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Gamer cria gigante de pagamentos de US$ 3 bilhões

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(Bloomberg) -- Aleksandr Agapitov é pouco conhecido nos círculos de videogames, muito menos no mundo dos negócios.

No entanto, sua empresa é um dos principais players do setor de pagamentos de videogames, que gira US$ 135 bilhões, onde jogadores gastam dinheiro real para adquirir itens virtuais.

A Xsolla, que Agapitov fundou em 2005, permite que produtores de videogames vendam itens digitais no jogo - como “peles” que mudam a aparência de um personagem ou animais de estimação virtuais - em troca de cerca de 5% das vendas.

Seus clientes incluem algumas das empresas mais badaladas do setor, como Epic Games, Valve e Roblox, cuja plataforma é um sucesso entre as crianças. Ele é dono de 100% da empresa, que faturou quase US$ 100 milhões no ano passado.

Dois bancos de investimento estimaram no ano passado que a Xsolla poderia ser avaliada em até US$ 3 bilhões se fosse listada, de acordo com documentos vistos pela Bloomberg.

Mesmo assim, ele não tem pressa em fazer isso. Agapitov, 38, que nasceu na Rússia e se mudou para Los Angeles aos 25 anos, disse que gosta da liberdade de não ter que responder aos acionistas. Seu objetivo é retornar a empresa a um crescimento anual de vendas de 40%, acima dos 25% atuais.

“Gosto apenas de ajudar os desenvolvedores de jogos a ganhar mais dinheiro”, disse ele em entrevista. “Inovações maravilhosas vêm dos videogames.”

Receitas digitais de dentro de jogo representaram mais de três quartos de todas as receitas geradas pelo mercado global de videogames, de US$ 180 bilhões, no ano passado, de acordo com o provedor de dados Newzoo.

“Há um desejo de monetizar além do preço inicial de compra”, especialmente para jogos gratuitos, disse Julianne Harty, analista de jogos da Newzoo.

Projeto Metaverso

Em fevereiro, Agapitov lançou um projeto baseado no metaverso chamado X.LA. Ele procura fazer por aqueles que constroem coisas no metaverso o que o Xsolla faz pelos desenvolvedores de videogames: dar a eles um incentivo monetário para criar.

O trabalho exige conectar códigos e tecnologia blockchain que sustentam o metaverso, e Agaptiov trouxe uma equipe de funcionários da Xsolla para fazer isso. Se for bem-sucedido, uma pessoa que desenvolve uma parte do metaverso pode obter uma “recompensa” na forma de moeda virtual sempre que outros usuários visitarem aquele local.

“Como em qualquer outro setor, trata-se de como obter fundos, como você é pago, como encontrar novos clientes e como se envolver com seus clientes”, disse Agapitov.

Agapitov cresceu na cidade de Perm, cerca de 1.100 quilômetros ao leste de Moscou. Ele estudou matemática e ciência da computação em uma universidade local, mas desistiu para passar mais tempo com sua namorada e ganhar dinheiro fazendo bicos.

Na mesma época, ele combinou seu interesse pelos primeiros sistemas de pagamento online com seu amor por videogames. O resultado foi a Xsolla, que se mudou para a Califórnia em 2009 após atrair o interesse de alguns grandes clientes.

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