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Galeão terá redução de 90% dos voos em abril por crise do coronavírus

DIEGO GARCIA
*ARQUIVO* RIO DE JANEIRO, RJ, 24.03.2020 - Agentes da vigilância sanitária no aeroporto do Galeão. (Foto: Júlia Barbon/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O aeroporto do Galeão, o maior do Rio de Janeiro, vai reduzir em abril cerca de 90% dos voos que circulam no espaço por causa da pandemia do novo coronavírus.

Salários de executivos serão reduzidos, contratos, renegociados e terminal e pista serão fechados para que o aeroporto suporte o período de crise da saúde no Brasil.

A administração do espaço diz que esse é cenário sem precedentes na história do Galeão. A projeção é de que 93% dos voos internacionais sejam cancelados, mais 87% de redução de voos domésticos.

Para garantir que as obrigações financeiras do aeroporto sejam honradas, diretores e gerentes terão seus salários reduzidos em 15%, por tempo indeterminado, com o objetivo de garantir a remuneração em dia de todos os colaboradores no período.

Outra medida será a renegociações dos contratos dos estabelecimentos comerciais, para que as lojas e restaurantes do aeroporto possam se manter até o cenário normalizar.

Durante a crise, as atividades do Píer Sul serão encerradas. O local é uma extensão do terminal 2, com 100 mil metros quadrados e investimento de R$ 2 bilhões.

Por fim, uma das duas pistas de pousos e decolagens terá as atividades encerradas para diminuir os custos de manutenção envolvidos na operação.

Enquanto a pandemia durar, todos os embarques, domésticos e internacionais, serão realizados pelas 17 pontes de embarque do terminal 2.

Até as 17h desta quarta-feira (25), o Brasil somava 2.433 casos confirmados do novo coronavírus.

O número de mortes havia subido de 46 para 57, segundo o Ministério da Saúde. Porém, entre os óbitos, o órgão computava seis no estado do Rio, enquanto a Secretaria Estadual de Saúde já confirmava oito.