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Galáxias que abrigam quasares serão observadas pela 1ª vez com telescópio Webb

Daniele Cavalcante
·3 minutos de leitura

Quasares são objetos que se formam em alguns buracos negros supermassivos no centro de determinadas galáxias, e são tão brilhantes que ofuscam o brilho de sua própria galáxia hospedeira. Por isso é difícil ver como são essas galáxias, mesmo com instrumentos poderosos da atualidade. É como olhar diretamente para o flash de uma câmera e tentar enxergar a câmera que está fotografando. Mas uma nova tecnologia pode mudar isso.

Um novo estudo divulgado pela NASA propõe que o Telescópio Espacial James Webb, um poderoso instrumento com lançamento previsto para 2021, será capaz de revelar a aparência das galáxias ofuscadas por quasares que irradiam em seus centros. Além de inédito, esse tipo de observação poderá responder uma série de perguntas sobre os buracos negros imensos que geram os quasares.

O trabalho foi conduzido pela pesquisadora Madeline Marshall, da University of Melbourne, na Austrália. Ela espera que o James Webb seja capaz de ler sinais de infravermelho longe o suficiente para observar essas galáxias distantes. Os astrônomos já tentaram isso antes com o Telescópio Espacial Hubble, mas ele não foi capaz de enxergar tão longe. Mas para os detectores infravermelhos do Webb, essa não deverá ser uma tarefa impossível, mesmo com toda poeira que cobre e esconde a luz das galáxias.

Para chegar a essa conclusão, a equipe liderada por Marshall usou uma simulação de computador chamada BlueTides, desenvolvida para estudar a formação e evolução de galáxias e quasares no primeiro bilhão de anos da história do universo. Esse software foi capaz de mostrar aos astrônomos o que James Webb poderá ver.

Além disso, a simulação mostrou que as galáxias que hospedam quasares tendem a ser menores que a média, com apenas cerca de 1/30 do diâmetro da Via Láctea. Outra curiosidade é que galáxias da simulação pareciam formar suas estrelas 600 vezes mais rápido do que a atual taxa de formação de estrelas na Via Láctea.

A equipe usou essas previsões da simulação para determinar o que as câmeras de Webb veriam se as lentes do telescópios forem apontadas em direção a um desses quasares, e descobriram que seria possível visualizar a galáxia hospedeira. “O Webb abrirá a oportunidade de observar essas galáxias hospedeiras muito distantes pela primeira vez”, disse Marshall. Mais que isso, os espectrógrafos do Webb poderiam obter informações valiosas desses sistemas, tais como a composição química da poeira ali presente. Isso poderia ajudar os astrônomos a entender mais sobre a formação das estrelas dessas galáxias.

Por fim, o Webb poderia ajudar também a estudar os buracos negros supermassivos que criam esses quasares no centro das pequenas galáxias, e entender como eles podem crescer e adquirir um bilhão de vezes mais massa que o nosso Sol em “apenas” um bilhão de anos. “Esses grandes buracos negros não deveriam existir tão cedo porque não houve tempo suficiente para eles crescerem tanto”, disse o coautor do estudo Stuart Wyithe. Mas eles existem, e o James Webb terá, entre suas muitas missões, ajudar a entender a física por trás desses objetos extremos.

Fonte: Canaltech

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