G-30: reformas não podem prejudicar investimentos

As grandes economias precisam agir para motivar mais investimentos de longo prazo e para garantir que as atuais reformas no sistema financeiro não limitem esses financiamentos, diz um relatório publicado nesta segunda-feira pelo G-30.

O grupo afirma que a regulamentação mais rígida do setor financeiro e o aperto nos orçamentos dos governos devem limitar a quantidade de capital disponível para investimentos em infraestrutura, fábricas, escolas, pesquisas e outros setores que impulsionam a capacidade produtiva dos países. Dessa forma, o relatório diz que os governos precisam achar formas de mobilizar poupanças privadas para garantir que as economias tenham acesso a financiamento adequado nos próximos anos.

"É preciso agir porque as perspectivas para garantir adequadamente financiamento de longo prazo foram reduzidas pelas turbulentas condições econômicas que enfrentamos nos últimos anos, incluindo a consolidação fiscal, desalavancagem bancária e os requerimentos para novas regulamentações bancárias", disse Jean-Claude Trichet, presidente do G-30 e ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE).

Brasil, China, França, Alemanha, Índia, Japão, México, Reino Unido e os Estados Unidos, juntos, gastaram US$ 11,7 trilhões em 2010 com investimentos de longo prazo. O G-30 afirma que esse número precisa crescer para US$ 18,8 trilhões ao ano até 2020 para que níveis moderados de crescimento econômico sejam mantidos. As informações são da Dow Jones.

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