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Gastos com transporte aumentam 14% após alta dos combustíveis

O levantamento considerou, além do gasto com abastecimento, custos com aplicativos de mobilidade, pedágio e transporte público (Getty Creative)
O levantamento considerou, além do gasto com abastecimento, custos com aplicativos de mobilidade, pedágio e transporte público (Getty Creative)
  • Gastos do brasileiro com transportes aumentou 14% no mês de março de 2022 em comparação com dezembro de 2021

  • Gasto com alimentos caiu 14% em relação ao último trimestre de 2021

  • Inflação resultou na redução do poder de compra

Um levantamento da PicPay, divulgado nesta segunda-feira (20), comprovou que o gasto do brasileiro com transportes aumentou 14% no mês de março de 2022 em comparação com dezembro de 2021. Segundo o estudo, o gasto médio para esse tipo de despesa saltou de R$ 271 para R$ 310 e o motivo seria justamente a alta dos combustíveis.

A análise levou em conta mais de 760 mil contas de usuários que compartilharam suas informações bancárias pela ferramenta.

A pesquisa apontou que, entre dezembro e março, o brasileiro gastou pelo menos R$ 39 a mais com transporte. O levantamento considerou, além do gasto com abastecimento, custos com aplicativos de mobilidade, pedágio e transporte público.

O estudo da PicPay atestou ainda que o gasto com alimentos caiu 14% em relação ao último trimestre de 2021. Os brasileiros gastaram cerca de R$ 246 no consumo em bares, restaurantes e supermercados em dezembro, enquanto esse valor em março foi de R$ 202. A razão seria a inflação, que resultou na redução do poder de compra.

Em maio, outra pesquisa feita pela empresa de benefícios ValeCard, afirmou que cada dez brasileiros que pediram antecipação de salário no primeiro trimestre de 2022, nove usaram os valores com itens de necessidade básica, como comida e medicamentos.

Para realizar o levantamento, foi levado em consideração 68 mil transações feitas no primeiro trimestre por 18 mil usuários do cartão da empresa específico para antecipação salarial e aceito em rede credenciada. Desse total de compras, foi observado que 74,18% ocorreram estabelecimentos de alimentação e mercearia, enquanto 14,13% foram para pagar combustíveis e 7,37% para custear itens de farmácia.

Já outro levantamento da inflação de abril, medida pelo IPCA-15, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que os alimentos da mesa dos brasileiros ficaram 15% mais caros do último ano para agora.