Futuros das bolsas de NY ajudam Bovespa na abertura

Os índices futuros das Bolsas de Nova York engataram movimento de alta nesta quinta-feira, ajudando a Bovespa a abrir em alta, após um período de muita oscilação do Ibovespa futuro. Às 10h10, o Ibovespa subia 0,14%, aos 58.598,78 pontos.

A aprovação de mais medidas de austeridade na Grécia é uma boa notícia, mas sem força o suficiente para tirar de cena os temores com o abismo fiscal nos Estados Unidos. Além disso, os investidores esperam cautelosos pelo resultado da reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), pela coletiva do presidente do BCE, Mário Draghi, pelo número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e pelos dados de inflação na China esta noite.

Também na China, tem início a transição de liderança política, com o 18º Congresso do Partido Comunista. A transição ocorre a cada dez anos e o Congresso vai até o dia 14 deste mês. A expectativa é que o presidente, Hu Jintao, transfira a liderança partidária para Xi Jinping.

Segundo um operador, o problema do abismo fiscal nos EUA segue no radar e pode limitar a força da bolsa paulista até a abertura das bolsas de Nova York. Esse mesmo operador comentou que as alterações nas regras sobre dedução do recolhimento de depósitos compulsórios a prazo, anunciada esta manhã pelo Banco Central não deve influenciar os negócios.

Em Nova York, às 10h15, o Dow Jones subia 0,19%, o S&P 500 subia 0,16% e o Nasdaq avançava 0,20%. O medo do abismo fiscal americano bateu só hoje nas bolsas asiáticas, que fecharam em forte queda. Na Europa, a maioria das bolsas tem alta moderada: Londres +0,26%; Paris +0,40%; Frankfurt +0,51%.

O movimento da bolsa paulista confirma as apostas de queda do índice dos investidores estrangeiros. Conforme apurou a jornalista Olívia Bulla, os investidores estrangeiros seguem vendidos em Ibovespa futuro.

O investidor também está ansioso para saber se a presidente Dilma Rousseff irá sancionar, vetar ou vetar parcialmente o projeto de royalties do petróleo. A pressão contrária dos estados é grande. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse na quarta-feira (07) que a nova divisão dos recursos arrecadados com a cobrança de royalties na exploração de petróleo inviabiliza a Olimpíada e os jogos da Copa do Mundo no Rio. A assessoria de Dilma disse que a presidente fará "exaustiva análise" do projeto e tomará a decisão em 15 dias úteis.

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