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Ganhos de commodities podem não refletir novo superciclo

Mark Burton, Thomas Biesheuvel e Alex Longley
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Com o salto dos preços das commodities, bancos de Wall Street se preparam para a chegada de um novo superciclo, mas a dinâmica sugere que não será uma repetição do boom liderado pela China no início do século.

O cobre perto de novas máximas históricas, mercados agrícolas em alta e preços do petróleo nos níveis anteriores à Covid alimentam o otimismo, enquanto as economias, impulsionadas por enormes estímulos, se recuperam após os lockdowns da Covid-19. A teoria é que isso poderia ser apenas o início de um rali de vários anos da demanda por matérias-primas em diversos setores.

Mas existem enigmas no centro das previsões de longo prazo. Por exemplo, a transição energética que anuncia uma nova era para metais verdes como o cobre seria apoiada no declínio de uma commodity importante: o petróleo.

E, à medida que investidores retornam para mercados como o cobre, antecipando um avanço da inflação puxado pelo crescimento econômico, autoridades de política monetária e economistas estão cada vez mais alertas às consequências do aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis.

Embora as definições variem, um superciclo é geralmente visto como um período sustentado de crescimento da demanda atipicamente forte e difícil de ser atendido por produtores, o que provoca uma alta dos preços que pode durar anos ou, em alguns casos, uma década ou mais.

Para alguns analistas, o amplo rali atual lembra o superciclo visto durante a ascensão da China no início dos anos 2000. Mas, em um exame mais minucioso, as perspectivas para cada commodity são divergentes. Embora possa levar uma década para mineradoras de cobre acessarem novos depósitos para atender à demanda, produtores de petróleo da Bacia Permiana ao Golfo Pérsico podem se mostrar mais ágeis, colocando em risco um rali de preços no longo prazo.

Já as commodities agrícolas são guiadas por sua própria dinâmica. A soja e o milho subiram para os maiores níveis dos últimos anos, impulsionadas pelas incessantes compras da China que recompõe o plantel de suínos após o surto de peste suína africana. Mas muito depende de quando as compras da China diminuirão.

Assim como no petróleo, a resposta da oferta agora é mais rápida. Com o desenvolvimento de sementes, agricultores melhoram a produtividade e as safras não são tão vulneráveis ao clima como antes.

O Departamento de Agricultura dos EUA já espera recorde da área plantada combinada de milho e soja neste ano, e executivos de algumas das maiores tradings de commodities agrícolas do mundo esperam que os ganhos durem mais um ou dois anos.

Mesmo os que estão universalmente otimistas em relação às commodities podem estar certos por enquanto, mesmo que não seja um superciclo. Em última análise, para investidores, a discussão de longo prazo pode ser acadêmica, pois buscam oportunidades que existem aqui e agora.

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©2021 Bloomberg L.P.