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Galiotte tinha Sampaoli e perdeu dez meses no Palmeiras

Alexandre Praetzel
·2 minutos de leitura
Galiotte tinha Sampaoli, mas não conseguiu acertar com o argentino. Foto: Daniel Vorley/AGIF
Galiotte tinha Sampaoli, mas não conseguiu acertar com o argentino. Foto: Daniel Vorley/AGIF

O momento do Palmeiras precisa ser analisado por duas oportunidades. Primeiro, em outubro de 2019, quando a diretoria demitiu Mano Menezes e Alexandre Mattos e proclamou um discurso de um futebol diferente e moderno para o time, em poucos meses.

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Na ocasião, com o terceira colocação na Série A do Brasileiro, o presidente Maurício Galiotte deixou claro que o Palmeiras mudaria para melhor, adequado a uma evolução pretendida rapidamente. Jorge Sampaoli foi o escolhido para ser o mentor do processo e as negociações começaram. Depois de dias de conversas e desgastes nas solicitações, o Palmeiras desistiu de Sampaoli e optou pela história de Vanderlei Luxemburgo, vitorioso no clube. Uma mudança de oito para 80, e um retrocesso, obviamente.

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O ano começou e o Palmeiras nunca foi confiável. É verdade que foi Campeão Paulista, depois de 12 anos, mas o Estadual não é mais suficiente para consolidar trabalhos. Em nenhum instante, o Palmeiras de Luxa mostrou novas ideias, futebol interessante e evoluções individuais. Os aproveitamentos de Patrick de Paula, Gabriel Menino, Veron e Wesley seriam normais para outros profissionais, também. Então, o “lançamento” dos jovens era uma obrigação de gestão.

Luxa não resistiu a três derrotas consecutivas e foi demitido, numa regra exorbitante da gestão Galiotte. Técnicos não têm segurança nenhuma, ainda mais quando quem comanda é inseguro. Galiotte foi incoerente com tudo que ele pregou e agora avisa que o Palmeiras está atrás de um novo modelo. Patético. Ele teve o principal nome a sua disposição e não conseguiu fechar com Sampaoli. Voltou à estaca zero e não poderá errar na escolha, mais uma vez. Se é para jogar todas as fichas num estrangeiro atual, o mandato de Galiotte escorreu pelo ralo pela falta de convicção e planejamento.

O Palmeiras conseguiu desperdiçar DEZ meses de trabalho por pura incompetência. Será que o problema é só trocar treinador? E os jogadores, com contratos solidificados e confortáveis, dando as cartas de acordo com as situações?

O Palmeiras tinha tudo para liderar o futebol brasileiro, pau a pau com o Flamengo. Novamente, ficou para trás e mostra-se perdido. Isso me parece mais claro até do que o comando paralelo dos atletas.

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