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FUP suspende mobilização de petroleiros da Petrobras antes do previsto

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou nesta quarta-feira que decidiu suspender a mobilização de petroleiros da Petrobras iniciada na segunda-feira com previsão de durar cinco dias, informou a entidade em nota, ao afirmar que o efeito do movimento foi positivo.

Segundo a FUP, "o movimento conseguiu chamar a atenção da sociedade para a política de demissões e transferências em massa, de venda de ativos e de reajustes constantes da gasolina e do óleo diesel promovida pela atual gestão da empresa", além de garantir a produção de petróleo e o abastecimento de combustíveis para a população.

Os petroleiros haviam decido manter a mobilização, mesmo após um ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) ter impedido uma greve.

Na segunda-feira, o ministro Ives Gandra Martins, do TST, suspendeu repasses aos sindicatos pelo descumprimento da liminar que impedia o movimento grevista. Também determinou o bloqueio cautelar das contas das entidades sindicais no limite de 2 milhões de reais a cada dia de prosseguimento do movimento dos trabalhadores.

A FUP considerou como arbitrárias as decisões do TST e disse nesta quarta-feira que a última vez em que o órgão tomou decisão similar foi em 1995, quando uma greve de petroleiros afetou o abastecimento de combustíveis do país.

Na segunda-feira, nota publicada pelo TST informava que "a Petrobras demonstrou que diversas refinarias paralisaram suas atividades" e que os grevistas estavam impedindo a entrada de funcionários em suas instalações.

Na véspera, a federação chegou a apontar atrasos e paralisações em refinarias, mas sem impactos no abastecimento.

Procurada nesta quarta-feira, a Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentários. Durante a semana, a empresa não retornou com informações sobre possíveis impactos nas atividades.


(Por Marta Nogueira)