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Gastos de Bolsonaro para frear Lula entram no radar do mercado

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Movimentação de pessoas dentro da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 09.05.2015 - Movimentação de pessoas dentro da Bolsa de Valores de SP. (Foto: Diego Padgurschi/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pressões negativas vindas do exterior devido a decisões sobre aumentos de juros e redução de estímulos financeiros em algumas das principais economias mundiais voltaram a dividir espaço com o risco fiscal doméstico nas análises dos mercados de ações desta sexta-feira (17).

Em meio a esse cenário, a Bolsa de Valores brasileira recuou 1,04%, a 107.200 pontos. O resultado da semana é uma queda de 0,52%, a primeira após duas altas semanais.

O dólar fechou o dia com ligeiro ganho de 0,07%, a R$ 5,6840. A alta semanal, no entanto, alcançou 1,24%. O risco de desequilíbrio das contas internas torna a divisa americana um refúgio ainda mais interessante neste momento, pois a sinalização de alta dos juros nos Estados Unidos tende a valorizar a moeda.

Pesquisas eleitorais apontaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com chances de derrotar o presidente Jair Bolsonaro (PL) já no primeiro turno das eleições de 2022. Essa perspectiva liga o alerta para o risco do atual governo ampliar gastos para tentar melhorar o seu desempenho nas urnas.

"O cenário que já era de cautela foi agravado pelo aumento das preocupações com o cenário fiscal e perspectivas de mais aumento de gastos pelo governo atual", disse Cristiane Quartarolli, economista do Banco Ourinvest.

"Essa perspectiva se acentuou hoje, com a sinalização de fraqueza da terceira via e do governo atual", afirmou a economista.

"Ativos domésticos estão sendo penalizados justamente pela possibilidade do governo gastar mais em 2022 e, além da PEC dos Precatórios, encontrar outras vias para seguir com algum apelo eleitoral", comentou Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos

"Investidores começam a prestar a atenção em outras medidas que podem vir à tona no início do ano, no que é apelidado pelo mercado como o pacote eleitoral do Bolsonaro", disse Abdelmalack.

Outros acontecimentos políticos desta semana também impulsionaram a preocupação com o cenário fiscal.

Pressionado por Bolsonaro, o Ministério da Economia sugeriu ao Congresso o remanejamento de quase R$ 2,9 bilhões no Orçamento de 2022 para pagar reajuste de salários de algumas carreiras de servidores públicos.

Embora as categorias a serem beneficiadas não tenham sido mencionadas, existe a expectativa de que o aumento cumpra promessa feita pelo presidente a policiais federais, que fazem parte da sua base eleitoral.

Com o apoio de opositores e aliados a Bolsonaro, o Congresso derrubou nesta sexta o veto ao Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões para o próximo ano, reforçando as perspectivas de aumento de gastos públicos com as eleições.

Para João Agostini, especialista da mesa de renda variável da Valor Investimentos, o governo Bolsonaro já promoveu o principal estrago na avaliação do mercado sobre risco fiscal do país ao driblar o teto de gastos por meio da PEC dos Precatórios para conseguir pagar o Auxílio Brasil de R$ 400 em 2022. "Bolsonaro já estava pressionado desde as primeiras pesquisas eleitorais", afirmou Agostini.

Para o analista, a baixa do mercado nesta sexta tem relação mais forte com o cenário externo e alguns fatos pontuais sobre empresas brasileiras, como a queda de 2,36% da Petrobras.

A estatal adquiriu nesta sexta os direitos de exploração e produção dos volumes excedentes aos da cessão onerosa nos campos marítimos de Atapu e de Sépia, exercendo sua permissão legal de participar do consórcio que venceu a licitação.

O resultado do leilão foi considerado fraco e refletiu um menor apetite pelo risco no setor, que vem mirando cada vez mais as energias renováveis.

As ações da Petrobras também foram afetadas pela forte baixa do petróleo. O barril do Brent recuou 2,80%, a US$ 72,92 (R$ 415,30).

Em Nova York, os principais índices de ações fecharam em queda. Dow Jones e S&P 500 caíram 1,48% e 1,03%, respectivamente. A Nasdaq cedeu 0,07%.

Além da pressão causada pelo aperto monetário anunciado pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano) na última quarta-feira (15), o mercado americano foi afetado por um movimento técnico, o vencimento de opções –tipo de derivativo que tem prazo para ser vendido.

"É um grande dia de vencimento de opções", disse Joe Saluzzi, co-gerente de negociações da Themis Trading em Chatham, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. "E além disso você coloca um pouco da ômicron e tem volatilidade, e acho que isso cria muita incerteza entre os investidores", comentou.

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