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General dos EUA alerta contra risco de expansão do conflito no Oriente Médio

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O chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos, general Mark Milley, em entrevista coletiva na Casa Branca em 1º de abril de 2020

O chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos, o general Mark Milley, alertou nesta segunda-feira (17) Israel sobre os riscos do conflito com o Hamas se espalhar para além de Gaza, enfatizando que "a continuação dos combates não interessa a ninguém".

"Ninguém nega a Israel o direito de se defender", afirmou o general Milley a repórteres em um avião com destino a Bruxelas, onde participará de uma reunião de chefes de Estado-Maior da Otan.

Mas "civis estão sendo mortos, crianças estão sendo mortas", acrescentou o general, enquanto os Estados Unidos mais uma vez se opõem à publicação de uma declaração do Conselho de Segurança da ONU que pede o "fim da violência" entre israelenses e palestinos.

Os bombardeios israelenses na Faixa de Gaza continuaram nesta segunda-feira, depois de uma semana que matou mais de 200 pessoas no enclave palestino, enquanto o movimento islâmico Hamas continua a disparar foguetes contra Israel.

"Israel tenta se defender", acrescentou o general. "Dito isso, o nível de violência é tal que a continuação dos combates não interessa a ninguém".

Questionado sobre um possível envolvimento iraniano em apoio ao Hamas, Milley observou que "este nível de violência está desestabilizando além dos limites de Gaza".

“Quaisquer que sejam os objetivos militares, as consequências devem ser consideradas”, continuou. "Na minha opinião, desescalada é o que deve ser feito, neste momento, por todas as partes envolvidas."

Desde o início das hostilidades em 10 de maio, 200 palestinos morreram em Gaza, incluindo 59 menores, e mais de 1.300 ficaram feridos, de acordo com um balanço palestino.

Do lado israelense, dez pessoas morreram, incluindo uma criança, e 294 ficaram feridas por foguetes.

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