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Geleira na Antártida está derretendo e pode causar o "Juízo Final"

·2 min de leitura

A “Geleira do Juízo Final”, na Antártida, pode descongelar em questão de décadas — ou séculos — e liberar água suficiente para elevar o nível dos oceanos em vários metros. Para estimar como a Geleira Thwaites enfrenta o aquecimento global, um estudo liderado pela Universidade de Nova York busca entender de seu real estado.

Pesquisas anteriores já apontavam que a Geleira Thwaites, localizada na Antártida Ocidental, pode estrar atravessando seu ponto de inflexão. Isso significa que seu derretimento tende a aumentar cada vez mais sem qualquer chance de reverter este quadro.

Penhascos observados na borda da Geleira Thwaites (Imagem: Reprodução/James Yungel/NASA)
Penhascos observados na borda da Geleira Thwaites (Imagem: Reprodução/James Yungel/NASA)

O cientista atmosférico David Holland, líder do da pesquisa, disse que a geleira pode derreter em questão de décadas ou séculos, “e a única maneira de realmente saber isso é através desta pesquisa”, acrescentou. Ele e sua equipe agora viajam a bordo de uma navio quebra-gelo para obter essa resposta.

Segundo Holland, a pesquisa se concentrará em obter uma compreensão mais aprofundada da geleira para, assim, avaliar o ritmo de seu derretimento e o impacto disso nos oceanos — em específico, o que está acontecendo próximo à linha de aterramento, onde o gelo glacial encontra o fundo do mar.

Geleira do Juízo Final

O trabalho de investigação consistirá em perfurar o gelo com água quente para analisar as condições abaixo da geleira. Além disso, os cientistas e engenheiros da equipe utilizarão pequenos submarinos não tripulados para obter leitura como temperatura, salinidade e correntes.

O iceberg A-68A já lançou 162 bilhões de água doce ao oceano desde quando se separou da Antártida em 2017 (Imagem: Reprodução/British Antarctic Survey/ESA)
O iceberg A-68A já lançou 162 bilhões de água doce ao oceano desde quando se separou da Antártida em 2017 (Imagem: Reprodução/British Antarctic Survey/ESA)

A temperatura das águas abaixo da geleira é um dos dados mais importantes a se obter, pois, se estiver acima de 0 °C, o derretimento dela será cada vez mais veloz. Ainda, o bloco de gelo pode se fragmentar em pedaços menores, que serão conduzidos ao mar aberto — e aqui o caminho é sem volta.

Um estudo recente constatou que o enorme iceberg A-68A, que se desprendeu da plataforma de gelo Larsen-C, na Antártida, em 2017, já liberou 152 bilhões de toneladas de água doce no mar local.

O derretimento desses blocos de gelo não apenas ameaça cidades costeiras à medida que o nível do mar global sobe, mas desde já impacta a vida local. Por isso, entender como esse processo está acontecendo é fundamental para preservar esse gelo tão importante para o clima da Terra.

Fonte: Canaltech

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