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Gigante gasoso encontrado pelo telescópio espacial Kepler tem órbita de 218 dias

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Em um novo estudo, cientistas conseguiram medir um gigante gasoso cerca de cinco vezes mais pesado que Júpiter. O planeta gigantesco, chamado Kepler-1514b e que recebeu o apelido de GOT ‘EM-1b, fica a mais de 1.300 anos-luz de distância da Terra e leva 218 dias para viajar em torno de sua estrela, uma característica que o destaca em meio a outros mundos semelhantes.

Identificado em 2010, o planeta foi mais um dos vários que foram encontrados pelo telescópio espacial Kepler durante suas atividades. Depois, o astrônomo e líder da pesquisa, Paul Dalba, junto de sua equipe, utilizou o observatório havaiano W.M. Keck para determinar o tamanho do planeta e sua densidade.

Eles ficaram surpresos com o que descobriram: “levar 218 dias para orbitar uma estrela é algo maior do que a maioria dos gigantes gasosos que já medimos”, comentou Dalba. Ele ressalta que, embora o Kepler tenha descoberto milhares de exoplanetas, apenas algumas dúzias deles tinham órbitas que duravam centenas de dias ou mais. Além disso, o planeta é como um meio-termo entre os gigantes do Sistema Solar, que estão bem longe da nossa estrela, e outros gigantes gasosos bem mais próximos de seus astros.

Arte imagina um exoplaneta similar a Júpiter (Imagem: Reprodução/JPL-CALTECH/AMES/NASA)
Arte imagina um exoplaneta similar a Júpiter (Imagem: Reprodução/JPL-CALTECH/AMES/NASA)

Geralmente, os planetas gigantes se formam mais longe de suas estrelas, mas vão migrando para mais perto delas ao longo do tempo — mas, curiosamente, isso não aconteceu com o planeta em questão, o que pode trazer novas informações sobre o Sistema Solar. Embora a Terra esteja estável hoje, é possível que ela seja protegida por Júpiter contra objetos potencialmente perigosos. Mas, por outro lado, como são bem massivos, planetas como os nossos gigantes gasosos podem afetar as órbitas e até o desenvolvimento de mundos próximos.

Stephen Kane, astrofísico que participou do estudo, explica que os planetas gigantes e distantes de suas estrelas podem ajudar os cientistas a entenderem se o Sistema Solar pode ser considerado comum em termos de estabilidade e desenvolvimento. “Ainda não conhecemos muitos análogos a Júpiter e Saturno porque é bem difícil encontrar planetas assim tão longe”, completa. Por fim, a descoberta do Kepler-1514b será bastante útil para futuras missões da NASA, como o futuro telescópio espacial Nancy Grace Roman. Ainda mais poderoso que o Hubble e com lançamento estimado para esta década, é esperado que o instrumento produza imagens de planetas gigantes.

O artigo com os resultados do estudo pode ser acessado no repositório online arXiv, e foi apresentado durante a edição de 2021 da American Astronomical Society.

Fonte: Canaltech

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