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Futuro da pandemia vai depender também da resposta imune natural, além da vacina

Natalie Rosa
·2 minutos de leitura

O mundo inteiro vem esperando por uma vacina contra a COVID-19 desde março, quando a pandemia foi declarada. Atualmente, estamos em estágios avançados desse desenvolvimento, mas ainda há muito o que ser feito pelos cientistas e pelos governos. Mas em um estudo recente realizado na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, pesquisadores sugerem que mesmo sem a imunização médica, sem tratamento e sem vacina, o que vem sendo feito para evitar a contaminação será essencial para o futuro, e que isso irá moldar o cenário da propagação nos próximos anos.

A co-autora do estudo, Caroline Wagner, professora-assistente de bioengenharia da Universidade McGill, no Canadá, diz que ainda não se sabe como será a força ou a duração da imunidade natural ao SARS-CoV-2, ou ainda de uma vacina. "Por exemplo, se uma reinfecção é possível, o que fez a resposta imunológica de uma pessoa à infecção anterior? Essa resposta imunológica é capaz de te impedir de transmitir a infecção a outros? Tudo isso irá impactar nas dinâmicas dos surtos futuros", diz.

A pesquisa, com a ajuda de um modelo que projeta a incidência de casos futuros da doença, determinou que o pico inicial da pandemia foi completamente independente da imunidade, uma vez que a maioria das pessoas estava suscetível à contaminação. No entanto, com o crescimento das infecções pelo vírus, surgiram alguns padrões epidêmicos que serão identificados no futuro.

<em> Imagem: Reprodução/Gerd Altmann/Pixabay </em>
Imagem: Reprodução/Gerd Altmann/Pixabay

"Se as respostas imunológicas forem apenas fracas ou temporariamente protetoras contra a reinfecção, por exemplo, então surtos maiores e mais frequentes podem ser esperados a médio prazo", comenta Andrea Graham, co-autora do estudo. Além disso, a natureza da resposta imune pode afetar resultados clínicos e casos que necessitem de hospitalização, sendo preciso saber diferenciar as infecções primárias das futuras.

Com base em diversos cenários, o estudo descobriu que a chegada da vacina pode induzir uma alta resposta imunológica, consequentemente reduzindo o número de casos no futuro. E os resultados são os mesmos, ainda que a vacina ofereça apenas proteção parcial contra uma transmissão secundária. O modelo mostrou ainda que nem casos de eventos que possam causar alta propagação interferem nas projeções que estão por vir.

Os pesquisadores também exploraram os efeitos futuros em relação a um determinado público que possa se recusar a ser vacinado ou tratado. Simon Levin, um dos co-autores do estudo, diz que se a recusa for alta e correspondente aos comportamentos mais arriscados, como a falta de uso de máscaras, a taxa de vacinação deverá ser ainda maior para alcançar uma imunidade coletiva.

O modelo ainda precisa ser alimentado com mais informações, ao longo do desenvolvimento e liberação da vacina, e que as projeções não são simples de fazer visto que a resposta imune contra o coronavírus ainda não é muito bem compreendida.

Fonte: Canaltech

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