Mercado fechado

G7 fará 'tudo o que for necessário' para restaurar crescimento

Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel

Os líderes dos países do G7 disseram nesta segunda-feira que estão "decididos" a fazer "o que for necessário" para restaurar o crescimento econômico global, em queda livre devido à pandemia de coronavírus, que classificam como "uma tragédia humana".

Mais tarde, o presidente americano, Donald Trump, reconheceu uma probabilidade da economia americana entrar em recessão.

À medida que a pandemia provocou o fechamento das fronteiras e põe em risco a economia mundial, os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido destacaram a necessidade de unir forças para atuar rapidamente para conter os prejuízos, após cúpula extraordinária realizada por videoconferência.

Em um comunicado de imprensa conjunto, enfatizam sua vontade de mobilizar "todos os instrumentos de política econômica" à sua disposição, sejam medidas orçamentárias e monetárias ou ações direcionadas, "para apoiar imediatamente e tanto quanto necessário os trabalhadores, empresas e setores mais afetados".

"A pandemia de Covid-19 é uma tragédia humana e uma crise de saúde global, que também traz riscos para a economia mundial", disseram em comunicado em conjunto.

As medidas têm como objetivo "apoiar de maneira imediata os trabalhadores, empresas e setores mais afetados".

"Coordenaremos os nossos esforços para tentar conter a propagação do vírus, inclusive através de medidas apropriadas de gestão das fronteiras", alertou o grupo.

A rápida disseminação do novo coronavírus em todo o mundo obrigou os governos a implementar medidas drásticas, como o fechamento de escolas, bares e restaurantes ou mesmo medidas para conter a população.

Trump disse a jornalistas da Casa Branca que a crise poderia durar até julho ou agosto, ou "poderia ser mais do que isso".

Mas o presidente americano, que usa com frequência a bolsa de valores como uma referência para o seu governo, disse que os mercados poderiam ver "um grande, grande aumento", assim que as autoridades conseguirem controlar o vírus, denominado por ele como "o exército invisível".

Os líderes também solicitaram ao seus respectivos ministro das Finanças "coordenar semanalmente a implementação dessas medidas e aplicar novas ações rápidas e eficazes".

Essas medidas drásticas têm um impacto direto na economia mundial. Muitos economistas estão agora antecipando uma recessão, o que provoca uma queda vertiginosa nas bolsas de valores globais, apesar dos últimos anúncios dos bancos centrais.

"Estamos determinados a trabalhar juntos e resolutamente para implementar essas medidas para responder a essa emergência internacional", sublinharam os líderes após uma reunião por videoconferência.

O objetivo não é apenas restaurar o nível de crescimento previsto antes da pandemia, mas também lançar as bases para um crescimento futuro mais forte.

Em Washington, a Casa Branca considerou a videoconferência dos líderes do G7 como sendo "histórica".