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Gás dos EUA caminha para ‘preços insanos’ sem alívio à vista

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(Bloomberg) -- O gás natural nos EUA disparou. Os preços quase dobraram este ano para o nível mais alto desde a revolução do xisto há mais de uma década e ajudam a alimentar a inflação mais alta em 40 anos.

Mas o mercado de gás, antes considerado um tédio entre os operadores por causa de sua previsibilidade, pode estar a caminho de um rali ainda mais drástico nos próximos meses, com apostas em preços que pareciam inimaginavelmente altos apenas alguns meses atrás.

“Há muita incerteza em tentar prever um teto de preço - e se existe mesmo um teto”, disse Emily McClain, analista sênior da Rystad Energy em Houston.

O rali foi turbinado por um salto na demanda - desde uma primavera excepcionalmente fria que aumentou as necessidades de aquecimento, a uma alta nas exportações enquanto a Europa tenta se livrar do gás russo em meio à guerra na Ucrânia.

Isso reduziu os estoques dos EUA para quase 20% abaixo dos níveis normais. Ao mesmo tempo, operadores olham para previsões de um verão mais quente que o normal que quase certamente aumentará a demanda por gás para gerar eletricidade à medida que os aparelhos de ar condicionado são ligados na potência máxima.

Mas o que realmente deixa quem aposta na alta empolgado é que o mercado perdeu muito de sua capacidade de conter o consumo por meio de preços mais altos.

No passado, quando o gás natural se tornava muito caro, as operadoras de usinas de energia simplesmente diminuíam alguns de seus geradores a gás e ligavam os que queimavam carvão, efetivamente colocando um teto na demanda e evitando que os preços disparassem.

Mas o afastamento das elétricas do carvão está diminuindo os estoques e reduzindo drasticamente sua capacidade de evitar o gás, deixando o mercado mais vulnerável a movimentos bruscos.

Isso pode levar a “preços insanos”, disse Paul Phillips, estrategista sênior da Uplift Energy Strategy em Denver.

Preços insanos só vão aumentar a dor que os consumidores já sofrem com a inflação anual que atingiu 8,5% no mês passado. Os custos de energia subiram mais ainda: a eletricidade aumentou 11% nos últimos 12 meses, em grande parte devido ao aumento dos custos do gás usado para gerar energia, enquanto o gás usado para aquecer casas e cozinhar aumentou 22% nesse período, de acordo com o U.S. Bureau of Labor Statistics.

Esses aumentos ainda não refletem o aumento de 24% nos contratos futuros de gás apenas neste mês, que estendeu seu avanço este ano para cerca de 90% - o maior ganho entre as commodities negociadas nos EUA.

“Os preços do gás natural são muitas vezes o insumo da economia em geral”, disse Eli Rubin, analista de energia sênior do EBW AnalyticsGroup. “Isso provavelmente vai se converter em preços mais altos de tudo, desde combustível a alimentos e eletricidade.”

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©2022 Bloomberg L.P.

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