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Futuro apocalíptico: novas gerações viverão numa Terra "doente", diz estudo

·2 minuto de leitura

Os mais recentes relatórios climáticos revelam um cenário de aquecimento global nada animador pelas próximas décadas — em especial, para as futuras gerações que herdarão uma Terra acompanhada de grandes desafios ambientais. Em um novo estudo conduzido pela Vrije Universitiet, pesquisadores descobriram que qualquer pessoa que hoje tenha até 40 anos enfrentará ondas de calor, secas e inundações sem precedentes — e o cenário projetado é ainda pior para os que nascem em 2021.

Segundo o estudo publicado na revista Nature, crianças nascidas neste ano viverão, em média, sete vezes mais ondas de calor, duas vezes mais incêndios florestais e quase três vezes mais secas, além de mais crises em safras e enchentes de rios em relação aos seus avós. Wim Thiery, principal autor do artigo e cientista climático, explicou que esta projeção é baseada mesmo com os cenários mais conservadores.

Projeção dos níveis de CO2 atmosférico (Imagem: Reprodução/NASA/NOAA)
Projeção dos níveis de CO2 atmosférico (Imagem: Reprodução/NASA/NOAA)

Esta é a primeira pesquisa a modelar de maneira extensiva os eventos climáticos extremos e os cenários futuros com grupos demográficos. Assim, foi possível quantificar como as pessoas em diferentes faixas etárias ao redor do mundo atravessarão tais desastres climáticos ao longo de suas vidas. O estudo ainda aponta que países em desenvolvimento serão os mais desafiadores.

Mesmo que os países cumpram as metas de cortes nas emissões de gases de efeito estufa firmadas sob o Acordo de Paris, estima-se que 172 milhões de crianças da África subsariana poderão passar por 50 vezes mais ondas de calor e seis vezes mais eventos extremos ao longo da vida. Em países desenvolvidos, como a Europa e Ásia Central, este número cai para 53 milhões de crianças.

O furacão Ida atingiu a região do Golfo do México no início de setembro de 2021 (Imagem: Imagem: Reprodução/NOAA)
O furacão Ida atingiu a região do Golfo do México no início de setembro de 2021 (Imagem: Imagem: Reprodução/NOAA)

As projeções não consideraram, por exemplo, que os futuros eventos extremos possam durar por muito mais tempo e serem mais intensos, o que significa que os desastrem podem ser mais severos do que apontados no novo estudo. Apesar disso, Thiery se mantém otimista. Se os países cumprirem as metas climáticas e, assim, contiverem o aquecimento global, parte desse futuro pode ser evitado.

Vale destacar que, entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro, acontecerá a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática de 2021, na qual lideranças globais estabeleceram metas ainda mais eficazes. Então, este e os muitos outros relatórios climáticos servirão de base para a tomada de decisões. “Para todos nós que vivemos hoje, precisamos combater a mudança climática", acrescentou Thiery.

A pesquisa foi publicada no último dia 26 de setembro, na revista Nature.

Fonte: Canaltech

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