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Gás está mais barato na Europa do que antes da guerra na Ucrânia, mas pode subir em 2023

O preço no atacado do gás natural na Europa está quase cinco vezes mais barato do que em agosto e, nesta segunda-feira (2), caiu para seu nível mais baixo desde a invasão russa da Ucrânia, graças a um inverno suave na região. Mas os analistas advertem que o mercado será imprevisível nos próximos meses.

O preço de referência do gás natural na Europa é o de um megawatt/hora (MWh) para entrega no mês seguinte, negociado no mercado holandês conhecido como TTF.

Nesta segunda, o preço estava em torno de 73 euros, o mais baixo desde 21 de fevereiro de 2022. O preço no atacado caiu quase 50% em um mês e está muito abaixo dos máximos de agosto de 2022, quando alcançou 342 euros.

Os preços do gás começaram a subir antes da guerra na Ucrânia, mas dispararam a partir da invasão de 24 de fevereiro de 2022.

O fechamento de vários gasodutos entre Rússia e Europa, até então o seu maior cliente, elevou o preço da commodity, pois menos gás chegava ao continente.

As exportações de gás da Gazprom para União Europeia e Suíça caíram 55% em 2022, anunciou a companhia russa nesta segunda.

A empresa russa entregou 62 bilhões de m³ à Europa em 2022, frente aos 138 bilhões de 2021, segundo uma estimativa de Thierry Bros, analista do mercado energético e professor do Instituto de Estudos Políticos de Paris.

A queda atual de preços se explica, em primeiro lugar, porque a Europa encheu seus reservatórios durante o último verão no hemisfério norte e porque o outono foi bastante suave. Além disso, as famílias e as empresas reduziram voluntariamente o seu consumo.

Nesta segunda, as reservas europeias de gás estavam 83,3% cheias, segundo a Gas Infrastructure Europe.

- 'Incerteza' -

O preço do gás afeta o custo da eletricidade, já que muitas centrais europeias queimam gás para produzir energia. Mas estas variações de preços no atacado não se refletem diretamente nos preços cobrados aos consumidores, já que os fornecedores suavizam suas tarifas.

Em relação ao futuro, os analistas continuam sendo bastante prudentes.

"Tudo depende do que o presidente russo Vladimir Putin decidir sobre os fluxos de gás para a Europa", disse Thierry Bros à AFP.

"Poderia enviar menos, mas também poderia enviar mais em determinadas direções com a esperança de dividir os países europeus entre si, é o que alguns acadêmicos chamam de o 'princípio de incerteza do Kremlin', que põe à prova a unidade europeia", opina.

"Se a Europa não receber pelo menos 30 bilhões de m³ de gás russo, será complicado encher as instalações de armazenamento", indica o especialista, que, no entanto, garante que o continente está "melhor preparado" do que no ano passado.

Em janeiro de 2022, antes que o conflito estourasse, as reservas europeias de gás apenas estavam cheias em 54%.

A mesma incerteza se aplica à indústria. "Se houver uma onda de frio no fim de janeiro, os preços voltaram a subir", adverte Nicolas de Warren, presidente da associação que reúne as indústrias que mais consomem energia da França.

Também teme que haja concorrência entre Europa e Ásia - onde os preços "são agora superiores aos europeus - para obter gás natural liquefeito (GNL).

im-bur/pc/eg/rpr/mr