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A Garena lançou a primeira campanha brasileira de FreeFire: mas o que isso significa?

·5 min de leitura

Tornar-se um jogador de videogame profissional, esse é o sonho de praticamente todos os jovens moradores de comunidades no Brasil. É o que constatou uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Favela, em parceria com a Locomotiva – Pesquisa e Estratégia e a Cufa (Central Única das Favelas). Para 29% destes aspirantes a pro-players, esse é o maior sonho da vida atualmente, mais do que um imóvel e até da própria felicidade, segundo constatou a pesquisa que entrevistou 662 participantes da edição 2020 da Taça das Favelas Free Fire e 518 pessoas que não participaram do campeonato, em todo o Brasil.

Na liderança disparada da preferência deste público, está o Free Fire, jogo para celulares do gênero battle royale, desenvolvido pela Garena. 96% dos entrevistados disseram preferir este jogo e, entre os entrevistados com até 15 anos, a preferência é de 100%. Os números deixam claro como Free Fire tem uma penetração social absurda. Em entrevista à Fast Company Brasil Games, Guilherme Camargo, sócio-CEO do Sioux Group, definiu o jogo como um importante meio para democratizar o segmento dos games, que sempre foi dominado por homens brancos, das classes A e B.

Free Fire possui mais de 150 milhões de jogadores ativos diariamente no mundo, segundo dados da própria Garena e referentes a maio de 2021. A empresa não divulga a parcela brasileira dentro desse número, mas suas ações voltadas para o público brasileiro não são de hoje. É nesse contexto que foi lançada, em outubro, a primeira campanha de Free Fire feita exclusivamente para o Brasil. Intitulada “O Jogo Virou”, ela mostra como o jogo passou a fazer parte da vida dos brasileiros: tem a que joga no ônibus, o que joga só para se divertir, aquele que virou profissional, o que se inspira no estilo dos personagens para fazer o seu próprio, a que faz do jogo o seu rolê.

(Crédito: Garena)

“Para nós, é muito importante conectar a cultura pop com projetos de impacto, entretenimento digital e oferecer as melhores experiências para o maior público possível. Com isso, podemos manter a nossa marca genuína, inovadora e inclusiva para a comunidade de Free Fire no Brasil e no mundo”, declarou o Head de Operações da Garena Brasil, Fernando Mazza, sobre o lançamento.

Carlos Silva, Head de Gaming na Go Gamers (Crédito: Divulgação)

Para comentar esse lançamento e entender um pouco mais sobre os acenos da gigante Garena para o Brasil, a Fast Company Brasil bateu um papo com Carlos Silva, Head de Gaming na Go Gamers, que tem mais de 20 anos de experiência em marketing digital, game marketing e game advertising. Carlos atuou nas campanhas de FIFA, Street Fighter, Resident Evil, Minecraft Dungeons, entre outros.

Como explicar essa penetração do Free Fire no Brasil?

Essa questão do mobile é o fator principal. É um jogo gratuito, então há um alcance maior ainda. Do ponto de vista do desenvolvimento, ele leva uma boa experiência para o celular Ele roda em aparelhos que não precisam ser tão sofisticados. Somando esses fatores, ele consegue conversar com um público muito maior. Hoje a gente vê que o entretenimento de games está mais próximo das pessoas por causa do mobile.

Como podemos enxergar a campanha O Jogo Virou?

O Free Fire tem sido uma sensação e alcançado públicos que, através do celular, estão conhecendo e consumindo o entretenimento de jogos digitais. A proposta da campanha de trazer pessoas e situações do cotidiano como foi apresentado na campanha. Quem nunca jogou no ônibus, por exemplo? É esse tipo de conexão que o jogo tem feito e com isso agregado cada vez mais para sua base e comunidade.

É comum os desenvolvedores globais de jogos olharem para o Brasil de forma individualizada?

Nos últimos anos, sim. Existe uma percepção clara da indústria de games nos mais diversos segmentos. Jogos de futebol com licenciamento local de clubes, jogos de luta com skins e personagens da região. Isso aconteceu recentemente no Valorant, com o lançamento de uma personagem brasileira e a trilha sonora era Daniela Mercury. Os exemplos hoje são diversos e isso é ótimo, mais uma vez cria proximidade e identificação. E o Brasil é um dos principais países no mundo, quando falamos de consumo de jogos digitais, e com potencial de crescimento muito grande para os próximos anos.

(Crédito: Garena)

Existe uma comunicação aberta com o público brasileiro?

Existe sempre um desdobramento global já que os estúdios tem o objetivo de impactar o máximo de pessoas com uma mensagem central. Alguns assets sempre serão prioritários, mas – com a presença de publishers e desenvolvedoras no Brasil – é possível criar customizações seja na campanha de marketing ou na inserção de alguma feature no próprio jogo. Esse olhar para a necessidade local faz a diferença no sucesso de um produto e tem melhorado muito nos últimos anos. Um bom exemplo é a localização da grande maioria dos jogos, algo presente em quase todos os jogos lançados no Brasil.

Essa campanha é um reconhecimento da força do público brasileiro ou um indicativo que pode vir novidades por aí?

Sem dúvidas, mais que um aceno, esse movimento foi um grande abraço na comunidade brasileira. Esse laço está firme e indo muito bem e com isso fica a expectativa para mais novidades, já que o público está engajado, novos fãs começam a surgir e esse ciclo tem chances de ser duradouro. Na indústria de games, temos muitos exemplos de marcas e jogos que criaram uma história ao longo de 10, 20 e 30 anos. O Free Fire tem esse potencial como marca e produto para os fãs, e esse reconhecimento já é um fato.

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