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Geleiras suíças perderam metade do volume em 85 anos

Uma equipe de pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurique), junto do Instituto Federal Suíço de Pesquisas em Florestas, Neve e Paisagens (WLS), reconstituíram pela primeira vez a dimensão da perda de gelo das geleiras suíças no século XX. Através de imagens históricas, eles concluíram que as geleiras perderam metade do volume entre 1931 e 2016.

Desde os anos 2000, os cientistas vêm registrando e pesquisando as mudanças no volume das geleiras com precisão crescente; mas, em contraste, ainda não se sabe muito sobre as mudanças que as geleiras passaram durante o século XX. Assim, para o estudo, a equipe de pesquisadores se voltou para a estereofotogrametria, uma técnica que permite determinar a natureza, forma e posição de qualquer objeto com base em pares de imagens.

À esquerda, a geleira Tschierva e a montanha Piz Roseg em 1935; à direita, as formações aparecem fotografadas em 2022 (Imagem: Reprodução/swisstopo and VAW / ETH Zurich)
À esquerda, a geleira Tschierva e a montanha Piz Roseg em 1935; à direita, as formações aparecem fotografadas em 2022 (Imagem: Reprodução/swisstopo and VAW / ETH Zurich)

A técnica é usada na Suíça desde a época da Primeira Guerra Mundial, e permitiu que os engenheiros do Levantamento Nacional da Suíça estudassem grandes áreas dos alpes suíços em cerca de 7 mil locais. Esse trabalho foi realizado com fototeodolitos, dispositivos que combinam câmeras e equipamentos de medidas de ângulos. As placas fotográficas criadas por este trabalho foram digitalizadas e reunidas no arquivo TerrA.

Os pesquisadores usaram o material do arquivo, que representa cerca de 86% da área congelada do país, e analisaram mais de 21 mil fotos tiradas entre 1916 e 1947. “Com base nestas fotos, determinamos a topografia da superfície das geleiras”, disse Erik Schytt Mannerfelt, autor principal do estudo. “Se soubermos a topografia da superfície de uma geleira em dois pontos diferentes no tempo, podemos calcular a diferença no volume do gelo”, explicou ele.

Como as fotos foram tiradas em anos diferentes, os pesquisadores usaram o ano 1931 como referência e recriaram a topografia da superfície de todas as geleiras daquele ano. Eles descobriram que nem todas as geleiras estão perdendo massa na mesma taxa, e a diminuição do volume depende de três fatores: a altitude da geleira, o quão achatada é a parte superior dela e a quantidade de detritos que as geleiras contêm.

Geleira Fiesch no cantão de Valais, na Suíça (Imagem: Reprodução/swisstopo and VAW / ETH Zurich)
Geleira Fiesch no cantão de Valais, na Suíça (Imagem: Reprodução/swisstopo and VAW / ETH Zurich)

Eles concluíram também que, embora o clima do século XX tenha sido, de forma geral, desfavorável para as geleiras, elas tiveram um crescimento esporádico de massa durante as décadas de 1920 e 1930. “Nossa comparação entre os anos 1931 e 2016 claramente mostra que houve um recuo glacial significativo neste período”, observou Daniel Farinotti, professor no ETH. Já a rede de monitoramento GLAMOS, gerenciada pelo ETH, mostrou que o volume total das geleiras está caindo a uma taxa ainda mais rápida.

É que, embora as geleiras tenham perdido metade do volume entre 1931 e 2016, elas perderam 12% do volume no intervalo de 2016 a 2021. “O recuo do gelo está acelerando. Observar atentamente este fenômeno e quantificar suas dimensões históricas é importante, porque nos permite inferir as respostas das geleiras para um clima em constante mudança”, ressaltou ele. “Essa informação é necessária para desenvolver cenários confiáveis para futuras mudanças nas geleiras”.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista The Cryosphere.

Fonte: Canaltech

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