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Galáxia que intrigou cientistas em 2016 não é tão diferente quanto se imaginava

Daniele Cavalcante
·3 minutos de leitura

Em 2016, a galáxia Dragonfly 44 foi descoberta e chamou a atenção dos astrônomos de todo o mundo porque parecia ser formada quase totalmente por matéria escura. Ela fica a 300 milhões de anos-luz de distância e parecia contrariar o que sabemos atualmente sobre a formação de galáxias no universo. Mas estudos recentes indicam que ela não é tão estranha quanto parecia.

Astrônomos sabem que existe algo invisível no universo, conhecido como “matéria escura”. Não é possível observá-la diretamente, mas a formação de galáxias só pode ser explicada quando consideramos a presença desse componente misterioso. Os cálculos científicos apontam que 85% da massa de todo o universo é composta por matéria escura, mas a galáxia Dragonfly parecia ser composta 99,9% desse ingrediente invisível.

Pieter van Dokkum, autor de um estudo sobre a descoberta naquela época, disse que a galáxia tem massa equivalente à Via Láctea, mas com “tão poucas estrelas que ela seria rapidamente desmembrada, a não ser que algo as estiver segurando”. Esse algo é uma quantidade enorme de energia escura. Mais precisamente, 10.000 vezes mais matéria escura do que estrelas. De fato, essa é a única explicação que justificasse essas observações, mas ninguém sabia explicar como uma galáxia tão diferente poderia se formar. Uma anomalia que os modelos astronômicos não podiam prever ou simular.

A galáxia Dragonfly 44 (Imagem: Reprodução/Teymoor Saifollahi/NASA/HST)
A galáxia Dragonfly 44 (Imagem: Reprodução/Teymoor Saifollahi/NASA/HST)

Por isso, uma equipe decidiu investigar mais a fundo para descobrir se a Dragonfly 44 é mesmo tão diferente ou se as leituras estavam erradas. Essa equipe é composta por membros de diferentes lugares do mundo e foi liderada pelo Kapteyn Institute da University of Groningen (Holanda). Eles descobriram que as coisas não são bem assim. Em primeiro lugar, eles descobriram que o número total de aglomerados globulares ao redor dessa galáxia é de apenas 20, enquanto o estudo anterior sugeria 80. Quando os cálculos são aplicados, essa quantidade bem menor faz com que a quantidade de matéria escura seja drasticamente reduzida.

Então, eles concluíram que a quantidade total de matéria escura é cerca de 300 vezes a da matéria luminosa, que significa que não está muito longe da quantidade normal neste tipo de galáxia. Ignacio Trujillo, um dos coautores do novo artigo, explica que com esse novo número de aglomerados globulares detectados, “a quantidade de matéria escura na Dragonfly 44 está de acordo com o que é esperado para este tipo de galáxias. A proporção de matéria visível e escura não é mais de 1 em 10.000, mas de 1 em 300”.

O número total de aglomerados globulares ao redor de uma galáxia está intrinsecamente ligado à massa total dessa mesma galáxia. Por isso, ao apontar erroneamente que havia 80 deles em volta da Dragonfly 44, os estudos anteriores concluíram que a massa total dessa galáxia era equivalente à da Via Láctea. O cálculo estava correto, mas a quantidade de aglomerados estava errado. Curiosamente, os cientistas não sabem explicar ainda a relação entre o número total de globulares e a massa total da galáxia — trata-se de um conhecimento puramente observacional, conforme explica Johan H. Knapen, outro coautor do novo artigo, publicado recentemente no Edital Mensal da Royal Astronomical Society.

Fonte: Canaltech

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