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GeForce NOW vale a pena ou é melhor comprar uma GPU NVIDIA?

Parece que as plataformas de streaming de jogos vieram para ficar com consoles e placas de vídeo cada vez mais caros. Testei o aplicativo do Xbox na TV para jogar na nuvem e curti bastante, e agora chegou a vez do GeForce NOW, que tem a mesma proposta do rival, mas com um funcionamento diferente.

Em termos práticos, o GeForce NOW é um serviço por assinatura no qual a Nvidia “empresta” uma GPU NVIDIA RTX e outros componentes para você jogar os títulos das suas bibliotecas de jogos, desde que sejam suportados. Eu coloquei entre aspas porque tudo funciona através dos servidores da empresa.

Será que vale a pena? Joguei Dead By Daylight, Assassin’s Creed: Origins e outros jogos pelo GeForce NOW por pouco mais de uma semana, e conto nos próximos parágrafos se a plataforma é uma boa alternativa para quem não tem um PC gamer potente.

Como acessar o GeForce NOW

O GeForce NOW é compatível com qualquer dispositivo Windows, macOS, Chrome (em beta), Android e Safari (iPhone e iPad). Nos PCs e notebooks com Windows, há um programa dedicado; já no macOS, o acesso é pelo navegador.

A plataforma também é suportada na maioria das TVs Samsung e LG lançadas em 2021 e 2022, além de modelos com sistema operacional Google TV.

Planos de assinatura e fila de acesso

Atualmente, o GeForce NOW tem três planos disponíveis: gratuito, mensal e semestral. O plano gratuito permite jogar apenas durante 30 minutos e oferece gráficos mais limitados, baseados em placas de vídeo GTX. Além disso, é preciso esperar em uma fila de acesso.

Os modelos de assinatura mensal e semestral, por sua vez, liberam jogatinas “mais extensas” e gráficos baseados nas GPU RTX, ou seja, com ray tracing e DLSS. Há, ainda, prioridade na fila de acesso. A única diferença é o preço: R$ 57,68 no plano mensal e R$ 243 no semestral.

Plano mais caro receberá update em breve (Captura de tela: Canaltech)
Plano mais caro receberá update em breve (Captura de tela: Canaltech)

Meus testes foram realizados no plano semestral, mas vale mencionar que, atualmente, o modelo de assinatura semestral encontra-se esgotado. É possível se cadastrar no site oficial para ser notificado quando voltará à venda.

Quanto à demora na fila de espera, confesso que achei estranho ter que esperar por algo pago, mas até que foi mais rápido do que pensei que seria, com cerca de cinco minutos para iniciar. Depende muito do momento.

Como foi jogar no GeForce NOW

Assim como os outros serviços de streaming de jogos, o único requerimento para ter uma boa experiência com o GeForce NOW é uma boa e estável conexão com a internet. Segundo a NVIDIA, o mínimo para uma jogatina em 720p a 60 fps é 5 Mbps, porém alcança até 45 Mbps se a intenção for jogar em 4K a 120 fps.

No Brasil, o plano Ultimate é limitado em 1440p a 120 fps, se o seu monitor for compatível com a resolução, claro. Infelizmente, o meu é limitado à resolução Full HD (1080p) e, embora tivesse suporte a 144 Hz de frequência, só alcançou 60 quadros por conta do serviço.

Nos meus testes, utilizei tanto a internet via cabo, com uma velocidade de 600 Mbps, como o Wi-Fi, que girava em torno dos 300 Mbps. Nos dois casos, não tive problemas de desempenho durante toda a jogatina, mas percebi um delay maior, porém natural, enquanto jogava via Wi-Fi no PC, TV e celular.

Testando o GeForce NOW no notebook da firma, que praticamente roda apenas programas leves, consegui jogar Dead By Daylight em 1080p com gráficos no máximo a 60 fps. Para comparação, o mesmo jogo utilizando-se das configurações do próprio notebook mal funcionou no mínimo.

Internet cabeada é a melhor opção para jogar no GeForce NOW (Imagem: Diego Sousa/Canaltech)
Internet cabeada é a melhor opção para jogar no GeForce NOW (Imagem: Diego Sousa/Canaltech)

Dead By Daylight não é um jogo tão pesado, então pulei para Control, título AAA de 2019 bastante exigente, e consegui gráficos de GPU RTX em 1080p a 60 quadros por segundo. Novamente, conectado ao Wi-Fi tive um delay perceptível, além de alguns artefatos nas regiões mais escuras do cenário, mas nada alarmante.

Apesar de a qualidade do jogo ser melhor do que esperava, a experiência não foi perfeita: o tempo de carregamento no notebook foi um pouco maior, talvez por conta da placa de rede do notebook ser mais simples. Além disso, até o jogo “pegar no tranco”, houve alguns engasgos.

Novamente, considerando que eu estava em uma máquina com GTX 1050 e 8 GB de RAM, confesso que nem me incomodei com os problemas, só passei por eles e aproveitei.

Como falei mais acima, internet rápida e estável é quase obrigatória para uma boa experiência, e sabemos que no Wi-Fi nem sempre alcançamos as duas coisas juntas — seja pelo roteador ou pelo próprio dispositivo. Portanto, saí do notebook e fui para o PC conectado via cabo Ethernet.

Sem muitas surpresas, o GeForce NOW funcionou bem melhor no meu PC que no notebook da firma. Assassin’s Creed: Origins rodou liso, com pouquíssimos detalhes na parte escura e baixo delay — para jogos de história, achei a latência aceitável. Em títulos mais precisos, como Fortnite, também não tive muitos problemas, só uma ligeira adaptação para lidar com o atraso.

É possível alterar o perfil de transmissão dependendo do jogo (Imagem: Diego Sousa/Canaltech)
É possível alterar o perfil de transmissão dependendo do jogo (Imagem: Diego Sousa/Canaltech)

Na TV, o serviço consegue entregar resolução 4K, mas apenas nos modelos da Samsung. Testei numa QLED Q80B, de 2022, e obtive bons resultados no geral, com algum lag no começo de cada jogo.

Quanto ao controle, eu usei o original do Xbox Series X, mas o GeForce NOW também funciona com os modelos DualShock 4 e Dual Sense, o Pro Controller do Nintendo Switch, os do Xbox One e Xbox 360 (com fio), e os da Logitech (Gamepad F310, 510 e 710).

Falta de jogos importantes e mais

Após pouco mais de uma semana jogando apenas com o GeForce NOW, o ponto mais negativo dele foi a falta de suporte a alguns jogos grandes. Por exemplo, nenhum título da Activision Blizzard está disponível, como Overwatch 2, o meu jogo favorito. Call of Duty e World of Warcraft 2 também não estão por aqui.

Pelo menos, para quem curte jogo online, Fortnite, CS:GO e Rainbow Six: Siege, só para citar alguns dos mais de 1.500 jogos, são suportados pelo serviço. Você só precisa tè-los em sua biblioteca de jogos, seja ela Steam, Epic Games Store ou Ubisoft Connect. E isso nos leva ao outro problema: o login.

Fortnite é um dos jogos que funciona com NVIDIA Reflex (Imagem: Canaltech)
Fortnite é um dos jogos que funciona com NVIDIA Reflex (Imagem: Canaltech)

Como o GeForce NOW fornece apenas o hardware necessário para rodar os títulos, às vezes você precisa refazer o login na sua biblioteca de jogos antes de jogar. Por exemplo, mesmo após já ter vinculado a Epic Games Store, precisei fazer o login novamente antes de iniciar Control. Não é nada tão grave, apenas um passo inconveniente quando acontece mais de uma vez.

Vale a pena assinar o GeForce NOW?

Apesar do encerramento precoce do Google Stadia, acredito, mesmo, que as plataformas de streaming de jogos vieram para ficar. O GeForce NOW estreou lá em 2020 meio confuso, mas evoluiu bastante nos últimos anos para se tornar a melhor opção do segmento, na minha opinião.

Ter qualidade gráfica de placas de vídeo RTX sem tê-las, de fato, é um feito e tanto. É difícil de conseguir, e também não é nada barato, mas a experiência geral é compensada, ainda mais se você gosta muito de jogar no PC e não tem uma máquina potente o suficiente para a maioria dos títulos.

Recentemente, a NVIDIA anunciou uma atualização ao plano Ultimate, que agora será baseado na GPU RTX 4080 com resolução 4K, até 240 quadros por segundo e suporte a monitores ultrawide, sem falar de Ray Tracing e NVIDIA Reflex. Ainda não está disponível no Brasil, mas deve chegar em breve.

Resumindo, se seu orçamento for muito apertado para montar um PC gamer atual para rodar os jogos mais hypados, enxergo o GeForce NOW como uma ótima alternativa, sim. Basta ter uma conexão de internet bastante estável e rápida para ter gráficos surpreendentes. Quanto ao suporte a mais jogos, nos resta torcer.

Fonte: Canaltech

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