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Giphy baixou seu valor durante venda ao Facebook para despistar reguladores

·3 minuto de leitura

Para evitar ser alvo de reguladores do mercado, o Facebook convenceu Giphy a baixar seu valor de mercado antes de adquirir a plataforma de GIFs, avaliada em US$ 400 milhões (R$ 2,1 bilhões). Fontes ouvidas pela Bloomberg afirmam que a empresa agiu conscientemente para pagar dividendos a seus investidores, sabendo que isso implicaria em uma redução imediata na avaliação de seus ativos.

Embora a prática seja legal, a ação deve ajudar a fortalecer o caso que o governo dos Estados Unidos prepara contra a rede social e outros gigantes da tecnologia que operam no país. A descoberta surge na mesma semana que a Federal Trade Commission (FTC, órgão equivalente à Anatel brasileira) divulgou um processo que, durante anos, o Facebook usou seu poder para destruir ilegalmente pequenos competidores.

A lei federal dos Estados Unidos afirma que o Facebook e o Giphy teriam que avisar tanto o FTC quanto o Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês) sobre suas intenções de fundir seus negócios caso a transação superasse os US$ 94 milhões (R$ 493 milhões) — algo que não aconteceu. A aquisição da plataforma de gifs aconteceu em um momento no qual a rede social já estava sendo investigado por práticas antitruste, que envolviam a compra e fechamento de concorrentes que podiam ameaçar suas atividades.

“As empresas estão basicamente descontroladas”, afirmou à Bloomberg Thomas Wollmann, professor de economia da Booth School of Business da Universidade de Chicago. “É um pouco como o que acontece se a delegacia de polícia fecha às 17 horas. É quando o crime começa”, explicou.

Negociações furtivas

Ações como a compra do Giphy são chamadas de “acordos furtivos”, e pesquisadores especializados no assunto mostram que elas são práticas comuns entre muitas empresas que querem evitar a atenção de reguladores. Movimentos do tipo ajudam a consolidar grandes monopólios, representando um grande obstáculo para os fiscalizadores antitruste, que tem que lidar com uma série de fusões sem os recursos necessários para isso.

Imagem: Captura de Tela/Felipe Gugelmin/Canaltech
Imagem: Captura de Tela/Felipe Gugelmin/Canaltech

Segundo a Bloomberg, entre outubro de 2018 e setembro de 2019 os Estados Unidos reportaram a fusão de mais de 22 mil empresas — dessas, somente 2 mil (ou 10%) foram relatadas à FTC e ao DoJ antecipadamente. Elas se aproveitam da lei Hart-Scott-Rodino, assinada em 1976, que previa que transações abaixo de US$ 92 milhões não precisavam ser reportadas por não trazer ameaças de monopólio — posição que está sendo revisada atualmente, diante dos grandes valores e táticas usadas por gigantes do mercado.

A aquisição do Giphy está sob ameaça de reguladores do Reino Unido, que acreditam que ela ameaça a competição no mercado das mídias sociais e da publicidade. Nos Estados Unidos, o FTC pede que o Facebook encerre seus investimentos no Instagram e no WhatsApp, usados para manter a dominância da empresa “em detrimento da competição e usuários — não para competir em seus próprios méritos, mas para evitar a competição”.

Para John David Kepler, professor de Stanford que estudou acordos furtivos, negócios do tipo normalmente acontecem entre empresas que são competidoras diretas, com resultados que tendem a aumentar preços para consumidores. Ações do tipo estão incentivando economistas a cobrar mudanças na maneira como aquisições são reportadas a órgãos reguladores, assegurando que mais transações perigosas são barradas antes de se concretizarem.

Fonte: Canaltech

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