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Gigantes da tecnologia se preparam para defesa no Congresso americano

·3 minuto de leitura

Os CEOs de quatro gigantes do setor de tecnologia dos Estados Unidos, Facebook, Google, Amazon e Apple, comparecem nesta quarta-feira (29) a uma comissão do Congresso dos Estados Unidos que investiga se as empresas abusam de posição dominante no mercado.

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Mark Zuckerberg (Facebook), Jeff Bezos (Amazon), Sundar Pichai (Alphabet, matriz do Google) e Tim Cook (Apple) responderão as perguntas do Comitê Judicial da Câmara de Representantes por videoconferência devido à pandemia do coronavírus.

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Em comentários divulgados na terça-feira, Zuckerberg e Bezos destacaram que pretendem defender o sucesso de suas empresas em um mundo de grande concorrência.

De acordo com comentários preparados para a audiência, Zuckerberg deve afirmar que o Facebook não teria sucesso sem as leis americanas que estimulam a concorrência, mas também deve pedir que as regras da Internet sejam atualizadas.

"O Facebook é uma empresa orgulhosamente americana", afirmará Zuckerberg, de acordo com trechos de seu discurso divulgados de maneira antecipada.

"Nossa história não seria possível sem as leis americanas que incentivam a concorrência e a inovação", acrescenta.

Em uma mensagem publicada na véspera, Bezos destacou que a "Amazon deve ser examinada" pelos legisladores, como qualquer grande organização.

Mas, depois de classificar sua empresa de comércio eletrônico como um "sucesso" dos Estados Unidos, se mostrou desafiante ao destacar que "quando você se olha no espelho, avalia as críticas e ainda acredita que está fazendo a coisa certa, nenhuma força no mundo poderá detê-lo".

Esta será a primeira vez que Bezos comparecerá a uma audiência no Congresso.

Zuckerberg também reconheceu "preocupações sobre o tamanho e o poder das empresas de tecnologia".

"É por isso que pedi um papel mais ativo para governos e reguladores além de regras atualizadas para a Internet", continua.

O debate ocorre em meio a preocupações crescentes com o domínio dos gigantes de tecnologia, ainda mais evidente durante a pandemia de coronavírus.

"Por fim, acredito que as empresas não deveriam fazer tantos julgamentos sobre questões importantes, como conteúdo nocivo, privacidade e integridade das eleições por conta própria", destacou Zuckerberg.

Desta forma, ele se antecipa a críticas previsíveis, que já recebeu em particular de democratas e organizações civis, que consideram a rede social muito permissiva a respeito de mensagens da extrema-direita ou comentários ofensivos do presidente Donald Trump.

Os republicanos, porém, acreditam que são censurados pelas plataformas fundadas no Silicon Valley, Califórnia, um reduto democrata.

A audiência no Comitê Judicial deve se concentrar no debate sobre se os quatro gigantes da internet aplicam práticas de monopólio.

As atuais leis antimonopólio dos EUA dificultam maiores restrições à empresas simplesmente por serem grandes ou dominantes, sem danos aos consumidores ou abuso de poder de mercado.

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