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Georgieva diz que crise por vírus pode testar recursos do FMI no total de US$1 tri

Por David Lawder
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Por David Lawder

WASHINGTON (Reuters) - A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta sexta-feira que a crise econômica global provocada pelo coronavírus pode testar o total de recursos de 1 trilhão de dólares do Fundo, "mas ainda não chegamos lá".

Georgieva disse em um webcast da Reuters Newsmaker estar claro agora que uma recuperação global terá que avançar sem progressos médicos na contenção e tratamento da doença e em meio ainda à presença generalizada do vírus, e que os países-membros do FMI devem se preparar para fornecer mais suporte ao Fundo se necessário.

Na terça-feira, o FMI previu uma recessão global mais profunda do que a inicialmente esperada, já que os fechamentos de empresas, restrições de viagens e medidas de distanciamento social permanecem na maioria dos países. Agora, o Fundo antecipa uma contração global do PIB de 4,9% este ano e uma perda total na produção de 12 trilhões de dólares até o final de 2021. [nL1N2E10S5]

"Ainda temos cerca de três quartos da nossa capacidade de empréstimo disponível", disse Georgieva. "Eu não descartaria a possibilidade de podermos estar em uma posição em que os recursos do FMI estão sendo testados, mas ainda não estamos lá."

Sobre a possibilidade de recursos adicionais, ela disse: "Nossos membros estão nos dizendo: 'Está tudo em cima da mesa. Você deve vir a nós se precisar fazer mais alguma coisa, estaremos lá para você".

O FMI está empregando rapidamente cerca de 100 bilhões de dólares em financiamento de emergência e já concedeu empréstimos e subsídios a 72 países em pouco mais de sete semanas, disse Georgieva.