Mercado fechado
  • BOVESPA

    122.038,11
    +2.117,50 (+1,77%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    49.249,02
    +314,11 (+0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    64,82
    +0,11 (+0,17%)
     
  • OURO

    1.832,00
    +16,30 (+0,90%)
     
  • BTC-USD

    56.937,60
    -1.747,75 (-2,98%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.480,07
    +44,28 (+3,08%)
     
  • S&P500

    4.232,60
    +30,98 (+0,74%)
     
  • DOW JONES

    34.777,76
    +229,23 (+0,66%)
     
  • FTSE

    7.129,71
    +53,54 (+0,76%)
     
  • HANG SENG

    28.610,65
    -26,81 (-0,09%)
     
  • NIKKEI

    29.357,82
    +26,45 (+0,09%)
     
  • NASDAQ

    13.715,50
    +117,75 (+0,87%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3651
    -0,0015 (-0,02%)
     

Giro da Saúde: bebê com três pênis; vacina contra o câncer; máscara hi-tech

Luciana Zaramela
·12 minuto de leitura

A semana passada foi bem diversificada em notícias. De episódios inéditos na medicina a avanços promissores em vacinas contra HIV e câncer, tivemos novidades boas em meio ao caos da pandemia. E por falar nela, também tivemos destaques relacionados à COVID-19. Para que você possa se inteirar sobre tudo isso e ficar bem informado, o Canaltech resume, todo domingo, no Giro da Saúde, as últimas e mais importantes notícias da semana.

Variante inédita do coronavírus em BH

Pesquisadores confirmam nova variante na capital mineira (Imagem: photocreo/Envato)
Pesquisadores confirmam nova variante na capital mineira (Imagem: photocreo/Envato)

Uma nova variante do coronavírus foi descoberta na semana passada em Belo Horizonte (MG). Após terem coletado amostras de pessoas infectadas com coronavírus na cidade (entre os dias 28 de outubro de 2020 e 15 de março deste ano), pesquisadores e colaboradores do Laboratório da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), do Grupo Pardini, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da Prefeitura de Belo Horizonte sequenciaram 85 genomas do vírus e verificaram que duas amostras eram inéditas, contando com 18 mutações ainda não descritas anteriormente juntas.

Os dois novos genomas descendem de uma antiga linhagem do coronavírus, a B.1.1.28, que circulou na primeira fase da pandemia em Belo Horizonte. A partir dela, outras mutações se acumularam, como a E484 e a N501, ambas compartilhadas pelas cepas de Manaus, do Rio de Janeiro, do Reino Unido (B.1.1.7) e da África do Sul (B.1.1.351). Especificamente, a mutação N501Y foi recentemente associada ao aumento de aproximadamente 60% no risco de mortalidade em indivíduos infectados no Reino Unido. Vale dizer que, até agora, a nova variante recém-descoberta ainda não recebeu um nome.

Além dessa descoberta, os cientistas alertam para um novo aumento progressivo de novas variantes na capital mineira. Sete novas linhagens diferentes foram identificadas no levantamento, com destaque para predominância de duas cepas: de Manaus e do Rio de Janeiro.

Para saber sobre a nova variante com mais detalhes, acesse a notícia completa

Tratamento genético recupera visão de paciente cego

Bastou uma injeção para reverter a cegueira congênita, em pouco mais de um ano (Imagem: Wirestock/Freepik)
Bastou uma injeção para reverter a cegueira congênita, em pouco mais de um ano (Imagem: Wirestock/Freepik)

Graças aos avanços da genômica e das terapias genéticas, um paciente cego conseguiu recuperar a visão após uma única injeção. O feito aconteceu nos Estados Unidos, mais precisamente na Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia e levou pouco mais de um ano para devolver a visão ao paciente.

A boa nova é resultado de uma pesquisa, cujo artigo científico já foi publicado na revista Nature Medicine na semana passada. Bastou uma injeção de um medicamento chamado sepofarsen no globo ocular do homem para que a cegueira fosse revertida e a visão se restabelecesse. Portador de amaurose congênita de Leber (ACL), o homem ficou cego quando ainda era criança.

A terapia com sepofarsen funciona assim: oligonucleotídeos (moléculas curtas de material genético — RNA ou DNA), após injetados, alcançam o interior das células. Ali, eles conseguem se ligar ao seu material genético para reverter os genes responsáveis pelo desenvolvimento da doença. No experimento, foram usados oligonucleotídeos de RNA, em uma técnica chamada de terapia anti-sentido de nucleotídeos. O tratamento estimula a produção de CEP290 e, consequentemente, reverte a mutação genética ao longo de alguns meses.

Bacana, né? Leia mais sobre a técnica aqui

Harvard anuncia bons resultados de testes de vacina contra o câncer

Excelente notícia: Harvard está otimista com sua vacina contra o câncer (Imagem: National Cancer Institute/Unsplash)
Excelente notícia: Harvard está otimista com sua vacina contra o câncer (Imagem: National Cancer Institute/Unsplash)

Uma grande notícia empolgou cientistas, médicos, pacientes e interessados ao redor do globo: finalmente, tivemos avanços significativos na luta contra o câncer. Foi na quinta-feira (1) que um estudo de Harvard mostrou que vacinas projetadas para combater o melanoma (a forma mais letal de câncer de pele) funcionam!

Após examinarem oito indivíduos que tiveram melanomas removidos cirurgicamente, mas com alto risco de recidivas, os pesquisadores da universidade norte-americana injetaram a vacina experimental NeoVax nessas pessoas, esperando evitar recorrência tumoral. E os resultados foram animadores: o imunizante conseguiu estabelecer resposta imune contra o câncer em todos os pacientes, e essa "resistência" pode perdurar por anos, segundo o artigo publicado na Nature.

A NeoVax estimula o sistema imunológico a criar células T antitumorais, específicas para combater certos tipos de tumores. O trabalho envolveu pesquisadores do Dana-Farber Cancer Institute, do Brigham and Women's Hospital e do Broad Institute of MIT e da Universidade de Harvard. De acordo com os pesquisadores envolvidos, não deve demorar para que pacientes ao redor do globo comecem a usar a vacina. "Será dentro de poucos anos", afirmou Patrick Ott, professor de Harvard e um dos autores do estudo.

Leia mais sobre a NeoVax no Canaltech

Reinfecção por COVID pode ser mais grave

Da primeira vez pode ser leve, e da segunda? (Imagem: engin akyurt/Unsplash)
Da primeira vez pode ser leve, e da segunda? (Imagem: engin akyurt/Unsplash)

Um recente estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto D'Or de Ensino e Pesquisa (Idor) apontou que uma segunda infecção pelo novo coronavírus pode ser mais grave que a primeira — e isso sem considerar as variantes do SARS-CoV-2.

Para os pesquisadores envolvidos, uma reinfecção pode causar uma resposta inflamatória mais agressiva no organismo, o que reforça a importância das medidas de contenção da COVID-19, como isolamento e distanciamento social, uso de máscaras e correta higienização das mãos. Além disso, o estudo elucida que não devemos acreditar na falsa impressão de que quem já pegou COVID está livre de pegar de novo, ou de desenvolver sintomas mais graves.

"Casos assintomáticos ou muito brandos, se forem reexpostos ao vírus, poderão ter novamente uma infecção. Desta vez, pode ser que o quadro se agrave e que essa infecção seja mais severa do que a primeira, como demonstrado na pesquisa", apontam os cientistas.

"Nossa descoberta de que pessoas com COVID-19 leve podem ter controlado a replicação do SARS-CoV-2 sem desenvolver imunidade humoral detectável sugere que a reinfecção é mais frequente do que se supõe, mas essa hipótese não está bem documentada", afirmou o estudo, que ainda não foi revisado por pares.

Leia o conteúdo na íntegra

Nova vacina contra HIV tem resultados promissores

Após a vacina contra o câncer, temos resultados promissores também na vacina contra o HIV (Imagem: Twenty20photos/Envato)
Após a vacina contra o câncer, temos resultados promissores também na vacina contra o HIV (Imagem: Twenty20photos/Envato)

A montanha-russa continua: entre os altos e baixos do noticiário da última semana, outro destaque bastante positivo foi o da vacina contra o HIV, causador da AIDS. Acontece que a Iniciativa Internacional da Vacina da AIDS (IAVI) e a Scripps Research anunciaram que um potencial imunizante obteve sucesso durante os estudos clínicos de Fase 1 em humanos.

No estudo, os pesquisadores testaram uma nova abordagem contra o vírus, usando uma potencial vacina que busca estimular a produção de células imunes raras no organismo dos voluntários — e que são fundamentais para o processo que gerará anticorpos contra o HIV e suas mutações.

Conduzido nos EUA, o ensaio avaliou 48 voluntários adultos, saudáveis e que não vivem com HIV. O total de participantes foi dividido em dois grupos, sendo que um recebeu a vacina em testes e, o outro, um placebo. Ainda que preliminares, os resultados surpreendem: 97% dos voluntários do grupo que recebeu a potencial vacina desenvolveram células imunológicas esperadas para responder a uma potencial infecção pelo HIV.

Confira a notícia completa e entenda o funcionamento da vacina

Tatuagem invisível promete revolucionar a medicina

Com nanopartículas de ouro, "tatuagem" com sensores promete revolucionar a área médica (Imagem: Nanobiotechnology Group/JGU Department of Chemistry)
Com nanopartículas de ouro, "tatuagem" com sensores promete revolucionar a área médica (Imagem: Nanobiotechnology Group/JGU Department of Chemistry)

Cientistas da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz, na Alemanha, desenvolveram um novo tipo de sensor que pode ficar no corpo por meses ou até mesmo anos, sem gerar rejeição. Com artigo científico publicado na revista científica Nano Letters, um dos avanços mais recentes da nanomedicina é um implante em forma de "tatuagem invisível", feito com nanossensores de ouro.

Esse sensor foi desenvolvido com base em nanopartículas, contando com cores estáveis que são alteradas com receptores que respondem a moléculas específicas, embutidos em um tecido artificial biocompatível, feito de hidrogel. Uma vez implantado, o sensor altera suas cores para indicar mudanças na concentração de substâncias no corpo. Tais nanopartículas são infravermelhas, ou seja, não podem ser vistas a olho nu. Todo o processo de detecção de cores acontece de maneira não-invasiva no organismo, graças à ajuda de um dispositivo especial externo.

A tecnologia apresentou resultados promissores em ensaios com ratos. As alterações de cor foram monitoradas após os roedores receberem várias doses de um antibiótico, com as moléculas do medicamento sendo transportadas pela corrente sanguínea até o sensor. Quando essas moléculas se conectaram aos receptores na superfície das nanopartículas de ouro, as cores foram modificadas conforme a concentração do remédio.

Mas o que isso quer dizer? Bom, por ser pequeno, não-invasivo e implantável, a "tatuagem invisível" pode ser usada para uma variedade de fins, como monitoramento de concentração de biomarcadores ou medicamentos no sangue, desenvolvimento de novos remédios e até mesmo para monitorar doenças crônicas no organismo.

Quer saber mais? Clique aqui!

E essa máscara hi-tech aqui?

Naipe cyberpunk, com tecnologias embarcadas e muito estilo (Imagem: Divulgação/Xupermask)
Naipe cyberpunk, com tecnologias embarcadas e muito estilo (Imagem: Divulgação/Xupermask)

Você usaria uma máscara super tecnológica? A Xupermask, como foi batizada, é uma máscara inteligente, cheia de LEDs, que traz consigo tecnologias como Bluetooth, cancelamento de ruído, microfone e um sistema de filtragem especial do ar. A máscara é feita com silicone médico e vem com um sistema de encaixe de fone de ouvido magnético e uma bateria capaz de durar até sete horas.

O wearable foi projetado por Jose Fernandez, famoso designer por trás das roupas utilizadas em filmes de ficção, como Batman v Superman, Oblivion, Tron: Legacy, The Avengers, Iron Man e muitos outros grandes títulos de Hollywood. Aliás, ele também é o responsável pelo design do traje espacial da SpaceX. Além dele, outro famoso por trás da novidade é Will.i.am, do grupo musical Black Eyed Peas, fundador de uma empresa de tecnologia de Los Angeles, a i.am + . Foi ele que teve a ideia de criar a máscara.

Disponível nos EUA, Canadá, Reino Unido e em toda a Europa, o brinquedo não é barato: ele custa US$ 299 (aproximadamente R$ 1.680, em conversão direta).

Conheça a Xupermask

Cientistas flagram células reagindo à vacina de Oxford

Caption Universidade de Southampton
Caption Universidade de Southampton

Outra novidade interessante chamou a atenção dos leitores na última semana: um estudo publicado na ACS Central Science mostra como as células humanas reagem à vacina de Oxford/AstraZeneca, e, após captarem imagens microscópicas dos eventos que ocorrem no corpo humano, pesquisadores criaram uma imagem para mostrar, de maneira didática, como o processo funciona.

O SARS-CoV-2 tem um grande número de espinhos que formam uma coroa (daí o nome coronavírus) saindo de sua superfície. É a partir deles que o vírus consegue se ligar e entrar nas células do corpo humano. Basicamente, essas espículas são revestidas de açúcares (conhecidos como glicanas) que disfarçam partes das proteínas virais para enganar o sistema imunológico. No estudo, cientistas da Universidade de Oxford e da Universidade de Southampton expuseram uma série de células, in vitro, à vacina de Oxford/AstraZeneca. E pela primeira vez, obtiveram imagens das células reagindo ao imunizante, utilizando uma técnica conhecida como microscopia crioeletrônica. Foram milhares de imagens técnicas obtidas, as quais os cientistas combinaram para criar e editar uma imagem só.

A imagem que você vê acima mostra uma célula humana com proteínas spike já formadas em sua membrana, como resultado da exposição à vacina. Após o contato com o imunizante, essas proteínas se desenvolvem na superfície celular e são altamente semelhantes às do coronavírus. Assim sendo, o organismo passa a produzir anticorpos, que atacariam o causador da COVID-19 caso o paciente fosse exposto ao agente patológico.

Veja outra imagem e entenda como foi feita a pesquisa

Onda de Parkinson intriga os EUA

O que certos produtos de limpeza podem ter a ver com a doença de Parkinson? (Imagem: Pixabay)
O que certos produtos de limpeza podem ter a ver com a doença de Parkinson? (Imagem: Pixabay)

Nos Estados Unidos, uma onda de casos da doença de Parkinson vem intrigando especialistas. Mas, provavelmente, uma causa para isso pode ter sido encontrada: a exposição a produtos de limpeza que possuem tricloroetileno (TCE) em sua fórmula — um agente carcinógeno, ou seja, que pode causar câncer.

Não é a primeira vez que pesquisadores suspeitam dos produtos de limpeza e de sua relação com o Parkinson. No entanto, o tricloroetileno acabou caindo no ostracismo e vinha sendo pouco estudado, já que, aparentemente, décadas inteiras podem se passar sem que os pacientes mostrem sintomas relacionados aos produtos químicos.

A evidência mais clara em torno dos riscos do TCE para a saúde humana está no número de casos de trabalhadores que são expostos a produtos químicos. O composto, além de Parkinson, pode causar câncer de colo do útero, fígado, vias biliares, sistema linfático e tecido mamário masculino, além de defeitos cardíacos fetais, entre outras doenças. Agora, além dos produtos de limpeza, os cientistas estão correlacionando a água de poço com o Parkinson, já que nos EUA, onde o TCE não é proibido, o composto está presente em cerca de 30% das águas subterrâneas.

Leia mais a respeito do TCE e seus riscos

Primeiro bebê com três pênis da história

Primeiro caso de trifalia documentado no mundo acometeu um bebê iraquiano (Imagem: CaptionPicsea/Unsplash)
Primeiro caso de trifalia documentado no mundo acometeu um bebê iraquiano (Imagem: CaptionPicsea/Unsplash)

Um caso inédito aconteceu no Iraque: até a presente data, nunca foi documentado na história da medicina o nascimento de um menino com três órgãos genitais. Publicado na revista científica International Journal of Surgery Case Reports, um novo estudo revelou o nascimento de um bebê com três pênis — o que chamou a atenção de especialistas no mundo todo.

A criança foi levada aos especialistas aos 3 meses, depois que os pais notaram inchaço no saco escrotal, ao lado de protuberâncias que se assemelhavam a pequenos pênis. Após exames, os médicos notaram uma bolsa com retenção de líquido ao redor do testículo (hidrocele) e dois pênis extras: um que se estendia da raiz do pênis original e tinha uma glande, e o outro que se projetava abaixo do saco escrotal. Após várias consultas com diferentes médicos, os pais decidiram pela remoção dos órgãos supranumerários, e a criança será acompanhada até a puberdade.

A condição, denominada trifalia, é, segundo os pesquisadores, "uma anomalia congênita urogenital extremamente rara". Até então, só se tinha conhecimento de casos de difalia, ou seja, duplicação do pênis. Segundo o estudo, a difalia afeta uma em cada seis milhões de pessoas.

Leia mais sobre o caso

Mais sobre saúde e ciência

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech: