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Gasolina sobe pela 5ª semana seguida e bate R$ 8

·2 min de leitura
  • Gás de cozinha e diesel também subiram, batendo preços recordes

  • Etanol, principal alternativa aos combustíveis fósseis, enfrenta uma inflação similar, de quase 60%

  • Presidente Bolsonaro se isentou hoje de culpa pelo estado dos preços

Segundo um levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço da gasolina, do botijão de gás e do diesel subiram novamente na última semana, acumulando sua quinta semana seguida de elevações no preço.

Há duas semanas atrás o preço do litro médio da gasolina estava em R$ 6,562. Na semana passada o preço passou para R$ 6,710, um aumento de 2,25%. O valor máximo encontrado pela ANP foi de R$ 7,99 no Rio Grande do Sul. No ano, a alta acumulada é de 49,6%.

Já o botijão de gás de cozinha (gás liquefeito de petróleo - GLP) também sumiu. O botijão de 13 quilos (P-13), o mais comum, passou de R$ 102,04 para R$102,48, uma alta de 0,43%, com um acumulado anual de 37%.

O diesel S-10, com menor teor de enxofre, por sua vez, teve um aumento de 2,45%, com o litro médio passando de R$ 5,211 para R$ 5,339. Para o diesel esta foi a sexta semana seguida de aumentos. No ano, a alta acumulada é de 48,05%.

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Já há duas semanas atrás havia sido anunciado pelo Observatório Social da Petrobras (OSP), instituição ligada à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais ( Ibeps) e Instituto Latino Americano de Estudos Socioeconômicos (Ilaese) que os preços praticados nesses combustíveis haviam batido o recorde de mais caros nos últimos 100 anos. Tanto em valores nominais, quanto em valores reais (ajustado à inflação).

Enquanto isso, o etanol hidratado, a principal alternativa, também está vivendo uma inflação vertiginosa, de 59,3%, devido à flutuações no mercado mundial de açúcar.

"Desde março, o GLP vem mês a mês atingindo o maior valor do século. No caso do diesel, esse recorde vem sendo quebrado mês a mês desde maio. Na gasolina, o maior patamar de preço chegou em outubro. Há uma tendência de alta, se a gente pegar a evolução dos valores ao longo do mês de outubro. E ainda há espaço para mais alta da Petrobras nas refinarias" disse Eric Gil Dantas, economista do Ibeps e OSP

Segundo o OPS, desde 2016 no governo Temer, quando a política de PPI (Preço de Paridade de Importação), foi implementado, a gasolina teve um aumento real (ou seja, considerando a inflação), de 39%. O diesel aumentou 28,7% com a nova política, e o gás de cozinha um aumento de 48%.

Hoje o presidente Bolsonaro voltou a discursar se eximindo de qualquer responsabilidade sobre o aumento dos preços dos combustíveis no país.

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