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Gigante japonesa de aço foca em qualidade para aumentar lucro

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A JFE Holdings, dona de uma das maiores siderúrgicas da Ásia, planeja focar em qualidade e priorizar a redução de custos na tentativa de alcançar a rentabilidade dos rivais globais, segundo o diretor financeiro da empresa.

“Mudamos de direção”, disse Masashi Terahata em entrevista na sede da companhia em Tóquio. “Há muito tempo dizemos que expandir a produção de aço bruto é um de nossos objetivos para o negócio de aço. No entanto, em vez disso, devemos aumentar nosso lucro.”

Como parte do foco na qualidade, a JFE planeja elevar a proporção de produtos siderúrgicos com valor agregado para 50% da produção total nos próximos quatro anos, de acordo com o plano de negócios de médio prazo até março de 2025. Também busca otimizar as operações com o fechamento em 2023 de um alto-forno no distrito de Keihin, ao sul de Tóquio. A decisão de cortar a capacidade em 13% coincide com a perspectiva de queda da demanda doméstica nos próximos anos devido à redução da população.

A segunda maior siderúrgica do Japão depois da Nippon Steel também planeja cortar 3 mil empregos, ou 19% da força de trabalho, em sua unidade de aço nos próximos quatro anos ao não substituir todos os aposentados e realocar trabalhadores entre as empresas do grupo, disse.

Terahata busca equiparar a rentabilidade da unidade de aço à de alguns dos maiores produtores do mundo, melhorando a eficiência da mão de obra e automatizando parte da produção. A siderúrgica precisará ganhar 10 mil ienes, ou US$ 91, por tonelada de aço até março de 2025 para ser competitiva globalmente, disse Terahata. Isso se compara a uma perda de 3 mil ienes por tonelada no último ano fiscal.

A JFE registrou prejuízo líquido de 21,9 bilhões de ienes no ano até março, com o impacto da pandemia na demanda. Embora o lucro do segundo semestre tenha mostrado recuperação significativa, ainda está abaixo dos ganhos de pares globais, que se beneficiam da disparada dos preços do aço em meio ao boom das commodities.

Energia eólica

Ao mesmo tempo, a JFE vê potencial de crescimento da unidade de engenharia com a ambiciosa meta do Japão de zerar as emissões, o que eleva a demanda por infraestrutura e equipamentos. E a divisão avança no segmento de energia eólica offshore. As vendas da JFE Engineering devem somar 1 trilhão de ienes até 2030, o dobro do ano passado, disse Terahata.

A energia eólica offshore é vista como uma das principais fontes para que o Japão atinja seu objetivo de descarbonização para 2050, pois a nação densamente povoada tem espaço limitado em terra para o desenvolvimento solar e eólico. O Japão estabeleceu uma ambiciosa meta de elevar a capacidade de geração eólica offshore para 45 gigawatts até 2040 para ajudar o país a se tornar neutro carbono.

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©2021 Bloomberg L.P.