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Gerente financeiro de Bill Gates criou ambiente de medo em empresa

·2 minuto de leitura
Microsoft founder Bill Gates attends a forum of the first China International Import Expo (CIIE) in Shanghai on November 5, 2018. Matthew Knight/Pool via REUTERS
Segundo ex-funcionários, Gates encobria atitudes abusivas de Michael Larson (Matthew Knight/Pool via Reuters)
  • Gerente financeiro de empresa de Bill Gates gera clima de medo entre trabalhadores

  • Segundo ex-funcionários, ele assedia, faz bullying e tem atitudes racistas na companhia

  • Os denunciantes afirmam que Gates sabe de tudo e que até pagou pelo silêncio das vítimas

Michael Larson é o responsável por gerenciar a riqueza de Bill Gates e sua fundação há 27 anos. Homem de confiança do bilionário, ele multiplicou a fortuna de Gates - que agora é de US$ 130 bilhões - e, nesse sentido, demonstrou um bom trabalho. Entretanto, a relação com os funcionários é de assédio, racismo e bullying, segundo ex-trabalhadores da Cascade Investment, o que gerou um clima de medo, já que o dono da empresa sabia de tudo e ainda acobertava a situação, segundo os depoimentos. As informações são do The New York Times.

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Segundo 10 ex-funcionários e outras pessoas que conheciam o funcionamento da companhia, Larson assediava mulheres no ambiente de trabalho, fazendo comentários inadequados, julgando as trabalhadoras devido à beleza delas e ainda mostrava fotos de nudez para colegas durante o expediente.

Ao comunicar sua saída, uma funcionária ouviu o gerente financeiro do bilionário e diretor da empresa dizer que, caso, ela ela se demitisse, tentaria prejudicar o preço das ações da companhia em que ela iria trabalhar.

Proteção

Apesar de ouvir queixas de pelo menos seis pessoas sobre o comportamento de seu homem de confiança, Gates fazia vista grossa e até chegou a pagar a pelo menos sete pessoas que tinham conhecimento da situação para que elas se calassem sobre o tempo em em que trabalharam na Cascade.

Melinda French, de quem Gates se separou recentemente, também foi procurada por esses reclamantes. 

Ainda segundo as testemunhas, com o crescimento da companhia e o constante apoio do bilionário a Larson, o que se criou foi um ambiente de medo, em que os funcionários sabem que não terão apoio caso sejam lesados pelo gerente financeiro.

Outros lados

O porta-voz de Michael Larson, Chris Giglio, negou alguns casos denunciados, mas não todos e disse que, mesmo gerenciando 380 pessoas na empresa, houve menos de cinco reclamações sobre ele em todos os anos na empresa. 

Bill Gates Investments (BGI) executive Michael Larson arrives at the Sun Valley Inn before the start of the second day of the Allen and Company Sun Valley Conference in Sun Valley, Idaho on July 7, 2011. The annual conference that has taken place in Central Idaho since 1983 features invited attendance by world business elite, global political leaders, entertainment giants and major figures in international philanthropic and cultural spheres.  REUTERS/Anthony Bolante (UNITED STATES - Tags: BUSINESS)
O gerente financeiro da Cascade Investments, Michael Larson (Anthony Bolante/ Reuters)

“Todas as queixas foram investigadas e tratadas com seriedade, e nenhuma merecia a demissão do sr. Larson”, afirmou Giglio. Segundo ele e Bridgitt Arnold, porta-voz de Gates, a companhia não tolera comportamentos impróprios e “leva todas as queixas a sério e procura tratá-las de forma eficaz para garantir um local de trabalho seguro e respeitoso.

Para Larson, chamar a empresa “de um ambiente de trabalho tóxico é injusto como os 160 profissionais que formam nossa equipe e nossa cultura. ”

Já segundo a porta-voz de Melinda, Courtney Wade, a ex-esposa e empresária “condena inequivocamente a conduta desrespeitosa e inadequada no local de trabalho”. “Ela não tinha conhecimento da maioria dessas alegações, devido à sua falta de propriedade e controle” sobre a companhia, disse Courtney.

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