na última terça (9), a Anvisa autorizou que um novo local fabrique o insumo farmacêutico ativo biológico (Ifab) da vacina Covishield (AstraZeneca/Oxford). Após uma fábrica argentina receber a Certificação de Boas Práticas de Fabricação (CBPF). Localizada em Buenos Aires, a fábrica MABXIENCE S.A.U., agora, poderá produzir o insumo da vacina contra a covid-19 e exportá-lo para o Brasil.

No momento, a Fiocruz depende de importações do material, e, portanto, "a inclusão dessa planta fabril aumentará o leque de opções para o fornecimento do insumo para a vacina após a inclusão desse novo local de fabricação no registro do produto", explica a Anvisa, em nota. Outra possibilidade é a importação de doses de vacina já prontas.

Você nunca mais vai querer coçar os olhos após ver este vídeo

Imagem: Twenty20photos/Envato Elements
Imagem: Twenty20photos/Envato Elements

Você está sentado em frente ao computador ou usando o smartphone e de repente dá aquela vontade louca de coçar os olhos. Quem nunca, não é mesmo? Coçar os olhos pode até aliviar, mas quem o faz com frequência deve ficar atento: esfregar as pálpebras contra a retina pode gerar sérios danos oculares. E, para tentar mostrar isso com imagens, um oftalmologista francês compartilhou, em vídeo, uma ressonância magnética (MRI) de um paciente saudável esfregando os olhos em tempo real.

Olha só o que acontece com as estruturas internas enquanto você esfrega os olhos:

As imagens da ressonância mostram que, ao coçar os olhos, a pessoa os empurra e comprime no crânio. Inclusive, ao empurrar os globos oculares, a ressonância mostra o deslocamento de outras estruturas, como o nervo óptico e tecidos adjacentes. O ato repetido inúmeras vezes traz sérias consequências para a saúde da visão, inclusive pode ser uma das causas do ceratocone — degeneração do olho, na qual a córnea — normalmente, redonda e em forma de cúpula (superfície frontal transparente do olho) — se torna cada vez mais fina e protrusa.

Encontraram a causa da "doença da urina preta"!

Ulrike Leone/ Pixabay
Ulrike Leone/ Pixabay

A doença de Haff (ou "doença da urina preta") chamou a atenção no Brasil, uma vez que, só em 2021, mais de 40 casos foram detectados por aqui, principalmente nos estados do Amazonas e da Bahia. Em busca de respostas sobre o que causa a doença, a Fiocruz Bahia, a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador e outros institutos nacionais de pesquisa investigaram pacientes de dois surtos, identificados entre janeiro de 2016 e janeiro de 2021, na população baiana.

Alguns fatores associados foram levados em conta na investigação: presença de biotoxinas e metais em espécimes de peixes consumidos. A urina dos pacientes escurece, fato que é provocado pela rabdomiólise. Ou seja, ocorre uma ruptura do tecido muscular e essa quebra libera, por sua vez, uma proteína tóxica na corrente sanguínea dos pacientes contaminados. Em termos mais científicos, a lesão muscular resulta na elevação dos níveis séricos de creatina fosfoquinase (CPK), o que provoca o escurecimento da urina.

No artigo publicado na Lancet Regional Health – Americas, os pesquisadores brasileiros relatam que a teoria mais aceita é que os peixes e crustáceos não produzem as toxinas, mas acumulam no seu corpo compostos produzidos por outros organismos, como microalgas, através da cadeia alimentar. Assim, o animal contaminado causa a doença de Haff naqueles que o ingerem. Vale dizer que a condição também pode ser desencadeada por um medicamento, por um metal pesado, pela ingestão de toxinas ou por uma atividade física extenuante, após convulsões.

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Fonte: Canaltech

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