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Gás de xisto poderia vencer guerra do petróleo, diz Goldman

Dan Murtaugh e Serene Cheong

(Bloomberg) -- A combalida indústria de gás de xisto dos Estados Unidos pode emergir da crise do petróleo como vencedora, segundo o Goldman Sachs.

Os poços de alta pressão e menor tempo de perfuração deixam o setor bem posicionado para se beneficiar se a atual queda do petróleo afetar a capacidade de produção no longo prazo, o que resultará em aumento do preço quando a demanda se recuperar, disse Damien Courvalin, analista do Goldman, em relatório de 31 de março.

A flexibilidade do gás de xisto é semelhante à capacidade não utilizada que membros de peso da Opep, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, têm à disposição para elevar a produção no curto prazo, disse Courvalin. “Isso implica que o colapso da demanda provocada pelo coronavírus pode beneficiar produtores de gás de xisto e de baixo custo.”

A nota de otimismo contrasta com a série de más notícias que atingiram o setor de gás de xisto desde que os preços do petróleo colapsaram em meio a choques simultâneos de oferta e demanda. Com a queda dos preços, milhares de potenciais poços de gás de xisto enfrentam a perspectiva de perdas.

A alta pressão inicial dos poços de gás de xisto indica que há grande probabilidade de que as empresas possam fechá-los e depois retomar a produção com capacidade perdida limitada, disse Courvalin. Esse não é o caso de muitos poços mais maduros que correm risco de serem fechados em meio a preços baixos e restrições de armazenamento e logística, com a produção potencialmente perdida para sempre, avalia.

“A flexibilidade do gás de xisto pode ser monetizada pelos produtores assim que a demanda começar a se recuperar para preencher qualquer lacuna da oferta global”, disse Courvalin.

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