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Gases do efeito estufa colocam vida marinha sob risco de extinção em massa

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A diversidade da vida marinha poderá sofrer a maior queda desde a extinção dos dinossauros. O cenário é uma consequência das emissões de gases do efeito estufa descrito em um novo estudo de pesquisadores da Universidade de Princeton, que modelaram futuros para a biodiversidade marinha sob diferentes projeções climáticas.

O professor Curtis Deutsch e o autor principal Justin Penn iniciaram o estudo combinando dados fisiológicos de espécies marinhas com modelos das mudanças climáticas. A ideia era prever como as mudanças nas condições dos habitats vão afetar a sobrevivência de animais marinhos em todo o mundo nos próximos séculos, e comparar o modelo às extinções em massa do passado, registradas em fósseis.

Os autores descobriram que espécies de peixes devem ser duramente prejudicadas com aquecimento dos oceanos, que afeta o suprimento de oxigênio (Imagem: Reprodução/Evan Davis)
Os autores descobriram que espécies de peixes devem ser duramente prejudicadas com aquecimento dos oceanos, que afeta o suprimento de oxigênio (Imagem: Reprodução/Evan Davis)

Eles descobriram que o modelo que projeta a biodiversidade marinha, o registro fóssil da extinção do fim do período Permiano e a distribuição das espécies observadas hoje seguem um padrão similar: conforme a temperatura dos oceanos sobe e a disponibilidade de oxigênio desce, a abundância de vida marinha cai. Isso porque, além de ser um fator de risco para espécies adaptadas a temperaturas mais frias, a água mais quente também tem menos oxigênio dissolvido que a água fria.

Esta diferença afeta o suprimento de oxigênio no oceano, causando ainda mais consequências: as taxas metabólicas das espécies sobem acompanhando a temperatura da água, portanto, a demanda de oxigênio aumenta, enquanto a disponibilidade deste cai. Penn alerta que “assim que o suprimento de oxigênio cair para abaixo do que as espécies precisam, o esperado é observar perdas substanciais nelas”.

Os autores notaram que as espécies polares têm mais chances de extinção global porque não podem viver em outros habitats; já as espécies marinhas tropicais devem se sair melhor por terem recursos para lidar com as águas aquecidas e com baixa oxigenação nos trópicos, de modo que devem migrar conforme a temperatura das águas ao sul e norte dos trópicos aumente.

Para Deutsch, o estudo destaca a necessidade de ações imediatas para evitar estes cenários. “Reduções agressivas e rápidas nas emissões de gases do efeito estufa são críticas para evitarmos uma grande extinção em massa das espécies nos oceanos”, explicou.

Já Penn acredita que ainda é possível mudar a situação. “A boa notícia é que o futuro não está escrito em pedra”, disse. “Ainda há tempo para mudar a trajetória das emissões de CO2 e evitar a magnitude do aquecimento que pode causar esta extinção em massa”.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Science.

Fonte: Canaltech

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