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Preço da gasolina sobe até R$ 0,10 em postos de SP; Procon faz fiscalização

Paulo Whitaker/Reuters

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alta do petróleo após ataques na Arábia chegou ao país com reajuste na Petrobras.

  • Procon fiscalizou postos em SP e constatou preço abusivo.

Um levantamento do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de SP) revelou que ao menos 45% dos postos da capital paulista reajustaram o preço da gasolina nesta semana.

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A informação é do jornal Agora S.Paulo, segundo o qual o aumento foi de até 10 centavos, mas, em média, variou entre 4 e 5 centavos, de acordo com o presidente do sindicato, José Alberto Paiva Gouveia.

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O órgão representa os postos. O levantamento foi feito em cerca de cem estabelecimentos -- do total, 55% ainda não subiram os valores, mesmo após a Petrobras elevar a gasolina em 3,5%, e o diesel, em 4,2%, nas refinarias.

Os reajustes vieram após os ataques do último sábado (14) a petrolíferas na Arábia Saudita que fizeram o preço do barril do petróleo disparar no mercado internacional. Apesar de os ataques terem ocorrido há uma semana, o clima na região inda é tenso.

“Se a tensão está subindo e houver uma greve, o preço médio vai subir. Como a Petrobras trabalha com preços internacionais, com certeza vai aumentar”, adiantou Gouveia.

A fim de tentar coibir abusos nos reajustes, o Procon-SP iniciou na última quinta (19) operação “Preço Justo”, pela qual 20 postos foram fiscalizados. Desses, em um o reajuste dos valores ultrapassou 20%, índice que o órgão considera abusivo.

Localizado na zona sul da capital paulista, o estabelecimento vendia o litro da gasolina a R$ 5,19.

De acordo com o diretor de fiscalização do Procon, Carlos César Mareira, ainda que haja a livre iniciativa de mercado, se os donos de postos não conseguirem comprovar o porquê de estarem aumentando o combustível, caso o reajuste não seja “razoável”, o posto será notificado”.

Em caso de desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor, o posto é notificado e, futuramente, pode ser multado. Os valores vão de R$ 650 a R$ 9,6 milhões.

Uma pesquisa semanal da ANP (agência de petróleo) informa que o preço máximo do litro da gasolina na capital e no estado de São Paulo ficou em R$ 4,99 na semana entre os dias 15 e 20 de setembro.