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Fungos e bactérias da Terra podem sobreviver por algum tempo em Marte

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Hoje, calcula-se que existam cerca de um trilhão de espécies de microrganismos na Terra, sendo que alguns são bastante capazes de sobreviver a condições extremas. Assim, em um novo estudo, cientistas de diferentes instituições verificaram como estes seres podem sobreviver em condições parecidas com aquelas de Marte, algo essencial para a exploração espacial e ações para evitar a contaminação acidental de outros mundos.

David J. Smith, pesquisador do Ames Research Center, da NASA, se uniu a outros cientistas para verificar como os microrganismos iriam se sair em condições extremas. Para isso, eles lançaram para a estratosfera terrestre quatro diferentes espécies de microrganismos no experimento MARSBOx (Microbes in Atmosphere for Radiation, Survival, and Biological Outcomes Experiment), utilizando um balão científico.

Amostras de fungo em placas de quartzo usadas no experimento (Imagem: Reprodução/DLR)
Amostras de fungo em placas de quartzo usadas no experimento (Imagem: Reprodução/DLR)

Localizada a cerca de 30 km acima da superfície da Terra, essa camada da atmosfera tem alguns aspectos parecidos com aqueles da superfície de Marte, como os altos níveis de radiação, baixa pressão e umidade, entre outros. Assim, é possível utilizá-la como uma espécie de laboratório marciano no céu: “se um micróbio conseguir ficar ali, é possível que ele sobreviva — embora brevemente — na jornada para a superfície de Marte”, disse Smith.

As amostras foram colocadas em discos de quartzo em caixas de alumínio, que foram preenchidas com gases que imitam a atmosfera de Marte. Durante a subida e descida do balão, os micróbios ficaram no escuro e protegidos. Após chegarem a quase 40 km de altitude, eles foram expostos à radiação mais intensa e temperaturas de -6 °C. Então, após voltarem para casa, os cientistas analisaram as amostras e viram que uma espécie de fungo e de bactéria sobreviveram, enquanto as outras duas não resistiram.

As amostras no experimento MARSBOx sendo expostas (Imagem: Reprodução/NASA)
As amostras no experimento MARSBOx sendo expostas (Imagem: Reprodução/NASA)

Marta Filipa Cortesão, co-autora principal do estudo, explica que os esporos do fungo Aspergillus niger, um dos sobreviventes que pôde ser revivido depois do experimento, são bastante resistentes, mas ninguém jamais estudou se poderiam sobreviver à radiação do espaço ou de Marte: “o fato de que mesmo depois do voo com a MARSBOx conseguimos revivê-los, demonstra que são resistentes o suficiente para irem onde os humanos forem, mesmo em outros planetas”, disse.

As bactérias Salinisphaera shabanensis também resistiram, e foram escolhidas para o experimento por conseguirem sobreviver em águas extremamente salgadas, sendo que as salmouras são consideradas possíveis localizações promissoras para a busca de evidências da ocorrência de antigas formas de vida microbianas. Agora, a equipe espera que outras análises e experimentos futuros determinem os genes e/ou mutações que foram responsáveis pela sobrevivência destes microrganismos, para posicioná-los em um espectro de sobrevivência que envolva os mais sensíveis aos mais resilientes.


O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Frontiers in Microbiology.

Fonte: Canaltech

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