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Ghimob: o vírus brasileiro que está pronto para ser exportado para o mundo

Ramon de Souza
·2 minuto de leitura

O Brasil está prestes a ser reconhecido internacionalmente, mas não será por uma criação benigna — será pelo Ghimob, vírus feito por criminosos de nosso país, mas com capacidade para atuar em toda a América Latina, Europa e África. Segundo especialistas da Kaspersky, o trojan era inicialmente tratado como uma simples versão móvel do Guildma; porém, após análises mais aprofundadas, provou-se necessário considerá-lo um vírus novo.

Estamos falando de um trojan de acesso remoto (remote access trojan ou RAT, no original em inglês) capaz de infectar smartphones Android e que está sendo disseminado via campanhas de phishing. A vítima recebe um falso email que lhe convida a acessar uma página para descobrir mais a respeito de uma suposta dívida com determinada instituição financeira; ao clicar no link, o malware é instalado automaticamente.

Uma vez dentro do gadget, o Ghimob se comunica com os golpistas e avisa qual é o modelo do celular, além de listar todos os apps que podem ser invadidos. É aí que o script se destaca: ele pode espionar e adulterar mais de 150 aplicativos, incluindo clientes oficiais de bancos brasileiros, corretoras de criptomoedas, sistemas internacionais de pagamento e instituições financeiras locais da Alemanha, Portugal, Peru, Paraguai, Angola e Moçambique.

Como se não fosse o suficiente, o RAT ainda consegue desbloquear a tela do smartphone remotamente e mascarar sua atividade maliciosa enquanto estiver fazendo transações fraudulentas. Segundo Fabio Assolini, especialista de segurança da Kaspersky Brasil, os criminosos brasileiros sempre tiveram o desejo de criar um trojan com alcance global e o Ghimob não deve demorar para atingir esse status.

“Recomendamos que as instituições financeiras acompanhem essas ameaças de perto para aprimorar seus processos de autenticação e tecnologias antifraudes com dados de inteligência de ameaças. Compreender sua ação é a forma mais eficaz de mitigar os riscos desta nova família de RAT móvel”, explica o especialista.

Fonte: Canaltech

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