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Futuro dos shoppings: setor acredita em fusão do presencial com digital

Melissa Santos
·3 minutos de leitura
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Quando a pandemia do novo coronavírus teve início no Brasil no mês de março, os shoppings centers foram imediatamente fechados. Com o plano de retomada em vários Estados, os espaços estão começando a abrir com novos protocolos de segurança. Mas ainda se especula sobre os reflexos do lockdown neste tipo de estabelecimento e até a experiência de compras dos consumidores.

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Para discutir sobre o novo futuro dos centros de compras, um dos painéis da Expert XP 2020 reuniu Leonardo Ferreira, Diretor-executivo da BR Malls, e Marcelo Miranda, VP Comercial e de Marketing da rede Iguatemi, para falar sobre as tendências nesses espaços.

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Experiência online durante e pós-pandemia

Focar nas experiências digitais já estavam no planejamento estratégico da BR Malls e da rede Iguatemi, mas a pandemia sem dúvida acelerou esse processo.

No caso do Iguatemi, eles tinham lançado o Iguatemi 365, o e-commerce do grupo, no ano passado, mas ainda estavam em fase de implementação. “Com a pandemia, começamos a atender outras capitais e hoje estamos com mais de 14 mil produtos e 250 marcas cadastradas. Também focamos em lives com conteúdos sobre música, moda, gastronomia e cultura para os nossos clientes. Ao todo, foram mais de 800. Assim, não perdemos o ponto de contato com o cliente por conta da pandemia”, afirma Miranda.

Já na BR Malls, até o final do mês eles terão lançado sete marketplaces e até o fim do ano a ideia é que todos os shoppings da rede ofereçam essa experiência ao consumidor. “A ideia é que eles tenham entrega no mesmo dia ou na hora. Queremos levar o shopping para a casa do consumidor para que ele também possa consumir fora do espaço, verificar se tem o produto que ele quer em estoque e planejar melhor a visita”, afirma Ferreira.

Todos concordam que a tecnologia veio para ficar e que ela virá complementar a experiência no shopping presencial, seja ao facilitar no pagamento ou ajudar no dia a dia. “Afinal, tem hora que o consumidor quer comprar algo pontual e pode usar os meios digitais para isso e, em outros momentos, ele vai querer passear e descobrir novas marcas, experimentar um novo restaurante. O meio físico e o digital se complementam”, finaliza Miranda.

Clientes empolgados com o retorno

Tanto Ferreira quanto Miranda destacaram as rápidas ações implementadas por conta da pandemia. “Vivemos uma semana de cada vez, priorizando a saúde dos nossos clientes, parceiros lojistas e também dos funcionários. Mas, ao mesmo tempo, tivemos que olhar o fluxo de caixa. Abrimos mão da receita de aluguel e redução de condomínio até porque tínhamos o foco de preservar nossos parceiros”, diz vice-presidente da rede Iguatemi.

Foram implementados uma série de novos protocolos sanitários, de limpeza e cuidados para a reabertura. E, de acordo com Ferreira, essas mudanças fizeram com que as pessoas se sentissem seguras para visitar os espaços.

“Reabrimos com 40% da capacidade e em alguns dias tivemos que fechar por termos alcançado a capacidade máxima. As pessoas estão ávidas para voltar as atividades normais e aos shoppings. É uma notícia animadora para a economia, para o nosso setor e também para os lojistas”, diz o diretor-executivo da BR Malls.

Ainda que pesquisas apontem que os consumidores estão passando menos tempo no shopping, eles não acreditam que esse comportamento será o “novo normal”. “Tem mais a ver com o fato de que as opções de alimentação ainda não estão disponíveis. Quando temos a oferta gastronômica, o tempo de permanência começa a aumentar. Para as pessoas, o shopping é um passeio, é entretenimento. Foi-se o tempo onde era só consumo”, fala Ferreira.

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