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Gestores ainda veem caminho para zero líquido como desafio

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- Gestores de ativos estão mais preocupados com a mudança climática do que qualquer outro parâmetro em investimentos ambientais, sociais e de governança, mas não dispõem de ferramentas para enfrentar o desafio de forma adequada, segundo pesquisa realizada pela Macquarie Asset Management.

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Em estudo global com investidores de ativos reais com US$ 21 trilhões sob gestão no total, 55% identificaram a mudança climática como prioritária no risco ESG, sigla em inglês para padrões ambientais, sociais e de governança. Em comparação, apenas 5% disseram priorizar a diversidade e a inclusão. Ao mesmo tempo, a pesquisa também revelou que apenas 47% rastreiam as emissões de empresas nos portfólios, enquanto 16% disseram que tampouco planejam fazer isso.

Embora gestores estejam cada vez “mais convencidos da materialidade financeira” das questões ESG, “muitos ainda tentam medir e gerenciar com eficácia o risco climático a que estão expostos”, disse no relatório Phil Peters, chefe global do grupo de soluções para clientes da Macquarie Asset Management.

Há algumas semanas, empresas financeiras que representam US$ 130 trilhões em ativos se comprometeram a zerar as emissões líquidas de CO2 até meados do século em suas carteiras de empréstimos e investimentos. Levar a sério a mudança climática se torna um teste decisivo para o setor financeiro.

“Se quisermos maximizar a ação sobre a mudança climática, precisamos que todas as partes da cadeia de valor de investimento, desde gestores de ativos a proprietários de ativos, se comprometam com a descarbonização da economia e a obtenção do zero líquido”, disse Mary Nicholson, chefe de investimentos responsáveis da Macquarie Asset Management. “E, embora tenhamos visto vários gestores de ativos assumindo compromissos de zero líquido por conta própria, muitos não sentirão a necessidade de fazê-lo, a menos que a pressão de clientes continue a crescer.”

Cientistas identificaram a descarbonização como a maneira mais segura de prevenir o aquecimento global catastrófico, e a neutralidade líquida até 2050 é vista como chave para limitar o aumento da temperatura em 1,5ºC.

A pesquisa da Macquarie revelou que, embora alguns no setor ainda enfrentem dificuldades com as metas de zero líquido, a maioria adotou estratégias ESG. Cerca de 85% dos entrevistados relataram ter um foco “significativamente” ou “um pouco maior” em ESG em comparação com dois anos atrás. E 61% dos gestores pesquisados disseram que aumentaram as alocações para estratégias de investimento ou gestores que visam resultados ESG específicos.

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