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Gigantes buscam vetar soja ligada ao desmatamento no Cerrado

Thomas Buckley, Agnieszka de Sousa e Tatiana Freitas
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Algumas das maiores empresas de alimentos e redes de supermercados do mundo pediram a fornecedores de commodities, como Archer-Daniels-Midland, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, que parem de comercializar soja associada ao desmatamento na região do Cerrado.

Em carta, Nestlé, Unilever, McDonald’s, Walmart, Tesco e outras empresas de bens de consumo exigiram que as tradings recusem a comercialização de soja de regiões desmatadas do Cerrado a partir do próximo ano.

“Compramos grande parte da nossa soja da região do Cerrado, então é vital que tenhamos um papel de liderança na proteção desta região biodiversa para as gerações futuras”, disse Anna Turrell, responsável por meio ambiente da Tesco, em comunicado terça-feira. “Pedimos às tradings que intensifiquem seus próprios compromissos e implementem sistemas robustos de monitoramento, verificação e divulgação na região” e estabeleçam uma data limite em 2020 para o fim do desmatamento e conversão de terras para a soja do Cerrado.

A carta foi enviada por mais de 160 signatários da Declaração de Apoio ao Manifesto do Cerrado, do Consumer Goods Forum. Outros destinatários incluem Cofco International e Viterra, uma subsidiária da Glencore. Cinco das seis tradings responderam, embora nenhuma tenha concordado com os pedidos descritos, de acordo com o comunicado das empresas consumidoras de soja.

As tradings representadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) não concordam com a imposição de uma data limite de forma abrupta para o desmatamento zero no Cerrado conforme proposto, já que isso pode prejudicar agricultores que cumprem a legislação brasileira, de acordo com o presidente do grupo, André Nassar.

“Entendemos que a Europa não queira comprar soja de áreas desmatadas, mas precisamos dar uma chance aos agricultores de se adaptarem”, disse Nassar em entrevista por telefone na terça-feira.

A Abiove defende a ideia de oferecer uma compensação financeira aos agricultores que concordarem com o desmatamento zero no Cerrado, uma prática mais avançada do que a exigida pela legislação ambiental brasileira. A regulamentação permite que agricultores desmatem de 65% a 80% da vegetação nativa em áreas privadas no Cerrado.

Desmatamento e conversão

A Cargill, que não é signatária da declaração de apoio, disse reconhecer a “urgência de abordar o desmatamento e a conversão de áreas de vegetação nativa no Cerrado”. Mais de 95% da safra de 2019 da empresa não esteve associada ao desmatamento e conversão, de acordo com comunicado.

“A Cargill não fornecerá soja de agricultores que desmatam ilegalmente ou em áreas protegidas e temos a mesma expectativa de nossos fornecedores”, disse a empresa.

Cerca de 60% da soja do Brasil é cultivada no Cerrado, que se tornou foco de ativismo no combate à mudança climática nos últimos anos, enquanto o presidente Jair Bolsonaro tem priorizado a expansão de interesses econômicos, como no caso da agricultura ao invés da conservação do meio ambiente.

Devido ao desmatamento associado à cultura da soja no Brasil, empresas evitam cada vez mais comprar a commodity do país. Na semana passada, a fornecedora norueguesa de salmão Bremnes Seashore disse que não usará mais soja brasileira em sua ração para peixes.

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