Mercado fechará em 43 mins
  • BOVESPA

    110.662,42
    -247,19 (-0,22%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.716,65
    +542,59 (+1,08%)
     
  • PETROLEO CRU

    80,33
    +2,13 (+2,72%)
     
  • OURO

    1.765,20
    +1,50 (+0,09%)
     
  • BTC-USD

    16.791,52
    +400,98 (+2,45%)
     
  • CMC Crypto 200

    398,54
    -2,16 (-0,54%)
     
  • S&P500

    3.951,85
    -5,78 (-0,15%)
     
  • DOW JONES

    33.709,09
    -143,44 (-0,42%)
     
  • FTSE

    7.573,05
    +61,05 (+0,81%)
     
  • HANG SENG

    18.597,23
    +392,55 (+2,16%)
     
  • NIKKEI

    27.968,99
    -58,85 (-0,21%)
     
  • NASDAQ

    11.549,25
    +24,50 (+0,21%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,3965
    -0,0601 (-1,10%)
     

GDSun amplia parceria com Raízen em energia; vê mais R$1 bi em novo ciclo de expansão

Painéis de energia solar

Por Letícia Fucuchima

SÃO PAULO (Reuters) - A empresa de energia solar GDSun fechou novos contratos com a Raízen, dobrando a potência instalada de usinas fotovoltaicas que construirá para operar e arrendar à parceira, com investimentos de 103 milhões de reais, em momento em que se prepara para um novo ciclo de expansão, que pode exigir aportes mais de 1 bilhão de reais para atender também novos clientes.

Com o novo acordo com a Raízen, a GDSun praticamente encerra uma fase de crescimento de seu portfólio de projetos, que hoje atinge 218 megawatts-pico (MWp), e prevê mais do que dobrar essa capacidade nos próximos anos com a prospecção de novos parceiros, incluindo de setores que buscam descarbonizar suas operações.

Em entrevista à Reuters, o CEO da GDSun, Arthur Sousa, afirmou que a empresa trabalha agora em uma nova onda de crescimento, com um novo "pipeline" de 260 MWp, que prevê também a ampliação de parcerias atuais, além do desenvolvimento de novas.

"Estamos conversando desde empresas do setor de óleo e gás, telecomunicações, até seguradoras, por exemplo, que querem entrar nesse mercado (de energia)", disse Sousa.

Nas negociações em andamento, o executivo diz notar um interesse cada vez maior das empresas em aproveitar sua própria base de clientes para comercializar energia solar, fonte que vem ganhando espaço na matriz elétrica brasileira.

"Aí a gente (GDSun) só entra como parceiro de geração de energia", explicou.

O valor dos investimentos para a construção dos próximos 260 MWp ainda não está fechado, mas deve ficar acima do 1 bilhão de reais aportado até agora, afirmou o executivo.

As próximas usinas também contarão com os benefícios das regras atuais do segmento de geração distribuída de energia, que devem mudar nos próximos anos. Hoje, consumidores com sistemas próprios de geração, como painéis solares em telhados, têm uma série de benefícios que reduzem o valor da conta de luz, como isenção de alguns componentes tarifários.

RAÍZEN

No último mês foram assinados com a Raízen quatro novos contratos para construção e arrendamento de usinas de geração distribuída solar.

Agora, a parceria entre as empresas atinge 49 MWp em projetos espalhados nos Estados de São Paulo, Bahia, Pernambuco e Ceará.

Parte das usinas já está em operação, e a expectativa é de que todas estejam energizadas até o final do primeiro semestre de 2023.

Quem fará a comercialização da energia gerada por esses empreendimentos junto ao consumidor final é a Raízen, que vem apostando nos últimos anos em soluções diversificadas para ajudar seus clientes na transição energética para fontes limpas e renováveis.

Joint venture da Cosan com a Shell, a Raízen é uma das maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil, além de operar na produção de energia --a partir de biomassa de cana, biogás e outros--, açúcar e etanol.

Já a GDSun é uma subsidiária de um fundo de investimentos privado cogerido pela Franklin Templeton Alternative (antigo Darby) e pela Servtec Energia.

Operando no mercado desde 2020, a elétrica investiu cerca de 1 bilhão de reais para constituir um portfólio-base de 218 MWp em usinas solares.

Esses empreendimentos são construídos e operados para empresas de diversos segmentos, como varejo e telecomunicações, que usam essa energia para atender seu próprio consumo ou então comercializá-la para sua base de clientes.

(Por Letícia Fucuchima)